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Agro

Boi gordo mantém estabilidade em São Paulo com negociações mais lentas e escalas confortáveis

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Mercado do boi gordo mantém equilíbrio em São Paulo

O mercado do boi gordo segue em equilíbrio nas principais praças pecuárias do país. Em São Paulo, as cotações permanecem estáveis, refletindo um cenário de negociações mais lentas e escalas de abate consideradas confortáveis pelas indústrias frigoríficas.

Apesar da oferta ainda relativamente modesta de bovinos prontos para o abate, o ritmo mais moderado de negócios contribui para manter os preços estáveis no curto prazo.

De acordo com indicadores recentes do mercado, a arroba do boi gordo em São Paulo gira em torno de R$ 345 a R$ 347, dependendo da região e das condições de pagamento.

Escalas de abate chegam a cerca de oito dias

Outro fator que contribui para o equilíbrio do mercado é o nível das escalas de abate, que atendem, em média, oito dias de programação nos frigoríficos.

Com essa margem de abastecimento relativamente confortável, as indústrias têm atuado com maior cautela nas compras, reduzindo a pressão por novos reajustes nas cotações.

Esse ambiente resulta em negociações mais pontuais e seletivas, o que mantém os preços relativamente estáveis nas principais regiões produtoras.

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Goiás apresenta estabilidade na maior parte das categorias

No estado de Goiás, o mercado apresentou comportamento semelhante.

A cotação do chamado “boi China” — animal jovem destinado ao mercado de exportação — registrou recuo de R$ 3,00 por arroba. Na região de Goiânia, no entanto, os preços das diferentes categorias permaneceram estáveis.

Já na região Sul do estado, houve leve ajuste negativo para a novilha, com queda de R$ 2,00 por arroba, enquanto as cotações do boi gordo e da vaca gorda permaneceram inalteradas.

Tocantins registra ajustes pontuais nas cotações

No Tocantins, o mercado apresentou movimentações diferentes entre as regiões produtoras.

  • Sul do estado: queda de R$ 2,00/@ para vaca e novilha
  • Boi gordo: cotação estável

Já na região Norte, todas as categorias permaneceram com preços estáveis, incluindo o boi China, cuja cotação não registrou alterações no período analisado.

Rondônia atrai compradores no mercado de reposição

Em Rondônia, o destaque continua sendo o mercado de reposição. As cotações das diferentes categorias apresentaram alta na comparação mensal, impulsionadas pelo aumento da demanda.

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O estado tem chamado atenção de compradores por apresentar preços mais competitivos em relação a outras praças pecuárias importantes do país.

Atualmente, o boi magro negociado em Rondônia apresenta valores:

  • 12,6% abaixo do registrado em São Paulo
  • 6,5% inferior ao de Goiás
  • 5,6% menor que o observado em Minas Gerais

Essa diferença de preços tem atraído investidores e pecuaristas interessados em reposição de animais, o que contribui para sustentar as cotações locais.

Mercado segue atento à oferta e às exportações

O comportamento do mercado do boi gordo nas próximas semanas deve continuar condicionado principalmente a dois fatores:

  • disponibilidade de animais terminados
  • demanda do mercado externo, especialmente da China

Enquanto a oferta permanece controlada e as escalas de abate mantêm níveis confortáveis, a tendência predominante é de mercado equilibrado, com oscilações pontuais entre regiões e categorias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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