Paraná
Clássicos na Capital e agendas no Interior: corpos artísticos do Paraná terão 1º semestre intenso
Música, dança e celebração marcam o início de 2026 no Centro Cultural Teatro Guaíra (CCTG). Os quatro corpos artísticos da instituição, mantida pelo Governo do Estado, entram em cena com uma programação intensa e diversa: a Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) apresenta novos instrumentos e grandes obras do repertório; o Balé Teatro Guaíra (BTG) leva ao palco montagens consagradas e novas produções; a Escola de Dança Teatro Guaíra celebra 70 anos de história; e a G2 Cia de Dança segue ampliando fronteiras com apresentações fora da capital.
Além da programação própria, o Centro Cultural Teatro Guaíra também recebe, ao longo do primeiro semestre, uma agenda expressiva de produções externas. O tradicional Festival de Curitiba volta a ocupar todos os espaços do complexo entre março e abril, com grandes montagens nacionais. A temporada ainda inclui musicais, shows e apresentações de artistas consagrados da música brasileira e internacional, ampliando a diversidade da programação e atraindo públicos de diferentes perfis para o Teatro Guaíra.
“Iniciamos 2026 com uma agenda intensa e plural, que evidencia a força criativa dos nossos corpos artísticos e o compromisso do Teatro Guaíra com a excelência e a democratização da cultura. Será um ano de grandes encontros com o público, de estreias importantes e de circulação pelo Estado, reafirmando nosso papel como referência cultural no Paraná e no Brasil”, destaca o diretor artístico do CCTG, Áldice Lopes.
Os ingressos para as apresentações dos corpos artísticos do Teatro Guaíra seguem com valores populares, de R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira), reforçando a política de ampliação de acesso à cultura. A venda tem início cerca de 10 dias antes de cada espetáculo, pelo site DiskIngressos.com.br e na bilheteria física do Teatro Guaíra (Rua Conselheiro Laurindo, 175 – Centro, Curitiba).
No caso das produções externas, a comercialização é realizada pelas próprias produtoras responsáveis, que definem a plataforma de vendas. A informação sobre os canais de compra é indicada na página de eventos no site do Teatro Guaíra.
O Centro Cultural Teatro Guaíra fechou 2025 como um dos capítulos mais vibrantes de sua trajetória recente, consolidando-se como referência nacional em produção e difusão cultural. O grande destaque foi o Prêmio Cenym, o “Oscar do teatro brasileiro”, que elegeu o Guaíra como melhor casa de espetáculos do Brasil.
Em 2026, além da continuidade do trabalho dos corpos artísticos que compõem o CCTG, o objetivo é seguir com o projeto de reforma e melhorias do complexo, com intervenções pontuais que devem garantir a manutenção do cronograma de espetáculos. O investimento total do Governo do Paraná no CCTG é de cerca de R$ 50 milhões.
“Estamos alinhando todos os detalhes do projeto que começa a sua implementação, de fato, neste ano”, explica Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do CCTG. “Os novos instrumentos adquiridos para a nossa orquestra já estão chegando e serão todos apresentados ao público. Além disso, daremos continuidade às apresentações fora dos espaços do Teatro Guaíra, levando os trabalhos dos corpos artísticos a diversos municípios do Paraná”.
Ele lembra que a instituição também se prepara para as comemorações dos 70 anos da Escola de Dança do Teatro Guaíra. “Será mais um ano de muito trabalho e também muito promissor”, enfatiza.
ORQUESTRA SINFÔNICA
O programa do ano da Orquestra Sinfônica do Paraná foi organizado em torno da apresentação de alguns dos seus novos instrumentos, adquiridos após aporte de quase R$ 6 milhões do Governo do Paraná. O primeiro concerto abre a série Ouro e terá a apresentação do novo piano Steinway & Sons, nos dias 12 de março, às 20h30, e 15 de março, às 10h30, no Guairão, sob regência.
A direção é do diretor musical e maestro titular da OSP, Roberto Tibiriçá, com participação do consagrado pianista irlandês Barry Douglas como solista convidado na interpretação do “Concerto para piano nº 3”, de Sergei Rachmaninov.
Na segunda parte, a Orquestra apresenta a “Sinfonia nº 1, Titã”, de Gustav Mahler. Os concertos também terão participação e homenagem à pianista Analaura Souza Pinto, uma das fundadoras da Orquestra Sinfônica do Paraná.
