Connect with us


Brasil

MMA promove oficina para elaboração do Plano de Ação Federal da Estratégia Nacional Oceano sem Plástico

Publicado em

Representantes do Governo do Brasil participaram, nos dias 10 e 11 de março, de uma oficina em Brasília (DF) para avançar na elaboração do Plano de Ação Federal da Estratégia Nacional Oceano sem Plástico (PLASF/ENOP). A atividade foi organizada pelo Departamento de Oceano e Gestão Costeira da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e teve como objetivo alinhar as ações que irão compor a primeira edição do plano, prevista para ser divulgada ainda neste semestre.

Oficializada em 2025 durante a COP30, a Estratégia Nacional Oceano sem Plástico (ENOP) tem como finalidade orientar e coordenar políticas públicas para prevenção, redução e eliminação da poluição por plástico no oceano, por meio de ações estratégicas e sinérgicas. A iniciativa é coordenada pelo MMA e orienta a articulação de políticas públicas e ações governamentais voltadas à proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros.

Durante os dois dias de trabalho, representantes de diferentes órgãos discutiram prioridades, responsabilidades institucionais e possibilidades de cooperação entre políticas públicas voltadas à prevenção e à redução de resíduos plásticos no mar. A proposta é organizar iniciativas já existentes e estruturar novas medidas para enfrentar a poluição por plástico nos oceanos.

As contribuições debatidas na oficina vão subsidiar a elaboração do plano de ação, que será pactuado no âmbito do Grupo de Integração do Gerenciamento Costeiro (GI-GERCO), colegiado coordenado pelo MMA e integrante da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM). O grupo reúne diferentes órgãos do Governo do Brasil para fortalecer a gestão integrada da zona costeira e marinha.

Ao todo, mais de 100 propostas foram apresentadas e discutidas durante o encontro. O material será analisado e consolidado pelo MMA, responsável pela coordenação da estratégia. A expectativa é que o tema volte à pauta em abril, durante reunião extraordinária do GI-GERCO.

Leia mais:  Bahia tem 64 médicos especialistas em atividade e recebe mais 43 profissionais

A oficina reuniu representantes de diversos órgãos e instituições públicas, entre eles as secretarias de Clima, Qualidade Ambiental e Bioeconomia do MMA, além de ministérios como Pesca e Aquicultura; Defesa; Saúde; Ciência, Tecnologia e Inovação; Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Relações Exteriores; Portos e Aeroportos; e Planejamento e Orçamento. Também participaram a Marinha do Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A atividade contou ainda com apoio do Projeto TerraMar, parceria entre o MMA e o Ministério Federal do Meio Ambiente da Alemanha (BMUKN), no âmbito da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI). O projeto é voltado à gestão integrada de ecossistemas costeiros e marinhos e à conservação da biodiversidade, sendo executado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, a cooperação técnica alemã.

Sobre a ENOP

Instituída pelo Decreto nº 12.644, a ENOP está estruturada em oito eixos de atuação, que incluem normatização e regulamentação, prevenção e economia circular, remoção de resíduos, educação ambiental, ciência e inovação, capacitação, monitoramento e financiamento.

Entre as medidas previstas estão a proposição de normas para restringir o uso de microplásticos intencionalmente adicionados em produtos cosméticos e de higiene pessoal, além da substituição gradual de plásticos de uso único. A estratégia também incentiva a inclusão socioprodutiva de catadores e catadoras, reconhecendo seu papel na gestão de resíduos e na proteção ambiental.

No campo da educação, a ENOP prevê a integração do tema da poluição por plásticos e da sustentabilidade em currículos escolares, cursos superiores e capacitações técnicas. A estratégia também incentiva a realização de mutirões de limpeza em praias, rios, manguezais, ilhas e lagos como parte de ações práticas de educação ambiental.

Leia mais:  NOTA DE PESAR - MJSP lamenta a morte de agente da Força Nacional em operação realizada em Roraima

Outra iniciativa prevista é a elaboração de uma lista nacional dos resíduos plásticos mais encontrados no ambiente, especialmente em áreas marinhas e costeiras. O acompanhamento da implementação da estratégia ocorrerá no âmbito do Conselho Nacional do Meio Ambiente, responsável por orientar e monitorar as ações de prevenção e combate à poluição por plástico.

O avanço dessas medidas responde a um problema ambiental crescente. O acúmulo de resíduos plásticos, especialmente microplásticos, afeta a capacidade dos oceanos de absorver carbono e contribuir para o equilíbrio da temperatura do planeta, agravando os efeitos da crise climática.

