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Agro

Setor arrozeiro pede medidas urgentes ao governo federal para garantir viabilidade da safra 2025/2026

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Representantes do setor arrozeiro brasileiro solicitaram ao governo federal a adoção imediata de medidas para fortalecer a cadeia produtiva do arroz. O pedido foi apresentado durante reunião com o Ministro da Agricultura e Pecuária por dirigentes da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e da Cooperativa de Cereais de Camaquã (COOPACC).

Participaram do encontro os presidentes das entidades: Denis Dias Nunes, da Federarroz; Domingos Velho Lopes, da Farsul; e Volzear Longaray Júnior, da COOPACC. Na ocasião, as lideranças defenderam a adoção de políticas públicas e medidas administrativas voltadas à sustentabilidade econômica da produção de arroz no país.

Produtores de arroz enfrentam cenário econômico preocupante

De acordo com as entidades, o setor arrozeiro já apresenta sinais de um cenário econômico delicado. A combinação de fatores nacionais e internacionais tem pressionado a rentabilidade da atividade, criando um ambiente de incerteza para os produtores.

Segundo os dirigentes, sem a implementação de medidas estruturantes por parte do governo federal, a situação pode se agravar nos próximos meses, afetando diretamente a produção e toda a cadeia produtiva do arroz.

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Arroz tem papel estratégico para a segurança alimentar do Brasil

Em ofício encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), as entidades destacaram a importância estratégica da cultura do arroz para o país. O produto é considerado essencial tanto para a segurança alimentar quanto para a estabilidade de preços no mercado interno.

Por esse motivo, as organizações reforçam que garantir a viabilidade econômica da produção é uma questão de interesse público e fundamental para o abastecimento nacional.

Entidades solicitam medidas financeiras e de fiscalização

Entre as propostas apresentadas ao governo federal estão ações voltadas ao apoio financeiro aos produtores e ao fortalecimento da regulação do mercado.

As entidades solicitam o alongamento das operações de custeio vinculadas a recibos de depósito referentes à safra 2025/2026. Também pedem a intensificação da fiscalização sobre a tipificação do arroz beneficiado comercializado no Brasil, especialmente em relação aos produtos importados, com o objetivo de garantir transparência ao consumidor.

Outra demanda é a destinação de recursos para instrumentos de apoio à comercialização no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), com a utilização de mecanismos como o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (PEPRO).

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Medidas buscam evitar redução da área plantada

Na avaliação das entidades, a adoção dessas ações é fundamental para preservar a sustentabilidade econômica da produção arrozeira no Brasil.

Os dirigentes destacam que as medidas também são importantes para evitar a redução da área cultivada e assegurar a continuidade do abastecimento interno de um dos principais alimentos consumidos pelos brasileiros.

Propostas integram pacote de ações em defesa do setor

As demandas apresentadas ao Ministério da Agricultura fazem parte de um conjunto de iniciativas divulgadas recentemente pelas entidades na defesa do setor arrozeiro.

O objetivo das propostas é garantir melhores condições de produção, comercialização e estabilidade econômica para os produtores de arroz no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.

Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.

O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.

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A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.

No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.

Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.

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O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.

Fonte: Pensar Agro

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