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Vigifronteiras realiza operação “Dólos” em Minas Gerais e apreende defensivos agrícolas irregulares

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Nos dias 9 e 10 de março, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), deflagrou a Operação “Dólos”, correspondente à Ronda Agro CXXIV. A ação foi realizada no município de Patos de Minas (MG) e teve como objetivo combater a falsificação e o comércio irregular de defensivos agrícolas.

Durante a operação, foram apreendidas aproximadamente 28 toneladas de defensivos agrícolas com indícios de irregularidades em um galpão utilizado para armazenamento clandestino, sem registro nos órgãos competentes. Parte dos produtos estava acondicionada em galões sem qualquer tipo de rotulagem, o que indica possível falsificação ou irregularidade na comercialização.

No mesmo local, os fiscais também encontraram outros insumos agrícolas com indícios de irregularidades, entre eles sementes, totalizando 10,5 toneladas, e fertilizantes, que somaram 20,5 toneladas.

A operação foi realizada de forma integrada entre o Mapa, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação contou ainda com o apoio da Polícia Civil de Patos de Minas (MG), da Seção de Inovação Tecnológica da Superintendência de Inteligência Integrada da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (SIT/SII/SSP-GO) e do Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (CIISPA), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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De acordo com Marcela Ferreira Rocha, coordenadora de Fiscalização de Agrotóxicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a apreensão de agrotóxicos falsificados na operação demonstra a importância da fiscalização para proteger a saúde da população, o meio ambiente e a produção agrícola.

Além das penalidades legais, o uso de produtos falsificados ou irregulares pode causar danos irreversíveis às lavouras, contaminar o solo e os recursos hídricos e comprometer a credibilidade da produção agrícola mineira.

No local, foram adotadas medidas administrativas, como a interdição e autuação do estabelecimento, além do início dos procedimentos relacionados à apuração criminal. O prejuízo estimado aos infratores, considerando o valor dos produtos apreendidos, ultrapassa R$ 3,2 milhões.

“Os resultados das operações de coerção a ilícitos agropecuários reforçam a importância da cooperação entre os diferentes órgãos de fiscalização e forças policiais, fortalecendo o combate ao comércio ilegal e ampliando a capacidade do Estado de coibir práticas criminosas”, ressalta a diretora do Departamento de Serviços Técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Graciane Castro.

As operações conduzidas pelo Vigifronteiras são estratégicas para retirar de circulação insumos agrícolas irregulares, que não apresentam garantia de qualidade e podem representar riscos aos produtores rurais, à sanidade vegetal, ao meio ambiente e à saúde pública. As ações também reforçam o compromisso do Mapa com a prevenção e repressão às práticas ilegais no comércio de insumos agropecuários.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agro

Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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