Connect with us


Paraná

Paraná apresenta aspectos de sandbox e transparência no BrasilGov Summit 2026

Publicado em

O Governo do Paraná participa do BrasilGov Summit 2026 com painéis que abordam temas para a modernização da administração pública, como a contratação de soluções inovadoras e os ambientes regulatórios experimentais. Em uma das sessões, representantes do Estado apresentaram
programas estratégicos de desenvolvimento regional baseados em ciência, tecnologia e inovação (CT&I). A programação do evento, que acontece no Centro de Convenções de Florianópolis, em Santa Catarina, começou nesta terça-feira (10) e se estende até quinta-feira (12).

Um dos painéis destacou aspectos da contratação de inovação, e foi conduzido pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e pela Procuradoria Geral do Estado do Paraná (PGE-PR). A discussão uniu os conceitos de experimentação regulatória e de
compras públicas de inovação.

Os especialistas detalharam, por exemplo, os instrumentos jurídicos e operacionais que permitem ao poder público experimentar novas tecnologias e contratar soluções de forma ágil, sem abrir mão do controle e da transparência.

Para a coordenadora do Marco Legal de CT&I da Seti, Erika Juliana Dmitruk, os ambientes regulatórios experimentais permitem que o governo flexibilize regras burocráticas para permitir testes de ideias a fim de trazer soluções aos desafios públicos. “Com isto, as iniciativas inovadoras são testadas em escala menor, por tempo determinado e em ambiente real, gerando evidências e informações para a tomada de decisão futura sobre a mudança da regulamentação e ou abertura de processo de compra da solução inovadora”, afirmou.

Segundo ela, o sandbox regulatório não envolve a transferência de recursos do governo para os empreendedores que desejam testar as soluções. “A compra das soluções inovadoras deve ser feita pelos outros instrumentos, a exemplo das encomendas tecnológicas e compras públicas de solução inovadora”, salientou.

Leia mais:  Vice-governador é homenageado na Palmas Exposhow 2026

Os outros painelistas complementaram a discussão com os instrumentos jurídicos para contratação de inovação. O procurador Diogo Cordeiro (PGE-PR) apresentou o Contrato Público de Solução Inovadora (CPSI), que usa o poder de compra do Estado para fomentar novos negócios com critérios que priorizam o atendimento a demandas da sociedade. Já o procurador da Fundação Araucária, Julio Bittencourt, detalhou a Encomenda Tecnológica (Etec), que orienta o desenvolvimento de soluções desde a escolha do desafio público até a entrega final.

TRANSPARÊNCIA PÚBLICA – Os gestores públicos participantes do BrasilGov Summit também refletiram sobre os desafios da democracia digital e da transparência pública em uma palestra sobre o tema, ministrada pela agente de Transparência da Seti, Mônica Iurk. Ela reforçou que, com o
aumento da informação disponível nos dias atuais, o desafio é fazer com que o cidadão compreenda efetivamente os dados e serviços públicos.

“A transparência pública vai além de atender prazos e publicar relatórios. O conceito se concretiza com cidadãos que conseguem entender as informações e com dados que fazem sentido no dia a dia das pessoas, permitindo que a população possa acompanhar e opinar sobre os serviços públicos. A linguagem simples e a acessibilidade digital são requisitos fundamentais para que esse papel democrático se cumpra”, salientou.

DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL – Em outra sessão do evento, dedicada ao tema inovação regional e desenvolvimento local, técnicos da Seti apresentaram três programas estruturantes que levam ciência e tecnologia para todas as regiões do Paraná. Com base no conhecimento produzido nas universidades, as iniciativas buscam aproximar as pesquisas acadêmicas do setor produtivo empresarial e dos cidadãos, abrangendo desde o diagnóstico de potencialidades regionais até a proteção da propriedade intelectual e a formação de agentes de inovação.

Leia mais:  Perguntas desta edição orientam sobre compra de terreno e corte de árvores

O diretor de Ciência e Tecnologia, em exercício, Ivan Carlos Vicentin, destacou o programa Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni), que identifica potencialidades para orientar políticas de desenvolvimento. “O grande diferencial da Ageuni é colocar as universidades a serviço do desenvolvimento regional, transformando conhecimento acadêmico em ações concretas que melhoram a vida das pessoas”, explicou o gestor. “O objetivo é fortalecer cada vez mais o papel das universidades como agentes de transformação”.

Ainda nesse painel, a assessora Sthéfany Walber abordou o Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), que anualmente investe R$ 2 milhões para transformar o resultado de pesquisas em produtos, serviços e novos negócios. Já o coordenador de Projetos em Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Regional, Marcelo Rodrigues da Silva, falou para os participantes sobre o programa Agente Regional de Inovação (ARI), que conta com 50 bolsistas atuando para incentivar o empreendedorismo em 38 municípios do Paraná.

CRÉDITO E INOVAÇÃO – Na quinta-feira, a gerente adjunta de Planejamento do BRDE no Paraná, Thaís Grandi, fará uma apresentação sobre as linhas de financiamento voltadas à inovação. Além de crédito para ampliar a competitividade empresarial, a instituição financeira conta com o BRDE Labs, iniciativa que conecta o banco aos ecossistemas de inovação por meio da articulação de parcerias, programas de aceleração, inovação aberta e aproximação entre demandas do setor produtivo e soluções tecnológicas.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

Published

on

O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

Leia mais:  Gás explode e casa pega fogo no bairro Campina do Siqueira, em Curitiba

Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

Leia mais:  BRDE assina com Finep contrato de R$ 1 bilhão para incentivar projetos de inovação

Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262