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Ensino técnico da rede estadual impulsiona estudantes ao mercado de trabalho

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A política de fortalecimento da educação técnica da rede estadual do Paraná tem ampliado as oportunidades de inserção profissional para estudantes ainda durante o ensino médio. Por meio da qualificação aliada à prática e à articulação com o setor produtivo, alunos têm conquistado vagas de estágio e emprego com mais facilidade.

A expansão do ensino técnico na rede estadual é expressiva. O número de estudantes ingressando em cursos desta modalidade saltou de cerca de 11,2 mil em 2021 para mais de 50 mil em 2025, um crescimento de quase 350% em quatro anos. Atualmente, são ofertados mais de 65 cursos técnicos em 821 escolas estaduais distribuídas pelos 32 Núcleos Regionais de Educação.

Em 2025, cerca de 39% dos alunos que ingressaram na 1ª série do ensino médio optaram por cursos técnicos integrados, consolidando o ensino profissionalizante como um dos pilares da política educacional do Paraná.

O impacto dessa política se reflete na presença cada vez maior de estudantes da rede estadual no mundo do trabalho. Em 2024, cerca de 14 mil alunos da educação profissional estavam atuando em vagas formais, estágios remunerados ou programas de aprendizagem profissional e em 2025 esse número chegou a 14,8 mil estudantes, evidenciando o avanço da inserção profissional ainda durante o período escolar e reforçando o papel do ensino técnico como ponte entre a formação acadêmica e o mercado de trabalho.

Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, os resultados confirmam que o investimento no ensino técnico é uma política pública que gera impacto direto na vida dos estudantes. “O ensino técnico é uma ferramenta concreta de transformação social. Ao oferecer qualificação ainda na educação básica, garantimos que nossos estudantes tenham mais oportunidades, mais autonomia e mais condições de construir um projeto de vida sólido. Essa integração entre escola e mercado de trabalho fortalece a formação integral e amplia horizontes”, afirma.

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“O avanço é resultado da estratégia da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) de expandir a oferta de cursos técnicos alinhados às vocações regionais e às demandas do mercado de trabalho. A iniciativa fortalece a formação integral dos estudantes e amplia as perspectivas de futuro”, complementa.

A inserção dos estudantes no mercado também é potencializada por processos seletivos mediados por agentes de integração que fazem a ponte entre estudantes e empresas, como o CIEE/PR, que conecta jovens ao mercado de trabalho em todo o Estado. 

JOVENS NO MERCADO – É o caso da Maria Fernanda dos Santos, aluna do curso técnico em edificações, do Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba, que garantiu uma vaga na área de formação ainda durante os estudos. “Escolhi fazer o ensino médio com o técnico porque  queria sair da escola mais preparada para o mercado de trabalho”, conta a estudante.

“Nunca tinha pensado nessa possibilidade de cursar o ensino médio junto com o técnico, mas depois que descobri que era possível, fiquei muito interessada e logo quis fazer, porque, além da formação normal, o técnico me dá experiência prática e me ajuda a desenvolver a responsabilidade desde cedo”, completa.

Para Adriana Kampa, coordenadora técnica da educação profissional da Seed-PR, a ampliação do ensino técnico na rede estadual reforça o compromisso com uma formação alinhada às demandas atuais e às perspectivas de futuro dos estudantes. “Mais do que qualificar para o mercado, o ensino técnico na rede estadual do Paraná consolida-se como um instrumento de emancipação, preparando sujeitos críticos, criativos e éticos, capazes de atuar no mundo do trabalho e participar ativamente da construção de uma sociedade mais justa e democrática”, afirma.

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REQUISITO BÁSICO – Segundo a Supervisora Operacional do CIEE/PR, Ilsis Cristine da Silva, a formação técnica tem se destacado nos processos seletivos por oferecer aos jovens uma vivência mais próxima da realidade das empresas. “O aluno do técnico normalmente tem uma base prática mais estruturada. Eles conhecem a rotina da empresa, muitas vezes já mexeram em sistema, equipamentos, ou em processos reais, pois muitas escolas têm laboratórios na parte técnica e eles não vivenciam só a teoria. Eles conduzem a parte técnica muitas vezes dentro das escolas”, destaca.

Ela também ressalta que, diante de um mercado cada vez mais exigente, a qualificação profissional deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser um requisito essencial para a inserção dos jovens no mundo do trabalho. “A qualificação deixou de ser apenas um diferencial, virou um requisito básico. O mercado está cada vez mais exigente, mais tecnológico, mais rápido. Quem tem uma formação técnica ou profissionalizante, sai sim na frente por já ter um conhecimento mais avançado”, afirma.

Fonte: Governo PR

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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