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Fruit Attraction São Paulo 2026 reúne principais estados produtores de frutas do Brasil

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A 3ª edição da Fruit Attraction São Paulo está confirmada para ocorrer de 24 a 26 de março de 2026, na capital paulista, reunindo os principais estados produtores de frutas do Brasil. O evento, que se consolidou como plataforma global para a fruticultura nacional, já abriu o credenciamento para imprensa e espera superar os números da edição anterior.

Diversidade regional da fruticultura brasileira em destaque

Estados de todas as regiões do país estarão presentes, representando a diversidade de frutas, qualidade, sanidade e sustentabilidade da produção nacional. Os estandes serão ocupados por Secretarias de Agricultura, instituições como Senar e Sebrae, além de cooperativas de produtores.

  • Nordeste: Com destaque para o Vale do São Francisco, Pernambuco e Rio Grande do Norte, além de prefeituras como Petrolina (PE) e São Domingos do Maranhão (MA), a região apresentará frutas tropicais como melão, abacaxi, manga e melancia.
  • Sul e Sudeste: Estados como Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo trarão frutas de clima temperado, incluindo maçã, pêssego, uva e citros.
  • Cerrado: O Distrito Federal representará as chamadas frutas do Cerrado, reforçando a diversidade de produção nacional.
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Estrutura ampliada e foco em inovação

Organizada pela IFEMA – Instituição de Feiras de Madrid e Fiera Milano Brasil, a Fruit Attraction São Paulo 2026 contará com área de exposição ampliada, reunindo produtores, exportadores, compradores nacionais e internacionais, fornecedores, distribuidores, autoridades e demais agentes do setor.

O evento abrange toda a cadeia produtiva, incluindo:

  • insumos e máquinas agrícolas
  • equipamentos para pós-colheita
  • logística e cadeia fria
  • embalagens e tecnologias digitais

A expectativa é que o espaço expositivo supere o de 2025, quando o evento ocupou 15 mil m², recebeu 16,3 mil visitantes e mais de 400 marcas expositoras de 60 países, gerando cerca de 1,5 mil reuniões de negócios e estimativa de R$ 1 bilhão em vendas.

Programação inclui fóruns, rodadas de negócios e experiências gastronômicas

A programação da edição de 2026 contará com novidades nas atrações tradicionais:

  • Fruit Fórum: Congresso com conteúdo técnico e estratégico para o setor
  • Cooking Show: Espaço de experiências gastronômicas
  • Rodada de Negócios: Sessões dedicadas a compradores e fornecedores nacionais e internacionais

Além disso, Ceagesp, Abimaq, Ibrahort e Empapel se juntam à Abrafrutas, apoiadora master, como parceiros institucionais do evento, reforçando a importância da colaboração entre entidades públicas e privadas.

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Perspectivas para o setor de frutas

Com a participação de todos os principais estados produtores, a Fruit Attraction São Paulo 2026 reafirma seu papel de plataforma global de negócios, inovação e promoção da fruticultura brasileira, fortalecendo a presença do Brasil nos mercados internacionais e fomentando oportunidades de crescimento para toda a cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil importa 7% menos fertilizante, mas produtor gasta 7% mais

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O recuo recente dos preços internacionais dos fertilizantes ainda não chegou ao bolso do produtor brasileiro. Entre janeiro e julho deste ano, o País importou 22,4 milhões de toneladas, redução de 7,4% em relação ao mesmo período de 2025. A despesa, no entanto, aumentou 7,3% e alcançou o equivalente a aproximadamente R$ 44,8 bilhões.

Os números mostram que a queda observada depois dos picos provocados pela guerra entre Estados Unidos e Irã não foi suficiente para devolver os preços aos níveis anteriores ao conflito. O produtor está comprando menos e pagando mais, ao mesmo tempo que enfrenta preços pouco favoráveis para parte dos grãos e margens mais apertadas dentro da porteira.

