Connect with us


Agro

Colheita da soja avança em Mato Grosso do Sul e impulsiona plantio do milho segunda safra

Publicado em

Soja já colhida em mais de um quarto das lavouras do estado

A colheita da soja 2025/26 em Mato Grosso do Sul segue em ritmo constante e já alcança 27,7% da área monitorada, o equivalente a aproximadamente 1,3 milhão de hectares, conforme levantamento divulgado pelo Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS.

O avanço das operações ocorre de forma alinhada à média histórica para o período, mesmo com os desafios climáticos registrados em algumas regiões do estado.

De acordo com Flávio Aguena, assessor técnico da Aprosoja/MS, o ritmo da colheita está dentro do esperado:

“A colheita da soja e o plantio do milho segunda safra seguem dentro da dinâmica normal, variando conforme as condições climáticas e o estágio de maturação das lavouras em cada região”, explicou.

Região Sul lidera colheita da soja em Mato Grosso do Sul

Entre as regiões acompanhadas pelo SIGA-MS, a Região Sul apresenta o maior avanço da colheita, com 33,5% da área colhida. Em seguida, aparecem as Regiões Centro (21%) e Norte (15%).

Leia mais:  Japão lidera pagamento pela carne suína brasileira em 2025 e impulsiona valorização do setor

Segundo Aguena, as condições climáticas têm sido determinantes para o ritmo das operações.

“Mesmo com períodos de estiagem em algumas localidades, a colheita segue em andamento conforme as condições de campo permitem”, destacou o técnico.

Plantio do milho segunda safra já cobre 30,5% da área estadual

Com o avanço da colheita da soja, os produtores também intensificaram o plantio do milho segunda safra, que já alcança 30,5% da área estimada — cerca de 673 mil hectares.

A Região Norte lidera a semeadura com 32,6% das áreas já plantadas, seguida pela Região Sul (30,7%) e pela Região Centro (28,6%).

“O plantio ocorre conforme a liberação das áreas colhidas de soja e respeitando a janela ideal para reduzir riscos climáticos e garantir o melhor potencial produtivo”, afirmou Aguena.

A estimativa para o estado é de 2,206 milhões de hectares cultivados com milho, com produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção total projetada em 11,139 milhões de toneladas.

Monitoramento contínuo das lavouras pelo SIGA-MS

O Projeto SIGA-MS realiza o acompanhamento técnico e estatístico das principais culturas agrícolas do estado, com coleta de dados em campo junto a produtores, consultores e sindicatos rurais. O objetivo é fornecer informações atualizadas sobre o andamento das operações agrícolas e o desenvolvimento das lavouras em todas as regiões produtoras de Mato Grosso do Sul.

Leia mais:  Exportações brasileiras de pulses avançam 30% em 2025

Esse acompanhamento constante tem sido essencial para ajustar estratégias de manejo, identificar impactos climáticos regionais e garantir maior planejamento produtivo para o setor rural do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Regularização ambiental no campo vira oportunidade de renda para produtores rurais em São Paulo

Published

on

O Governo do Estado de São Paulo tem intensificado as ações de apoio técnico voltadas à regularização ambiental no campo, criando novas oportunidades de geração de renda para produtores rurais paulistas por meio do uso sustentável de áreas de vegetação nativa, reservas legais e áreas de preservação permanente (APPs).

A iniciativa é coordenada pela Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural (CRAR), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), e busca transformar a agenda ambiental em ferramenta de valorização da propriedade rural, preservação dos recursos naturais e fortalecimento da produção agropecuária sustentável.

Regularização ambiental pode aumentar valor da propriedade rural

Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, produtores rurais podem utilizar mecanismos previstos na legislação ambiental para explorar economicamente áreas preservadas de maneira legal e sustentável.

Entre as alternativas estão:

  • manejo sustentável da vegetação nativa;
  • implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs);
  • coleta de sementes, frutos e produtos florestais;
  • aproveitamento de madeira de árvores caídas naturalmente;
  • plantio comercial de espécies nativas.

O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo, destacou que a regularização ambiental não representa perda de produtividade para o produtor rural.

“É possível preservar, produzir e gerar renda ao mesmo tempo, com orientação técnica, segurança jurídica e proteção ambiental”, afirmou.

Sistemas Agroflorestais ganham espaço na agricultura familiar

Os agricultores familiares paulistas também podem manter atividades produtivas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) por meio dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), modelo que combina árvores nativas com culturas agrícolas.

Leia mais:  Demanda por crédito cresce no Paraná e pedidos ao BRDE somam R$ 3,5 bilhões em 2026

A prática vem sendo incentivada como alternativa sustentável para diversificação de renda, recuperação ambiental e aumento da resiliência das propriedades rurais.

Vegetação nativa pode gerar renda extra no campo

Outro destaque das ações da CRAR é a orientação técnica para comercialização legal de produtos oriundos da vegetação nativa.

A coleta de sementes, frutos e demais produtos florestais pode ser realizada mediante comunicação prévia aos órgãos competentes, permitindo ao produtor ampliar fontes de receita sem comprometer a preservação ambiental.

Além disso, proprietários rurais podem cadastrar áreas de plantio de espécies nativas para futura exploração comercial da madeira. Após o registro oficial, a colheita e comercialização podem ocorrer sem necessidade de autorização específica para corte, desde que respeitados os critérios legais.

São Paulo lidera regularização ambiental rural no Brasil

O Estado de São Paulo já ultrapassou a marca de 200 mil Cadastros Ambientais Rurais (CARs) validados, consolidando liderança nacional na implementação do Código Florestal Brasileiro.

Os números mostram a dimensão do avanço:

  • mais de 54 mil cadastros possuem passivo ambiental identificado;
  • área superior a 2,8 milhões de hectares abrangida;
  • mais de 111 mil hectares em processo de recomposição ambiental;
  • mais de 1.050 PRADAs compromissados no estado;
  • cerca de 20 mil hectares destinados à recomposição ambiental;
  • outros 9,9 mil hectares vinculados à compensação de Reserva Legal.
Leia mais:  Alta de invasões impulsiona campanha "Invasão Zero" e pressiona por lei mais dura

Os Programas de Regularização Ambiental (PRAs) também avançam no estado, fortalecendo a recuperação de áreas protegidas e a segurança jurídica no campo.

Governo reforça apoio técnico gratuito ao produtor rural

A equipe técnica da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural presta orientação gratuita aos produtores sobre:

recomposição de áreas protegidas;

  • manejo sustentável;
  • uso permitido de espécies exóticas;
  • legislação ambiental rural;
  • regularização de propriedades.

Segundo a CRAR, o objetivo é aproximar o produtor das soluções ambientais disponíveis e demonstrar que preservação e produtividade podem caminhar juntas no agro paulista.

Os interessados podem buscar atendimento técnico pelo e-mail oficial da coordenadoria: [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262