Connect with us


Agro

Mercado reduz previsão da Selic e melhora projeções para inflação e PIB, aponta boletim Focus

Publicado em

Expectativas para a Selic indicam queda após oito semanas

Após oito semanas de estabilidade, o mercado financeiro revisou para baixo suas projeções para a taxa Selic em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (23), a mediana das estimativas para a taxa básica de juros caiu de 12,25% para 12,13% ao final de 2026.

Atualmente em 15%, a expectativa dos analistas é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicie o ciclo de cortes em março, com redução de 0,5 ponto percentual. Para 2027, as projeções permanecem estáveis, com a Selic estimada em 10,5%.

Inflação tem nova revisão para baixo

O relatório também apontou uma nova redução nas projeções de inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação brasileira, teve sua estimativa para 2026 ajustada pela sétima semana consecutiva, passando de 3,95% para 3,91%.

Para 2027, a projeção foi mantida em 3,80%, dentro da meta oficial de 3,00%, que possui margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Leia mais:  Mercado da soja mantém volatilidade entre cautela internacional e lentidão nas negociações internas
PIB tem leve alta após 10 semanas de estabilidade

O mercado também demonstrou otimismo em relação ao crescimento econômico. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 subiu de 1,80% para 1,82%, interrompendo uma sequência de dez semanas sem alteração. Para 2027, o cenário segue estável, com previsão de crescimento de 1,80%.

Dólar deve encerrar 2026 mais barato

A pesquisa Focus ainda mostrou uma leve queda na projeção do dólar comercial para o fim de 2026. O mercado agora estima a cotação em R$ 5,45, frente aos R$ 5,50 previstos anteriormente.

A revisão indica maior confiança no equilíbrio das contas externas e na estabilidade do ambiente macroeconômico brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Dependência de fertilizantes importados acende alerta no agronegócio brasileiro, diz Massari Fértil

Published

on

A combinação de tensões geopolíticas, oscilações cambiais e disputas globais por insumos estratégicos tem aumentado a pressão sobre as cadeias produtivas em todo o mundo. No Brasil, esse cenário evidencia uma fragilidade estrutural do agronegócio: a alta dependência de fertilizantes importados.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, empresas especializadas em soluções para a agricultura tropical, o momento exige uma resposta estratégica voltada à redução de riscos e ao fortalecimento da autonomia produtiva do setor.

Brasil depende de importações para suprir 80% dos fertilizantes

Atualmente, cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Essa concentração do abastecimento em poucos mercados, como Rússia, Canadá, China e Marrocos, aumenta a exposição do país a restrições comerciais, sanções econômicas e instabilidades logísticas.

O impacto dessa dependência recai diretamente sobre os custos de produção, a previsibilidade das safras e a competitividade do produtor rural brasileiro.

Fertilizantes são essenciais para culturas estratégicas do agro

Os fertilizantes são insumos fundamentais para culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar, que representam parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio.

Sua atuação começa nas fases iniciais do plantio e influencia diretamente a produtividade final das lavouras, tornando o setor altamente sensível a qualquer ruptura no fornecimento. Episódios recentes, como a guerra no Leste Europeu e os impactos logísticos pós-pandemia, reforçaram essa vulnerabilidade.

Leia mais:  Cana: Mato Grosso do Sul alcança 46,3 milhões de toneladas
Especialistas apontam necessidade de revisão estrutural do setor

De acordo com o CEO da Massari, Sérgio Saurin, o cenário atual exige uma revisão estrutural na estratégia do agronegócio brasileiro.

Segundo ele, embora o país tenha se consolidado como potência global, parte desse crescimento foi sustentada por insumos externos, o que hoje se mostra um fator de risco.

O executivo defende a ampliação da produção nacional de fertilizantes como forma de reduzir a dependência externa e aumentar a segurança do setor.

Custos logísticos e câmbio ampliam desafios para o produtor

Além da dependência de importações, fatores como o aumento do frete marítimo, a concentração da oferta global e as variações cambiais tornam o planejamento agrícola mais complexo.

Em períodos de crise, esses elementos podem comprometer o acesso a insumos essenciais, pressionar margens de lucro e gerar instabilidade em toda a cadeia produtiva.

Brasil possui potencial para expandir produção nacional

O Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua produção de fertilizantes. O país possui reservas relevantes de minerais estratégicos, como fosfato e potássio, além de conhecimento técnico consolidado em agricultura tropical.

Estudos da Embrapa indicam que o território nacional tem potencial para expandir significativamente a produção de insumos agrícolas, desde que haja avanços em infraestrutura, segurança jurídica e estímulo a investimentos.

Leia mais:  Mercado da soja mantém volatilidade entre cautela internacional e lentidão nas negociações internas
Desafio é transformar potencial em capacidade produtiva

Para Sérgio Saurin, o principal desafio está em transformar esse potencial em produção efetiva. Ele destaca a necessidade de um ambiente regulatório mais previsível, maior incentivo ao investimento privado e melhor integração entre os elos da cadeia produtiva.

Produção local pode reforçar sustentabilidade e inovação no agro

O fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes também está ligado a agendas de inovação e sustentabilidade. O desenvolvimento de soluções adaptadas aos solos tropicais pode aumentar a eficiência agronômica, reduzir perdas e ampliar práticas agrícolas mais sustentáveis.

Além disso, contribui para diminuir a dependência de produtos importados e padronizados.

Caminho é de transição gradual, aponta setor

Embora a substituição total das importações não seja viável no curto prazo, iniciativas de produção local e diversificação de fornecedores já indicam uma mudança gradual no setor.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, acelerar esse processo é fundamental para aumentar a resiliência do agronegócio brasileiro diante de um cenário global considerado cada vez mais instável.

Segundo o executivo, o país tem condições de estruturar uma cadeia de fertilizantes mais robusta, com maior segurança de abastecimento, estabilidade de custos e ganho de competitividade no longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262