Brasil
1ª turma de bolsistas do curso de Mecânicos de Manutenção Aeronáutica tem aula inaugural em Brasília
A primeira turma do curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica (MMA), financiada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), teve início nesta segunda-feira (9), no Sest/Senat de Samambaia (DF). A iniciativa veio para ampliar a formação de profissionais especializados no setor aéreo. Ao todo, 74 alunos bolsistas participaram da aula inaugural, que contou com a presença de representantes do MPor e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), instituição parceira do projeto de capacitação e formação.
Durante a abertura, o gerente de projetos da diretoria de Fomento e Capacitação da Secretária de Aviação Civil, Antônio Ferreira, incentivou os novos alunos a persistirem na carreira. “A aviação é feita por pessoas. Vocês são a aviação. Vocês são necessários no setor. Sejam resilientes, as dificuldades virão, mas vocês são essenciais para o futuro”, afirmou.
A gerente técnica e coordenadora do programa Asas para Todos, da Anac, Ana Benevides, também ressaltou a responsabilidade dos futuros profissionais para a segurança do transporte aéreo. “Hoje, vocês ingressam na aviação e passam a fazer parte de um setor onde a segurança operacional é um valor primordial. O mecânico de manutenção aeronáutica é um dos responsáveis por garantir esse fator. São vocês que garantem a segurança no transporte de pessoas que amamos”, destacou.
Entre os alunos da primeira turma está Yasmin Selieli, matriculada na turma de grupo de motopropulsor. Formada em enfermagem, ela decidiu mudar de área ao ver no curso uma oportunidade de ingressar na aviação. “Eu sempre gostei da aviação, mas nunca tive muitas oportunidades. Quando vi a chance de fazer o curso com bolsa, me interessei pela área de mecânica. Hoje, saí da palestra muito motivada e com esperança de que dê tudo certo”, contou.
Yasmin também destacou a importância da presença feminina em um setor historicamente dominado por homens. “No Brasil, apenas cerca de 3% das mulheres estão nessa área. Somos maioria na população, então precisamos ocupar esses espaços”, afirmou.
Outro estudante da turma é Gabriel Vira Pontes, que optou pela especialização em aviônicos. Com formação em inglês e curso técnico em tecnologia da informação, ele acredita que a nova qualificação complementa sua trajetória profissional. “A área de aviônicos tem ligação direta com o cockpit e os sistemas elétricos da aeronave, o que combina com os cursos que já tenho. Minha expectativa é que a formação seja completa e me prepare bem para o mercado”, disse.
Gabriel contou ainda que conheceu o programa de bolsas pelas redes sociais do MPor. “Eu estava pesquisando oportunidades na internet quando vi um post do Ministério sobre a parceria com o Sest/Senat e a Anac. Resolvi me inscrever e fui selecionado”, relatou.
Programa de Bolsas
O primeiro programa de fomento à novos profissionais de manutenção oferecido pelo MPor, recebeu quase 2 mil inscrições, sendo 21,9% de inscrições de mulheres, indicador que demonstra o interesse feminino nas carreiras do setor aéreo. O curso tem duração aproximada de 18 meses e carga horária total de 1.440 horas, sendo, 1.200 horas de aulas teóricas e 240 horas de estágio obrigatório.
A iniciativa é resultado do programa Asas para Todos, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em cooperação com o MPor, Ministério do Turismo (MTur), Ministério da Educação (MEC), Ministério das Mulheres (MMulheres), Ministério da Igualdade Racial (MIR) e Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Brasil e Canadá formalizam cooperação internacional em saúde com assinatura de memorando e adesão à Coalizão Global do G20
Após duas décadas sem acordos estruturados na área da saúde entre Brasil e Canadá, os dois países retomaram, nesta terça-feira (19), a cooperação bilateral com a assinatura de um memorando de entendimento no terceiro dia da missão oficial do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Genebra. A iniciativa consolida a agenda internacional da saúde no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e inaugura uma nova etapa da parceria entre os países em temas estratégicos como saúde e clima, adaptação dos sistemas de saúde às mudanças climáticas, saúde digital, fortalecimento de sistemas públicos universais e transferência de tecnologia.
Outro resultado do encontro foi a manifestação formal de interesse do Canadá em integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde, iniciativa liderada pelo Brasil e, atualmente, presidida pelo ministro Padilha. A adesão reforça o protagonismo internacional brasileiro na agenda de saúde global e amplia a articulação entre países do Norte e do Sul Global em torno de uma agenda comum de acesso equitativo à saúde.