Essas partículas também têm sido identificadas em diferentes partes do corpo humano, como sangue, cérebro e placenta, além de já terem sido detectadas em alimentos como mariscos, mel, carne e leite bovino. No ambiente marinho, a degradação do plástico ainda libera metano, um potente gás de efeito estufa, ao mesmo tempo em que a mudança do clima acelera a fragmentação desses materiais.

Com isso, cria-se um ciclo que amplia os impactos ambientais e climáticos. O oceano, responsável por absorver cerca de 25% do dióxido de carbono emitido pelas atividades humanas, tem sua capacidade de regulação comprometida com a morte de organismos fotossintéticos, como o fitoplâncton, afetados pelo acúmulo de resíduos.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA    

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook

Brasil

São José dos Campos avança em obras de centro de reabilitação, UBS e hospital materno-infantil

Published

on

Obras de saúde em diferentes etapas de execução foram acompanhadas nesta quinta-feira (17) em São José dos Campos (SP), durante agenda técnica do Ministério da Saúde, conduzida pelo secretário-executivo Adriano Massuda. Os projetos incluem um Centro Especializado em Reabilitação (CER), duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Porte III, uma UBS Resolve e um hospital materno-infantil. Parte das obras conta com recursos federais destinados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Os investimentos contemplam diferentes pontos da rede de saúde do município e da região do Vale do Paraíba. “A visita técnica aqui em São José dos Campos é para poder acompanhar os investimentos federais do Ministério da Saúde, que atendem a toda a região do Vale do Paraíba”, afirmou Adriano Massuda. 

Centro Especializado em Reabilitação (CER)

O novo CER de São José dos Campos oferecerá atendimento especializado nas modalidades auditiva, física e intelectual, ampliando o cuidado a pessoas com deficiência. A obra recebeu investimento federal de R$ 7,5 milhões, integralmente repassado, e está concluída, com 91% de execução registrada no Sistema de Monitoramento de Obras (Sismob). Encontra-se agora em fase de equipagem. Trata-se do primeiro Centro Especializado em Reabilitação do Novo PAC Saúde a ser inaugurado no país. 

Leia mais:  NOTA DE PESAR - MJSP lamenta a morte de agente da Força Nacional em operação realizada em Roraima

Atenção primária

A nova UBS de Porte III de Pinheirinho dos Palmares recebeu investimento federal de R$ 3,307 milhões, também já integralmente transferido. A obra está em fase inicial, com 16% de execução registrada no Sismob, e segue projeto referencial do Novo PAC Saúde. Quando concluída, a unidade terá cerca de 700 m² e sete consultórios, com estrutura voltada a vacinação, odontologia, coleta de exames, curativos e farmácia, para atender aproximadamente 8 mil pacientes.

A unidade soma-se a outra obra já concluída na região: a UBS Cajuru, no bairro Vila Monterrey, de Porte III, com investimento federal de R$ 2,765 milhões e 100% de execução registrada, também em processo de equipagem. Juntas, as duas novas UBS somam R$ 6,07 milhões em investimentos federais.

Também foi visitada a UBS Resolve Vila Industrial, que iniciou o funcionamento em 27 de julho. A unidade integra a rede de atenção primária do município. 

Hospital materno-infantil

Na Vila Industrial, Adriano Massuda visitou ainda as obras do novo hospital materno-infantil. A unidade terá 150 leitos e ocupará uma área total de 18,6 mil metros quadrados, somando edificação, com 10,1 mil metros quadrados, paisagismo e estacionamento.

Leia mais:  Ministério da Saúde inicia jornada para a Nuvem Soberana do SUS

O investimento total é de R$ 80 milhões, sendo R$ 63 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Saúde, do governo federal. 

Recursos federais

O financiamento federal para a saúde do município somou R$ 184,9 milhões em transferências em 2026, sendo R$ 178,9 milhões para custeio e R$ 6 milhões para investimentos do Novo PAC.

Com população estimada em 727.078 habitantes (IBGE 2024), São José dos Campos conta com 41 Unidades Básicas de Saúde, quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e 975 leitos SUS, que correspondem a 49% do total de leitos da cidade. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) cobre 100% da população, com três unidades, sete ambulâncias de suporte básico, duas de suporte avançado e uma Central de Regulação das Urgências.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262