A temporada prevê novos concertos gratuitos da série Mostly Mozart, que celebra o compositor austríaco e que em 2025 reuniu cerca de 6 mil espectadores em seis apresentações no vão-livre do Museu Oscar Niemeyer. A primeira apresentação será no dia 28 de fevereiro, às 16h. A entrada é livre, sem necessidade de retirada de ingressos.
Ainda no primeiro semestre, estão previstas mais duas apresentações da série, no dia 28 de abril e no dia 04 de julho.
Também como forma de descentralização do trabalho da OSP, o grupo continua a circular por municípios do Paraná em 2026, com apresentações já confirmadas em Fazendo Rio Grande, em abril, e Guarapuava, em maio.
Já os concertos de aniversário da OSP, em maio, serão totalmente dedicados a compositores brasileiros, com as obras “O Garatuja”, de Alberto Nepomuceno; “Mandú-Çárárá”, de Villa-Lobos; e “Maracatu de Chico Rei”, de Francisco Mignone.
A temporada terá ainda apresentações de composições de Bach (“Concerto Brandenburg Nº 5”), Debussy (“Danças Sacras e Profanas”) e Schumann (“Sinfonia Nº 4 em ré menor”) em junho, para estreias da nova harpa e cravo da OSP, sob regência de Christian Vásquez, e com Fernando Cordela e Cecília Pacheco como solistas convidados.
Para a apresentação do novo órgão, em julho, o convidado será José Luis Aquino que, ao lado de Analaura ao piano, apresentará a “Peça de Concerto para Piano, op. 92”, de Schumann, e a “Sinfonia nº 3 Órgão”, de Camille Saint-Saëns, sob regência de Tibiriçá.
BALÉ TEATRO GUAÍRA
Recém-premiado como Melhor Elenco pela Associação de Críticos Paulistas de Arte (APCA), o Balé Teatro Guaíra abre a temporada com apresentações conjuntas com a Orquestra Sinfônica do Paraná, que revisitam os espetáculos “Stol” e “Underwaltz – Isso não é uma Valsa”, nos dias 27, 28 e 29 de março. Os corpos artísticos também se unem em uma nova montagem de “Giselle”, na segunda quinzena de junho.
G2 CIA DE DANÇA
A G2 Companhia de Dança, única companhia de bailarinos master da América Latina, inicia suas atividades em 2026 com o pé na estrada, apresentando o espetáculo “GAG – Uma livre adaptação de Heinrich Von Kleist sobre o Teatro de Marionetes”. Na agenda,, em março, nas cidades de Maringá (7), Campo Mourão (10) e Guarapuava (14). Em abril, segue com apresentações em Francisco Beltrão (17) e Telêmaco Borba (21).
EDTG
A Escola de Dança Teatro Guaíra completa 70 anos em 2026 e, no primeiro semestre, se prepara para a montagem de um novo espetáculo comemorativo, a ser estreado em julho, além do lançamento de um livro que conta sua trajetória.
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EVENTOS EXTERNOS
O ano já começou movimentado no Centro Cultural Teatro Guaíra, com a Oficina de Música de Curitiba abrindo a temporada de 2026. O evento reuniu quase 29 mil pessoas em concertos e shows no Guairão e no Guairinha. Ainda em janeiro, o Guairinha recebeu o esperado show do cantor Chico Chico, promessa da música popular brasileira.
Após excursionar pelo País, o monólogo “Ficções”, inspirado no best-seller “Sapiens” e estrelado por Vera Holtz, retorna a Curitiba nos dias 27 e 28 de fevereiro. Em março, dois musicais chegam ao palco do Guairão: no dia 8, “Adele In Concert”; e, nos dias 13 e 14, “Raul Seixas – O Musical”.
O cantor Sérgio Reis celebra 67 anos de carreira com apresentação no Guairão no dia 21 de março e, no dia seguinte, a atração do grande auditório será o show internacional Chicago Legacy South America Tour, com Danny Seraphine.
Também está programada para o dia 20 de março a última apresentação da consagrada peça “Minha Vida em Marte”, em Curitiba, com a atriz Mônica Martelli.
Já entre os dias 30 de março a 12 de abril, o tradicional Festival de Curitiba movimenta todos os espaços do Centro Cultural Teatro Guaíra. O Guairão recebe produções de grande porte e forte apelo artístico, entre elas o musical “Tim Maia – Vale Tudo”, com roteiro de Nelson Motta e produção de Carmelo Maia, e a estreia nacional de “Na Marca do Pênalti”, espetáculo solo em que o jornalista e ex-jogador Walter Casagrande Júnior revisita sua trajetória profissional, além de várias outras atrações.