Em carta encaminhada à Coalizão, a vice-ministra da Saúde do Canadá, Shalene Curtis-Micallef, e a presidente da Agência de Saúde Pública do Canadá, Nancy Hamzawi, reafirmaram o compromisso do país com a cooperação internacional voltada à ampliação do acesso a vacinas, diagnósticos, terapêuticos e outras tecnologias em saúde, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade e doenças negligenciadas, em alinhamento aos princípios da Carta de Genebra, documento que marca a criação da iniciativa.
“A Coalizão responde a uma das maiores prioridades do governo do presidente Lula: reduzir a dependência externa do Sul Global na produção de medicamentos, vacinas, diagnósticos e equipamentos de saúde, por meio do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O Brasil tem orgulho de contar com instituições públicas de excelência, como a Fiocruz e o Instituto Butantan, e reafirma seu compromisso com o acesso equitativo, porque inovação sem acesso não é inovação, é injustiça”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O Canadá também indicou representantes para integrar o Comitê Diretor da Coalizão, responsável pelas decisões estratégicas da iniciativa. A entrada do país fortalece o peso político e técnico da Coalizão, diante da reconhecida capacidade canadense em pesquisa biomédica, inovação, regulação sanitária e produção biofarmacêutica, especialmente após os investimentos realizados para ampliar sua capacidade de resposta a futuras pandemias.
O ministro Alexandre Padilha anunciou a adesão de quatro organismos internacionais à Coalizão: a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Medicines for Malaria Venture (MMV), o Medicines Patent Pool (MPP) e o South Centre. Com isso, a Coalizão amplia sua articulação internacional e passa a contar com 28 organizações participantes, reunindo atores estratégicos das áreas de inovação, pesquisa, financiamento, produção e políticas públicas em saúde.
O presidente da Fiocruz e secretário-executivo da Coalizão, Mario Moreira, destacou que a iniciativa representa um avanço estratégico para a soberania sanitária global. “Precisamos superar a lógica em que alguns países apenas produzem, enquanto outros permanecem dependentes de tecnologias em saúde. Essa discussão trata de soberania, resiliência e do direito de cada país desenvolver suas próprias capacidades científicas, tecnológicas e produtivas”, afirmou.
Durante a reunião, o Canadá também aderiu ao Plano de Ação de Belém, iniciativa internacional voltada à adaptação dos sistemas de saúde frente aos impactos da crise climática. Com isso, o país passa a integrar os esforços liderados pelo Brasil para fortalecer sistemas de saúde mais resilientes e sustentáveis.
O encontro também reforçou a parceria entre a Anvisa e a agência reguladora canadense. As duas instituições ocupam atualmente as vice-presidências da Associação Internacional de Agências Reguladoras e vêm ampliando a articulação conjunta em temas regulatórios, produção local e vigilância sanitária.
Dengue como pauta central da Coalizão
Em março deste ano, durante reunião de alto nível dos membros da Coalizão, a dengue foi definida como o primeiro desafio prioritário da iniciativa. Atualmente, quase metade da população mundial está em risco de contrair a doença, com estimativas entre 100 milhões e 400 milhões de infecções por ano
“A dengue, que historicamente afetava países tropicais, hoje está presente em mais de 100 países e em todos os continentes. As mudanças climáticas ampliaram as condições para transmissão da doença e reforçam a necessidade de integrar as arboviroses ao Plano de Ação de Belém”, afirmou Padilha.
O ministro destacou ainda a importância da inovação e da produção regional de tecnologias em saúde no enfrentamento da doença. “A vacina Butantan-DV representa uma esperança concreta para o Brasil e demonstra a importância de fortalecer capacidades nacionais e regionais de pesquisa, desenvolvimento e produção”, ressaltou.
Padilha também convidou governos, instituições de pesquisa, organizações internacionais, financiadores e o setor privado a participarem da primeira Chamada de Propostas da Coalizão, aberta até 1º de julho. “Os desafios globais exigem respostas ambiciosas e coordenadas. Esta chamada representa apenas o início de uma agenda internacional de cooperação voltada à inovação, produção regional e acesso equitativo à saúde”, concluiu.
Sobre a Coalizão Global do G20
Criada a partir da assinatura da Carta de Genebra, durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde, a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde atua para reduzir desigualdades no acesso a tecnologias em saúde e promove a produção local e regional, o fortalecimento das cadeias de suprimento e a cooperação internacional em pesquisa, inovação e desenvolvimento produtivo.
A iniciativa é multissetorial e reúne governos, organizações internacionais, setor privado, instituições públicas, filantrópicas, academia e sociedade civil. A Coalizão tem secretariado executivo da Fiocruz e foi concebida durante a presidência brasileira do G20, em 2024, e consolida-se como uma das principais iniciativas internacionais voltadas à soberania sanitária e à redução das desigualdades globais em saúde.
Carolina Miltão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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