Paraná
Governo conclui entrega de carteiras hexagonais para 2.060 escolas da rede estadual
O Governo do Paraná conclui até 15 março a entrega das últimas 2 mil carteiras hexagonais adquiridas para a rede estadual de ensino. A iniciativa, coordenada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), integra o conjunto de investimentos do Estado na modernização da infraestrutura escolar. Ao todo, foram compradas 12.823 unidades, com aporte de R$ 28,4 milhões, contemplando 2.060 colégios.
As carteiras podem ser utilizadas em bibliotecas, salas de informática com notebooks e salas de recursos, ampliando a organização e a funcionalidade dos ambientes pedagógicos.
Para o secretário estadual da Educação (Seed-PR), Roni Miranda, o investimento significativo para a aquisição do modelo de mobiliário vai garantir mais interatividade, troca de conhecimento e colaboração entre os estudantes. “Isso é modernização e inovação nas escolas”, afirmou.
Já a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, disse que a iniciativa faz parte do processo contínuo de qualificação dos espaços escolares. “Estamos investindo em Educação, na reforma das unidades e também na renovação do mobiliário, pois entendemos que o ambiente precisa ser adequado e acolhedor, contribuindo para que os estudantes se sintam pertencentes à escola”, disse.
Segundo a diretora administrativo-financeira do Fundepar, Noemi Beatriz Grunhagen, o modelo das carteiras foi definido a partir de critérios técnicos, pedagógicos e de funcionalidade, alinhados às práticas educacionais contemporâneas. “O formato hexagonal permite diferentes configurações – individual, em duplas ou em grupo – facilitando rodas de leitura, pesquisas orientadas, projetos interdisciplinares e estudos dirigidos. É um mobiliário que estimula a interação entre os estudantes e dá mais flexibilidade ao professor na condução das atividades”, explicou.
Além de favorecer metodologias colaborativas, as carteiras atendem às demandas da educação digital, possibilitando o uso adequado de chromebooks e laptops durante as aulas.
“As mesas foram pensadas para integrar os equipamentos digitais às atividades pedagógicas, contribuindo para o desenvolvimento de competências previstas no currículo, como pesquisa, produção de conteúdo e uso responsável das tecnologias”, acrescentou.
Do ponto de vista técnico, o mobiliário segue normas de segurança, resistência e ergonomia, garantindo conforto, durabilidade e melhor aproveitamento do espaço físico, além de facilitar a circulação nas bibliotecas.
ACOMPANHAMENTO – O Departamento de Materiais e Suprimento Escolar também faz o monitoramento das unidades para avaliar a adequação do mobiliário às práticas pedagógicas. “Promovemos visitas técnicas sempre que necessário e coletamos o retorno das equipes gestoras e pedagógicas. Essas informações orientam o aperfeiçoamento das especificações, o ajuste de quantitativos e o planejamento de futuras aquisições, assegurando maior eficiência na aplicação dos recursos públicos”, destacou Noemi.
Com a conclusão desta etapa, o Estado finaliza a distribuição das carteiras hexagonais, reforçando os investimentos na melhoria dos espaços de aprendizagem da rede pública estadual.
Fonte: Governo PR
Paraná
Gepatria cumpre 20 mandados em investigação sobre suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários em Guarapuava
O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), deflagrou nesta quarta-feira, 26 de agosto, a Operação Fórmula Mágica, que investiga suposto esquema de corrupção relacionado à regularização de uma obra em Guarapuava, na região Centro-Sul do estado.
Acesse imagens do cumprimento dos mandados
Acesse o áudio da Promotora de Justiça Leandra Flores
Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão contra o presidente e um servidor da Câmara Municipal de Guarapuava, um servidor do Município, três sócios de uma farmácia da cidade e a própria empresa responsável pela construção. As medidas judiciais foram autorizadas pela 2 ªVara Criminal da Comarca.
Pagamento de propina – As apurações apontam que, entre 2022 e 2023, empresários teriam buscado regularizar a construção de um edifício iniciada em 2019 sem a prévia submissão do projeto para aprovação e sem a solicitação de licença para construir. Após o setor competente da Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo embargar a obra e informar que seria solicitado o embargo judicial em razão de irregularidades consideradas insanáveis, um dos empresários teria procurado, no fim de agosto de 2023, o presidente da Câmara Municipal para que obter ajuda para liberar a obra.
Segundo as investigações, os dois teriam combinado o pagamento de aproximadamente R$ 100 mil em propina para que o agente político intermediasse a regularização da obra. Nos dias seguintes, teria ocorrido o pagamento da vantagem indevida. O próprio empresário teria fotografado o dinheiro entregue. Também foram identificados depósitos em espécie nas contas bancárias do presidente da Câmara, do então secretário municipal de Habitação e Urbanismo e de um servidor público que atuava no setor tributário do Município.
Regularização da obra – Em contrapartida ao pagamento, conforme as apurações, o presidente da Câmara teria atuado junto ao então secretário municipal de Habitação e Urbanismo para viabilizar a regularização da obra. Diante da negativa de profissionais do setor técnico em subscrever a documentação necessária, o então secretário teria assinado pessoalmente o alvará de licença para construção e a aprovação do projeto, embora não possuísse formação em Engenharia Civil ou Arquitetura.
As investigações também apontam que um servidor que, à época, ocupava o cargo de diretor de Arrecadação teria substituído uma avaliação realizada por profissional responsável pela avaliação imobiliária, reduzindo o valor do tributo devido pela regularização da obra por meio de concessão onerosa. A medida teria beneficiado novamente os empresários.
O então secretário municipal de Habitação e Urbanismo não foi alvo das medidas cumpridas nesta quarta-feira, já que ele e sua equipe de trabalho já haviam sido alvo de busca e apreensão em outra investigação recente, cujos elementos contribuíram para a apuração dos fatos investigados na Operação Fórmula Mágica.
As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer integralmente os fatos, identificar a eventual participação de outros envolvidos e reunir elementos que possam subsidiar a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.
Fórmula Mágica – O nome da operação faz referência à suposta utilização de mecanismos ilícitos para viabilizar a regularização de uma obra que apresentava irregularidades, mediante a atuação de agentes públicos e o pagamento de vantagem indevida.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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