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Maçã na Serra Gaúcha: leve queda de preço acompanha avanço da colheita

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A produção de maçã no Rio Grande do Sul apresenta diferentes estágios de desenvolvimento conforme a região, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. A safra segue avançando na Serra Gaúcha e em Passo Fundo, refletindo particularidades de cada localidade.

Variedade Gala apresenta boa qualidade e leve recuo nos preços

Em Caxias do Sul e municípios vizinhos, a colheita da variedade Gala segue em andamento. Os frutos mantêm boa coloração e suculência, mas os preços registraram uma leve queda, passando de R$ 8,11 para R$ 7,33 o quilo na Ceasa/Serra.

Apesar do recuo, a queda nos valores não é expressiva. A Emater/RS-Ascar destaca que a cadeia organizada de classificação e comercialização garante o aproveitamento dos frutos independentemente do tamanho. Até mesmo maçãs fora do padrão comercial são encaminhadas para a indústria de sucos e vinagre, evitando desperdício.

Pós-colheita em Passo Fundo prepara próxima safra

Na região administrativa de Passo Fundo, a cultura está na fase de pós-colheita. As plantas continuam realizando fotossíntese para acumular energia, etapa essencial para a brotação e floração da safra seguinte.

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Neste período, os produtores aplicam adubação equilibrada com fósforo, potássio e micronutrientes. Além disso, o cultivo de plantas de cobertura de solo entre as linhas contribui para a conservação do solo, prática também adotada na produção de pêssego, fortalecendo a sustentabilidade da cultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

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O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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