Connect with us


Agro

Alta produtividade da cenoura no inverno amplia oferta e exige foco em qualidade no campo

Publicado em

Inverno favorece produtividade da cenoura no Brasil

O inverno é tradicionalmente o período mais favorável para o cultivo de cenoura no Brasil. As temperaturas mais amenas e a menor incidência de pragas e doenças contribuem para um desempenho superior da cultura em comparação ao verão.

Nesse cenário, a produtividade pode aumentar significativamente, o que representa uma oportunidade para os produtores, mas também impõe novos desafios ao mercado.

Aumento da oferta pressiona mercado e exige qualidade

Com o avanço da produção durante o inverno, há maior concentração de oferta em um curto período. Esse excesso pode impactar os preços, tornando a qualidade um fator decisivo para garantir competitividade.

Segundo Samuel Sant’Anna, especialista em desenvolvimento de bulbos e raízes da TSV Sementes, a produtividade pode dobrar ou até triplicar em algumas regiões em relação à safra de verão. No entanto, o principal desafio passa a ser a comercialização diante do maior volume disponível.

Variedades híbridas elevam padrão comercial da cenoura

Diante desse cenário, o uso de materiais híbridos com alto padrão comercial ganha relevância. Essas variedades permitem maior uniformidade das raízes, melhor aparência e maior classificação no momento da venda.

Como resultado, os produtores conseguem se destacar em um mercado mais competitivo, especialmente em períodos de maior oferta.

Leia mais:  Colheita do algodão entra na reta final: estratégias para reduzir perdas e preparar a safra 2025/26
Cenoura híbrida Pandora se destaca em produtividade e qualidade

Entre as opções disponíveis, a cenoura híbrida de inverno Pandora, da TSV Sementes, tem apresentado bom desempenho em diferentes regiões produtoras do país.

A variedade se destaca pela qualidade visual das raízes, que apresentam superfície lisa e coloração alaranjada intensa — características valorizadas no mercado. Além disso, o material possui elevado potencial produtivo.

Em áreas comerciais, já foram registrados rendimentos superiores a 4 mil caixas por hectare, com alta proporção de cenouras classificadas como 3A, categoria de maior valor agregado.

Classificação superior aumenta retorno ao produtor

A obtenção de maior volume de cenouras de alta classificação impacta diretamente a rentabilidade. Produtos enquadrados nas melhores categorias alcançam preços mais elevados no mercado.

Esse fator é ainda mais relevante para produtores que possuem estrutura própria de beneficiamento, como lavadores, pois conseguem agregar valor ao produto antes da comercialização.

Adaptabilidade amplia uso da variedade em diferentes regiões

Outro diferencial da cenoura Pandora é sua ampla adaptabilidade. A variedade apresenta bom desempenho em regiões do Cerrado, no estado de São Paulo e no Sul do Brasil, mantendo elevado padrão de produtividade e uniformidade.

Leia mais:  Produtores de mais 56 municípios gaúchos poderão renegociar dívidas

No Nordeste, o cultivo também é viável dentro de uma janela mais específica, com destaque para a região de Irecê, na Bahia.

Manejo adequado é essencial para alcançar alto desempenho

Para obter o máximo potencial produtivo, o manejo da cultura é um fator determinante. O estande recomendado para a variedade Pandora varia entre 600 mil e 620 mil plantas por hectare, considerado ideal para alcançar bons resultados.

A adoção de práticas adequadas contribui para garantir produtividade elevada e padrão de qualidade exigido pelo mercado.

Qualidade e produtividade fortalecem cadeia da cenoura

A combinação entre alta produtividade e qualidade comercial é fundamental para o sucesso da cultura no inverno. O uso de tecnologias, como sementes híbridas, aliado a um manejo eficiente, permite ao produtor melhorar sua competitividade.

Com isso, toda a cadeia produtiva da cenoura é beneficiada, desde o campo até o consumidor final, consolidando o inverno como uma das principais janelas para o cultivo da hortaliça no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Excessos de Chuva e seca levam emergência a 18 municípios

Published

on

O Diário Oficial da União desta segunda-feira (25.05) formalizou o reconhecimento federal de situação de emergência em 18 municípios espalhados por nove estados brasileiros, evidenciando o cenário de extremos climáticos que atinge o País simultaneamente.

Enquanto o cinturão agrícola do Sul e faixas do Nordeste sofrem com o avanço da estiagem prolongada, as populações da Região Norte enfrentam o impacto severo de chuvas intensas e alagamentos. A medida, chancelada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), abre caminho para a liberação de recursos federais obrigatórios para socorro humanitário e reconstrução de estruturas básicas.

O mapa da crise desenha uma dualidade econômica preocupante. Na fronteira da estiagem e da seca severa, estão municípios da Bahia (Chorrochó e Tremedal), Paraíba (Barra de São Miguel, São Bento, Joca Claudino, Taperoá, Princesa Isabel e Manaíra), Rio Grande do Norte (Alexandria), Paraná (Pérola D’Oeste), Rio Grande do Sul (Gentil e São Pedro do Sul) e Santa Catarina (Correia Pinto).

No outro extremo, o excesso de precipitação causou estragos severos na infraestrutura da Região Norte e em partes do Maranhão. Cidades como Parintins, Borba e Careiro, no Amazonas, além de Godofredo Viana, no Maranhão, e Santa Izabel do Pará, no Pará, foram castigadas por tempestades e inundações.

Leia mais:  Exportações recordes sustentam o preço do boi, mas alta nos abates limita valorização, aponta Itaú BBA

Nesses locais, o principal desafio imediato é o isolamento de comunidades rurais e ribeirinhas, a perda de lavouras de subsistência e o comprometimento de estradas vicinais utilizadas para o escoamento de produtos locais.

Longe de ser apenas um entrave burocrático, a fragmentação entre seca extrema e inundações simultâneas ameaça diretamente as margens financeiras da safra e acende o alerta para o risco de inadimplência em polos produtivos regionais.

O Custo Invisível do Risco Climático no Agro

Região / Impacto Reflexo Econômico Direto Impacto no Financiamento
Sul e Nordeste (Estiagem) Queda na conversão alimentar do gado; necessidade de compra de ração comercial cara. Aumento na taxa de sinistralidade dos seguros agrícolas; busca por renegociação de custeio.
Norte e Maranhão (Inundações) Desperdício de produtos perecíveis na porteira; alta de até 40% no valor do frete regional. Elevação do prêmio do seguro de carga e depreciação acelerada de maquinário pesado.

A homologação da situação de emergência pelo governo federal funciona como um freio de arrumação legal. Mais do que liberar verbas para ajuda humanitária nas cidades, o decreto é o instrumento jurídico indispensável para que o produtor rural consiga comprovar o caso fortuito ou de força maior junto às instituições financeiras. Sem isso, o acesso à prorrogação de dívidas de crédito rural e o congelamento de juros de custeio ficariam travados, empurrando milhares de produtores para a inadimplência forçada.

Leia mais:  Mercado de trigo inicia 2026 com baixa liquidez, moinhos cautelosos e apoio nas exportações

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262