Em junho, o preço médio do fertilizante importado pelo Brasil estava 26% acima do registrado um ano antes. Convertida pela cotação atual, a tonelada custava em torno de R$ 2,25 mil. A combinação de insumo caro e menor receita esperada com culturas como milho, cana-de-açúcar e laranja reduziu a capacidade de compra no campo.

Os fertilizantes nitrogenados, especialmente a ureia, apresentaram as quedas mais fortes depois da disparada dos primeiros meses da guerra. O alívio foi favorecido pela reorganização parcial dos embarques e pela busca de rotas alternativas. Ainda assim, o mercado permanece sujeito às condições no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um terço do comércio mundial de fertilizantes.

A situação é mais difícil entre os fosfatados. O preço do enxofre, matéria-prima utilizada na fabricação de ácido sulfúrico e de adubos fosfatados, continua elevado. O Oriente Médio responde por quase metade das exportações mundiais de enxofre, e a redução dos embarques limita a produção mesmo fora da região diretamente atingida pelo conflito.

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A diferença explica por que a queda da ureia não foi acompanhada com a mesma intensidade por produtos como o fosfato monoamônico (MAP) e o fosfato diamônico (DAP). Para o agricultor, isso significa que o custo final da adubação continua pressionado, ainda que alguns componentes tenham ficado mais baratos.

A eventual ampliação das exportações chinesas pode aumentar a disponibilidade de nitrogenados e fosfatados. Esse movimento, porém, dificilmente será suficiente para normalizar o mercado enquanto persistirem as restrições ao fornecimento de enxofre, os riscos logísticos no Golfo Pérsico e os custos elevados de energia e transporte.

O Brasil é especialmente vulnerável a essas oscilações porque importa entre 80% e 85% dos fertilizantes que utiliza. Rússia, China, Canadá e Marrocos estão entre os principais fornecedores, mas parte importante da ureia e de matérias-primas industriais depende das rotas do Oriente Médio.

No primeiro semestre, as importações brasileiras das principais matérias-primas para fertilizantes diminuíram 8,6%. Os desembarques de ureia recuaram 32%, enquanto as compras de MAP caíram 24%. Também houve redução nas entradas de nitrato de amônio e enxofre.

A produção nacional não compensou essa diminuição. Nos cinco primeiros meses do ano, as fábricas brasileiras produziram aproximadamente 2,4 milhões de toneladas de fertilizantes, queda de 17% em relação ao mesmo período de 2025. As entregas ao mercado interno somaram 15,5 milhões de toneladas, recuo de 2,2%.

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Em 2025, o Brasil havia consumido o recorde de 49,1 milhões de toneladas. Para este ano, as projeções indicam uma retração, provocada menos pela necessidade agronômica e mais pela dificuldade financeira dos produtores para manter o mesmo volume de compras.

O peso do fertilizante varia conforme a cultura e o sistema produtivo. O insumo pode representar cerca de 34% do custo operacional do milho de primeira safra, 30% no trigo e 27% no sistema formado por soja e milho de segunda safra. Por isso, mesmo pequenas alterações de preço afetam diretamente o resultado da lavoura.

A relação de troca também continua desfavorável. Não basta o preço do adubo cair no mercado internacional: para que haja melhora efetiva, o produtor precisa entregar menos sacas de soja ou milho para comprar a mesma quantidade de fertilizante. Com as cotações agrícolas pressionadas, essa recuperação ainda não aconteceu de forma consistente.

Diante desse cenário, parte dos produtores adiou compras, substituiu fontes de nutrientes ou passou a negociar volumes menores. A redução da adubação abaixo da recomendação técnica, porém, pode comprometer a produtividade e transferir o problema financeiro para a colheita seguinte.

A queda das cotações internacionais representa um primeiro sinal de alívio, mas não encerra a crise. O custo da safra 2026/27 dependerá da duração da guerra, da normalização do Estreito de Ormuz, da oferta chinesa, do câmbio e, principalmente, da recuperação dos preços recebidos pelos agricultores.

Fonte: Pensar Agro

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