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Brasil

Ministério do Turismo celebra avanços na hotelaria e na conectividade aérea brasileira em Portugal

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A assinatura de um acordo entre o Governo da Paraíba e o grupo Vila Galé para a implantação de um hotel em João Pessoa foi um dos destaques da agenda do Ministério do Turismo nesta quinta-feira (26/02) em Lisboa. Com a presença da secretária-executiva, Fernanda Norat – que participa da “Better Tourism Lisbon Travel” (BTL), maior evento turístico de Portugal –, o governador João Azevêdo e o presidente da rede portuguesa, Jorge Rebelo, formalizaram a parceria, que prevê uma unidade de alto padrão no Centro Histórico da capital paraibana.

O novo empreendimento, que reforça a presença do grupo luso no Brasil, será instalado no prédio do antigo Colégio Diocesano Pio XII da cidade, mediante um investimento inicial estimado em R$ 80 milhões. Reunindo mais de 80 apartamentos, restaurante, bar, piscina, spa, áreas de convivência e espaços voltados ao lazer e à cultura, o hotel tem a expectativa de gerar cerca de 360 empregos diretos e indiretos durante as fases de implantação e operação.

Representando o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a secretária Fernanda Norat celebrou o fortalecimento da hotelaria paraibana e do Brasil, que conta com o apoio federal. “Mais um investimento no Brasil apoiado pelo Ministério do Turismo, o que demonstra o forte interesse de grupos internacionais pelo nosso país. O Ministério promove a divulgação de projetos disponíveis em vários estados, como a Paraíba e destinos do Nordeste, e a ação do governador João Azevêdo se soma aos esforços para atrair mais investimentos e turistas ao Brasil”, afirmou Fernanda.

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O Ministério do Turismo oferece o Guia de Investimentos em Turismo no Brasil, que busca posicionar o país como destino estratégico e competitivo. Produzido em parceria com a ONU Turismo e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), o conteúdo lista 23 projetos prioritários, com potencial projetado de US$ 4,5 bilhões, escolhidos a partir de perspectivas de impacto econômico, relevância regional e viabilidade sustentável. (Acesse AQUI o guia)

MAIS VOOS PARA O BRASIL – Também nesta quinta-feira, a secretária-executiva da Pasta acompanhou o anúncio de mais voos da TAP com destino ao Brasil. Em comemoração aos 60 anos de operação da empresa portuguesa no país, a companhia lançou novas rotas diretas entre Lisboa e Curitiba (PR), a partir de 2 de julho de 2026, e da capital lusa para São Luís (MA), que começará a ser disponibilizada no próximo mês de outubro.

Fernanda Norat elogiou a iniciativa da TAP e destacou o empenho do Brasil no sentido de ampliar a conectividade aérea. “É uma grande alegria constatar o crescente interesse da TAP pelo país, que segue batendo recordes de visitantes internacionais. O aumento da conectividade aérea é uma prioridade do Ministério do Turismo e do Governo do Brasil, com um trabalho transversal, e a TAP desempenha papel fundamental na aproximação de europeus do Brasil, favorecendo fortemente a chegada de turistas ao país”, enalteceu.

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A TAP é atualmente a principal empresa aérea europeia em operação no Brasil, somando 15 destinos atendidos diretamente. A estratégia é conectar não só grandes hubs de voos, mas, também, capitais do Sul e do Nordeste a Portugal. Além das futuras ligações com Curitiba e São Luís, a relação de localidades contempladas inclui São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife, Natal, Belém, Manaus, Maceió, Florianópolis e Porto Alegre.

O BRASIL NA BTL – O Brasil é o Destino Internacional Convidado deste ano da BTL, que envolve a participação de mais de 1,5 mil expositores e de 125 nações. O país apresenta em Lisboa um estande com conceito imersivo e sensorial, voltado à promoção da diversidade de seus atrativos e experiências. O espaço abriga 24 estados coexpositores e serve de palco para ações institucionais, ativações culturais e gastronômicas, além de uma área dedicada a negócios.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

PROIBIÇÃO DAS BETS

Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

Confira o cronograma das medidas:

  • Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
  • Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
  • A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
  • Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
  • De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
  • A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

INTERESSE PÚBLICO

A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.

FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.

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A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.

As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.

PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES

Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:

  • exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
  • divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa); 
  • uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
  • facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
  • fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
  • localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).

SAÚDE PÚBLICA

As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.

“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.

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O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.

Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.

Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.

Conheça o canal de denúncias

Fonte: Ministério da Saúde

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