Connect with us


Agro

Mercado de soja no Brasil registra queda de preços e baixa liquidez; Chicago e dólar pressionam

Publicado em

Mercado interno de soja permanece lento

O mercado brasileiro de soja manteve uma semana predominantemente travada, com movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios sofreram poucas alterações, enquanto o câmbio e a Bolsa de Chicago acumularam perdas, afastando negociadores e limitando a liquidez.

Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, tanto produtores quanto tradings permaneceram fora do mercado, restringindo operações e mantendo preços sem direção clara.

Cotações caem em principais regiões produtoras

Acompanhando o ritmo lento, os preços recuaram em várias praças do país:

  • Passo Fundo (RS): saca de 60 kg caiu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Cascavel (PR): de R$ 120,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): de R$ 110,00 para R$ 107,00
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 131,00 para R$ 130,00

O cenário reflete a dificuldade do mercado em encontrar compradores ativos, em meio à expectativa por movimentações externas.

Bolsa de Chicago recua após adiamento de reunião comercial

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos de soja com vencimento em maio registraram queda de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel.

Leia mais:  Safrinha de milho avança no Centro-Sul e produção brasileira deve se aproximar de 140 milhões de toneladas

A retração foi motivada pelo adiamento do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previsto para o final de março. O atraso, de 30 a 45 dias, suspende a expectativa de um possível acordo comercial de compra de soja americana pela China, gerando pressão sobre os preços internacionais.

Dólar em baixa reduz competitividade da soja brasileira

No mercado cambial, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã de sexta-feira a R$ 5,2387. A desvalorização da moeda americana reduz a competitividade da soja brasileira no mercado externo, impactando a comercialização e reforçando a retração observada na semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

Published

on

O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

Leia mais:  Algar e Usina Coruripe investem R$ 3,7 milhões em conectividade 4G no campo em Minas Gerais

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

Leia mais:  Economia brasileira mantém mercado de trabalho aquecido, mas inflação e cenário externo elevam incertezas em 2026

“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262