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Ministério Público do Paraná obtém decisão judicial que determina que Copel adote medidas para melhoria do fornecimento de energia elétrica em Bocaiúva do Sul

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O Ministério Público do Paraná obteve decisão liminar judicial que determina que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) adote medidas para garantir o adequado fornecimento de energia elétrica no Município de Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. A decisão decorre de ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Justiça da comarca, após a conclusão de procedimento que identificou a ocorrência de diversas falhas na prestação do serviço pela concessionária.

Áudio do promotor de Justiça Rafael Pereira

A ação foi ajuizada após a Promotoria de Justiça receber reiteradas reclamações de interrupções e oscilações no fornecimento de energia elétrica na cidade. Após apuração, ficou demonstrado que as quedas de energia são frequentes, inclusive em condições climáticas normais, ocasionando diversos prejuízos à coletividade, com comprometimento do funcionamento de serviços públicos essenciais, especialmente de unidades de saúde e instituições de ensino, bem como danos a equipamentos, perda de produtos perecíveis e paralisação de atividades empresariais.

A liminar fixou o prazo de 90 dias para que a Copel apresente um plano de ação detalhado com cronograma de investimentos, manutenção e reparos na rede elétrica local, com prazo máximo de 12 meses para sua execução. No mérito da ação, a Promotoria de Justiça pede que seja fixada à Copel a obrigação de promover a modernização da rede elétrica de Bocaiúva do Sul de maneira global, além do pagamento de indenização no valor de R$ 2 milhões por danos morais coletivos pelas falhas na prestação do serviço.

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Processo: 0000079-82.2026.8.16.0054

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Paraná

Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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