Paraná
Nova interface da plataforma IAraucária vai impulsionar conexões de CT&I no Paraná
O ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do Paraná ganha um reforço estratégico com a ferramenta Ágora. É uma interface exclusiva dentro da Plataforma IAraucária, desenhada para ser o ponto de encontro entre demandas e oportunidades de diversos atores do Estado. A operação detalhada e os resultados esperados dessa conexão foram apresentados na perspectiva empresarial e na perspectiva acadêmica quinta-feira (12), durante a programação da Semana Araucária de CT&I.
O Ágora funciona como um ecossistema digital no qual universidades, empresas e startups podem lançar desafios técnicos ou oferecer soluções prontas. O objetivo é criar um fluxo de inovação aberta, permitindo que instituições adquiram tecnologias ou se candidatem a oportunidades estratégicas de parceria. Para o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, a ferramenta é um passo decisivo para a maturidade do setor no Estado:
“O Ágora é a materialização do nosso esforço em conectar quem produz conhecimento com quem precisa de soluções reais. Queremos transformar a plataforma IAraucária em um ambiente vivo, onde a academia e o setor produtivo não apenas coexistam, mas gerem negócios e desenvolvimento social de forma ágil e integrada”, destacou Spinosa.
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Novos programas do Estado impulsionam conexões e internacionalização da ciência
COMO PARTICIPAR – O funcionamento é simplificado: o usuário realiza o cadastro como pessoa física e, em seguida, vincula sua empresa ou universidade. A partir disso, está habilitado a cadastrar tanto demandas como oportunidades. Para o gerente de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Fernando Henrique Lermen, “o Ágora é uma interface dentro da Plataforma IAraucaria que otimiza relações entre diferentes atores dos ecossistemas de conhecimento, empreendedorismo, de inovação e de negócios do Paraná”.
A iniciativa reforça o compromisso de oferecer soluções tecnológicas aos potenciais interessados e estreitar os laços entre os diferentes polos de CT&I paranaenses. “A plataforma Ágora é uma ferramenta que facilita a conexão entre todos os envolvidos em projetos de pesquisa e inovação. Nela, mapeamos competências – pessoas, organizações – e recursos, como editais de fomento, para simplificar essa conexão e remover as barreiras que dificultam, para aqueles que desejam realizar ciência e inovação, a busca por uma competência ou instituição parceira”, informou o coordenador de operações do Instituto Stela, Gustavo Gama Lobo.
PLATAFORMA IARAUCÁRIA – O objetivo principal desta plataforma é o de integrar e mapear os ativos de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do Paraná, visando acelerar o desenvolvimento econômico, a transformação digital e aumentar a competitividade do Estado. Isso acontece por meio do mapeamento de competências; conexão (ecossistema); gestão de projetos e transformação digital.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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