Em maio, o Teatro Guaíra recebe a comédia “Gostava Muito Mais dos Seus Pais”, com Bruno Mazzeo e Mauro Filho, no dia 8, e a nova montagem do show “Dança dos Signos”, de Oswaldo Montenegro, no dia 23. Em junho, Rodrigo Teaser estará de volta ao palco do Guairão com seu espetáculo em tributo ao rei do pop Michael Jackson.
Fonte: Governo PR
Paraná
BRDE amplia Fundo Verde com aporte de R$ 3,6 milhões para projetos no Paraná
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) aprovou um novo aporte de R$ 3,6 milhões ao Fundo Verde e de Equidade para aplicação em projetos elegíveis no Paraná. A destinação tem como base o lucro líquido auferido pelo banco em 2025 e reforça a agenda de sustentabilidade da instituição, em uma iniciativa divulgada neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5).
Nos três estados de atuação do BRDE — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — o novo aporte ao Fundo Verde e de Equidade soma R$ 10,82 milhões, respeitado o limite equivalente a 1,5% do lucro líquido do último exercício. Com a nova dotação, o volume acumulado destinado ao instrumento chega a quase R$ 40 milhões desde 2021.
O Fundo Verde e de Equidade é um instrumento operacional e financeiro criado pelo BRDE para apoiar, com recursos não reembolsáveis, projetos socioambientais e climáticos com potencial de impacto positivo. Os recursos podem ser aplicados em iniciativas voltadas à preservação ambiental, adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, proteção da biodiversidade, economia circular, uso sustentável dos recursos naturais, inovação socioambiental, turismo sustentável e promoção da equidade. Cada projeto pode receber até R$ 200 mil.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o novo aporte confirma o papel do banco como instituição de fomento comprometida com uma agenda de desenvolvimento de longo prazo. “O Fundo Verde traduz uma decisão estratégica do BRDE: reinvestir parte do resultado do banco em projetos capazes de gerar impacto ambiental, social e econômico. É uma forma concreta de transformar lucro em legado, apoiando iniciativas que ajudam a preparar o Paraná e toda a Região Sul para os desafios climáticos e para uma economia mais sustentável”, afirma.
No Paraná, os recursos serão aplicados em projetos elegíveis, conforme as regras e critérios de enquadramento do Fundo. A seleção considera a aderência das propostas aos objetivos socioambientais do instrumento, a relevância pública das iniciativas e a capacidade de gerar resultados mensuráveis para o território.
O diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, destaca que a destinação reforça a governança do banco na aplicação de recursos próprios para finalidades de interesse público. “Ao vincular parte do lucro líquido ao Fundo Verde e de Equidade, o BRDE consolida uma política permanente de apoio a projetos que geram valor para a sociedade. São recursos não reembolsáveis, aplicados com critérios técnicos, transparência e foco em iniciativas capazes de deixar benefícios concretos para os territórios onde o banco atua”, diz.
O Fundo Verde integra um conjunto de ações voltadas à promoção de impacto socioambiental e climático positivo. O instrumento permite que o banco complemente sua atuação tradicional em financiamento com apoio direto a iniciativas de interesse coletivo, fortalecendo projetos inovadores nas áreas urbana, rural, ambiental, científica, tecnológica e de turismo sustentável.
BIOMAS – Em função da localização geográfica dos três estados do Sul, a atuação do BRDE contribui para a promoção da sustentabilidade em dois dos principais biomas brasileiros presentes na região: o Pampa e a Mata Atlântica. As iniciativas apoiadas podem dialogar com temas como conservação de áreas naturais, restauração ecológica, uso sustentável da biodiversidade, fortalecimento de cadeias produtivas de baixo impacto e valorização de territórios com vocação ambiental e turística.
Para o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, o novo aporte amplia a capacidade do banco de apoiar soluções alinhadas às necessidades ambientais e produtivas do Estado. “Essa atuação se soma a outras iniciativas pioneiras, como o instrumento de créditos de biodiversidade desenvolvido no Estado, em diálogo com a metodologia LIFE, que busca dar valor econômico à conservação e criar novas formas de financiamento para a proteção da natureza”, frisa.
CRÉDITOS – O projeto de créditos de biodiversidade, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado e conectado à metodologia LIFE, busca reconhecer financeiramente ações de conservação ambiental, especialmente em áreas como Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), por meio de créditos certificados e rastreáveis.
Fonte: Governo PR
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