Agro
Queda nos preços das commodities deve reduzir faturamento do agronegócio em 4,6% em 2026
A agropecuária brasileira deve registrar leve retração no faturamento em 2026, mesmo com perspectiva de produção elevada em várias cadeias produtivas. Projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indica que o Valor Bruto da Produção agropecuária (VBP) pode recuar 4,6% neste ano, somando cerca de R$ 1,403 trilhão.
A projeção de queda no faturamento do campo em 2026 não indica necessariamente enfraquecimento da produção agrícola, mas sim uma mudança de ciclo nos preços das commodities. O indicador representa o faturamento bruto gerado dentro das propriedades rurais e é calculado com base no volume produzido e nos preços recebidos pelos produtores. A queda prevista, segundo a entidade, está associada principalmente à redução dos preços médios das commodities em comparação com os níveis registrados em 2025.
Pelos cálculos da CNA, a agricultura deve responder por R$ 926,9 bilhões do total projetado, retração de 4,5% em relação ao ano passado. Já a pecuária deve alcançar faturamento de R$ 476,3 bilhões, queda de 4,7%. Ainda assim, algumas cadeias tendem a apresentar desempenho positivo.
A soja, principal produto agrícola do país, deve registrar leve avanço de 0,6% no VBP, enquanto o café pode crescer 18,4%, impulsionado por expectativa de maior produção. No segmento pecuário, a carne bovina é a única com projeção de alta no faturamento, estimada em 3,7%, enquanto os demais produtos devem sofrer impacto maior da queda de preços.
O movimento reflete, em grande medida, a acomodação das cotações internacionais após um período de forte valorização das commodities agrícolas e pecuárias entre 2021 e 2024. Com a recomposição da oferta global e a recuperação de safras em diferentes regiões produtoras, os preços tendem a se estabilizar em patamares mais baixos. Isso reduz a receita por tonelada ou por arroba vendida dentro da porteira, mesmo em cenários de produção elevada.
Na prática, o cenário projetado para 2026 reflete a normalização de preços após um período de forte valorização internacional das commodities agrícolas e pecuárias entre 2021 e 2024. Naquele intervalo, fatores como restrições de oferta global, conflitos geopolíticos e custos elevados de energia pressionaram os preços de alimentos. Com a recomposição da oferta mundial e a recuperação de safras em diversos países, os preços tendem a se acomodar. Para o produtor rural, isso significa menor receita por tonelada ou por arroba vendida; para o consumidor, porém, o movimento costuma ter efeito oposto, contribuindo para aliviar a inflação de alimentos.
Esse ajuste de preços também tem efeitos macroeconômicos relevantes. Alimentos possuem peso significativo na composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país. Assim, a queda ou a desaceleração dos preços agrícolas tende a aliviar a pressão inflacionária, beneficiando os consumidores e contribuindo para um ambiente econômico mais estável.
Especialistas avaliam que o cenário projetado para 2026 indica uma transição de ciclo no agronegócio brasileiro. Após anos de forte valorização das commodities, o setor entra em um período de maior equilíbrio entre oferta e demanda global. Nesse contexto, produtividade, eficiência produtiva e gestão de custos devem ganhar ainda mais relevância para sustentar a rentabilidade nas propriedades rurais.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Mapa apresenta impactos do Sisbi-POA no fortalecimento de agroindústrias na Feira Brasil na Mesa
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, neste sábado (25), os impactos do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) no fortalecimento de pequenas agroindústrias durante a Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa.
O Sisbi-POA, que integra o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal, garantindo segurança alimentar e permitindo que serviços estaduais, municipais e consórcios públicos atuem com equivalência ao serviço federal.
Durante a apresentação, a diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, Judi Nóbrega, destacou que o sistema tem papel estratégico na inclusão produtiva e no desenvolvimento econômico local.
“O Sisbi-POA deixa de ser apenas uma sigla e passa a ser resultado. Quando uma agroindústria ingressa no sistema, ela não recebe só autorização para vender fora do município. Ela ganha condição de crescer, investir, contratar e fortalecer a economia local, sempre com segurança sanitária”, afirmou.
A diretora explicou que o modelo é baseado em responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. Enquanto o Mapa define regras, harmoniza procedimentos e supervisiona a equivalência, os serviços locais executam a inspeção e acompanham de perto os estabelecimentos.
Segundo Judi, esse arranjo permite levar a política pública para mais perto de quem produz, ampliando o alcance da inspeção sem comprometer a qualidade.
“Estamos falando de interiorização do serviço, de alcançar milhares de produtores e agroindústrias que antes não estavam no radar. O sistema permite qualificar esses estabelecimentos e dar acesso a novos mercados, com garantia de segurança sanitária”, ressaltou.
Também participou da palestra o analista da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Osni Morinish, que destacou a importância da atuação dos municípios na consolidação da política.
Segundo ele, a estruturação dos serviços de inspeção municipal e a atuação por meio de consórcios têm sido fundamentais para viabilizar a adesão ao sistema, especialmente entre pequenos produtores.
“O nosso papel é mostrar ao gestor municipal que a inspeção sanitária não é custo, é investimento. É uma política que gera renda, fortalece a economia local e permite que o produtor saia da informalidade e acesse novos mercados”, afirmou.
O analista também destacou que a regularização dos produtos amplia oportunidades de comercialização, inclusive em mercados institucionais.
CASE DE SUCESSO
Um dos exemplos concretos apresentados durante a palestra evidencia os resultados do Sisbi-POA na prática. O “Queijo Reserva do Vale”, da empresa Queijos Possamai, produzido em Pouso Redondo (SC) e aderido ao sistema, foi eleito o melhor queijo do mundo no 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, realizado em São Paulo.
A competição reuniu concorrentes de 30 países, e o produto catarinense, além do título máximo, conquistou outras nove medalhas, consolidando o alto padrão de excelência da produção.
O caso demonstra como a adesão ao Sisbi-POA permite que agroindústrias de menor porte alcancem mercados mais amplos sem abrir mão de sua identidade produtiva. A integração ao sistema garante padronização de processos, segurança sanitária e maior confiabilidade, elevando a competitividade dos produtos no cenário nacional e internacional.
A conquista reforça a efetividade das políticas do Mapa na valorização da agroindústria, ao promover qualidade, segurança alimentar e acesso a novos mercados, transformando a regularização sanitária em oportunidade concreta de crescimento para produtores brasileiros.
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