Brasil
Uberlândia (MG) recebe ambulâncias do Ministério da Saúde e passa a ter, pela primeira vez, cobertura do SAMU 192
O Ministério da Saúde entregou, nesta segunda-feira (9), 11 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) em Uberlândia (MG). A iniciativa é inédita na cidade e amplia a cobertura do serviço no Triângulo Norte de Minas Gerais. Com as novas unidades, o atendimento passará de 620 mil para mais de 1,3 milhão de pessoas, alcançando 100% da região.
A população de Uberlândia passa a contar com a estrutura completa do serviço do SAMU 192, com atendimento móvel de urgência a toda a população do território. O investimento federal é de cerca de R$ 4 milhões para a aquisição das ambulâncias, além de custeio anual de aproximadamente R$ 5 milhões para garantir a operação do serviço, incluindo a manutenção das equipes, o funcionamento das unidades móveis e o suporte às atividades de atendimento pré-hospitalar na região.
A Central de Regulação das Urgências (CRU) do Triângulo Norte já é sediada em Uberlândia e coordena o atendimento em 26 municípios. Até então, a cidade era a única do país com mais de 200 mil habitantes sem cobertura do SAMU 192. Com os novos veículos, três Unidades de Suporte Avançado (USA) e oito Unidades de Suporte Básico (USB), os 700 mil moradores de Uberlândia serão beneficiados.
“O SAMU vem para salvar vidas em Uberlândia e em toda a região do Triângulo Norte, com respostas rápidas a situações de urgência em saúde. Não são apenas ambulâncias que estamos entregando, mas serviços de alta complexidade integrados às redes de urgência e emergência, que tornam o SUS mais forte e eficiente para atender a população”, afirma Nilton Pereira Júnior, diretor de Programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde.
A entrega dos veículos contou com a participação de representantes do Ministério da Saúde, do Governo de Minas Gerais, da Prefeitura de Uberlândia e do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Região do Triângulo Norte (CISTRI), evidenciando o esforço conjunto entre os entes federativos para ampliar e qualificar a assistência em saúde no território.
Expansão em Minas Gerais
O fortalecimento do SAMU 192 avança em todo o estado de Minas Gerais, que conta com 394 unidades móveis do serviço, entre ambulâncias de suporte básico e avançado, além de 16 centrais de regulação das urgências, responsáveis por coordenar os atendimentos nas diferentes regiões. Com essa estrutura, o serviço já alcança 19,1 milhões de mineiros, o que representa cerca de 89% de cobertura estadual.
Considerando ainda as ações previstas no âmbito do Novo Pac Saúde, a expectativa é ampliar o atendimento para mais 2,28 milhões de pessoas em Minas Gerais, contribuindo para avançar no processo de universalização do SAMU 192 no estado.
SAMU 192: ampliação nacional
Atualmente, o SAMU 192 atende cerca de 189 milhões de brasileiros, com 88,7% de cobertura nacional. Entre 2023 e 2025, o Ministério da Saúde entregou 2.223 ambulâncias, sendo 1.909 para renovação de frota e 314 para ampliação do serviço.
Com as ações previstas no Novo Pac Saúde, a expectativa é ampliar o atendimento para mais 20,8 milhões de pessoas, elevando a cobertura do serviço para 98,5% da população brasileira.
Patricia Coelho
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Regionalização do SUS é destaque no encerramento do Congresso do Conasems
A construção de redes regionalizadas de atenção à saúde e o fortalecimento da governança interfederativa estiveram no centro do encerramento do 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), realizado nesta quarta-feira (15), em Porto Alegre (RS). O debate reforçou a necessidade de ampliar a cooperação entre União, estados e municípios para qualificar o atendimento à população e consolidar o Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos desafios atuais e futuros da saúde pública.
Representando o Ministério da Saúde na mesa técnica “Regionalização: os modos de regionalizar e as responsabilidades interfederativas para a efetivação do cuidado em Rede no SUS”, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, explicou que a regionalização deve ser compreendida como uma estratégia para alcançar os objetivos do SUS e orientar a organização das redes de atenção. Segundo ele, a governança regional precisa estar articulada ao modelo assistencial e às necessidades concretas da população, permitindo que o sistema responda com mais eficiência às transformações demográficas, epidemiológicas e tecnológicas.
“A regionalização não pode ser entendida como um fim. Ela tem que ser um meio, ancorada aos objetivos estratégicos que o estado brasileiro estabeleceu. A estrutura de governança do sistema precisa estar conectada ao modelo assistencial e à organização das ações de saúde pública”, concluiu.
O processo de regionalização passa pela cooperação entre os três níveis de governo. Os municípios consolidaram seu protagonismo na organização da atenção à saúde nos territórios, enquanto os estados têm papel estratégico na coordenação regional das redes assistenciais. Ao governo federal, cabe ampliar sua presença nos territórios, oferecendo apoio técnico, promovendo a articulação entre os gestores e contribuindo para a superação de desafios estruturais que ultrapassam os limites de atuação de cada ente federativo.
Como parte dessa estratégia, o Ministério da Saúde atua nos territórios, combinando financiamento, apoio técnico e ações estruturantes voltadas ao fortalecimento das redes de atenção. Como exemplos, estão programas como o Mais Médicos e o Agora Tem Especialistas, que incorporam apoio direto aos territórios para enfrentar desafios relacionados à disponibilidade de profissionais de saúde e à ampliação do acesso à atenção especializada.
Também foram apresentadas propostas técnicas de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, transformação digital, integração das informações em saúde e de incorporação da inovação tecnológica, que devem estar articuladas ao planejamento regional integrado. A avaliação é de que esses elementos são fundamentais para qualificar a coordenação do cuidado, reduzir desigualdades entre os territórios e fortalecer a capacidade de resposta do SUS diante das mudanças demográficas, epidemiológicas e climáticas.
Além do ministro Adriano Massuda, a mesa de encerramento contou com a participação do presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Mohamad Hamida; do representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Cristian Morales Fuhrimann; e do secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina, Diogo Demarchi Silva.
Brasil Saudável
No seminário dedicado ao Programa Brasil Saudável, ainda nesta quarta-feira, especialistas, técnicos e gestores públicos discutiram os avanços, desafios e perspectivas da iniciativa, que busca o enfrentamento das doenças determinadas socialmente por meio de ações integradas entre saúde e proteção social. O debate abordou estratégias voltadas à redução das iniquidades étnico-raciais, ao fortalecimento da participação social, à atuação intersetorial e à articulação entre União, estados e municípios para o planejamento de ações alinhadas às necessidades de cada território.
Durante a apresentação, a equipe técnica do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde destacaram a importância da participação dos municípios na construção das estratégias. A proposta é que as ações sejam definidas a partir das prioridades identificadas em cada realidade local, favorecendo respostas mais adequadas aos desafios enfrentados pelos territórios.
Thamirys Santos
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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