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Dólar inicia semana em alta no Brasil após nova ofensiva tarifária dos EUA

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Dólar opera com leve alta diante de novo pacote tarifário dos EUA

O dólar americano começou a semana em alta frente ao real nesta segunda-feira (23), refletindo o impacto das novas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a cautela dos investidores com o cenário econômico internacional.

Por volta das 10h15, a moeda norte-americana subia cerca de 0,15%, cotada em aproximadamente R$ 5,18, enquanto o contrato de dólar futuro para março, na B3, também apresentava leve avanço. O movimento marca uma recuperação parcial após as quedas da última semana e ocorre em meio a maior volatilidade global.

Trump amplia tarifas e aumenta tensão comercial global

O mercado reagiu à decisão de Trump de elevar a alíquota de importação de 10% para 15% sobre produtos de todos os países, medida considerada o limite máximo permitido pela legislação norte-americana. O anúncio vem após a Suprema Corte dos EUA derrubar parte de seu programa tarifário anterior, o que levou o governo a buscar alternativas legais para manter a política protecionista.

As novas tarifas aumentam a preocupação dos investidores sobre os possíveis efeitos nas cadeias de comércio internacional e na inflação global. Bolsas internacionais registraram quedas, e ativos de segurança, como ouro e títulos do Tesouro norte-americano, tiveram valorização.

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De acordo com analistas, o impacto direto deve ser sentido principalmente nos mercados emergentes, como o brasileiro, devido à redução do apetite por risco e à migração de recursos para economias consideradas mais seguras.

Geopolítica e juros seguem no radar dos investidores

Além das tarifas, as tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã seguem influenciando os mercados. Informações recentes indicam que Teerã estaria disposto a negociar concessões em seu programa nuclear em troca do fim das sanções impostas por Washington, o que pode reduzir parte da pressão no Oriente Médio.

No Brasil, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a mediana das projeções para o câmbio no fim de 2026 caiu de R$ 5,50 para R$ 5,45. Já a expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, passou de 12,25% para 12,13% ao ano.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa está entre 3,50% e 3,75% — continua atraindo capital estrangeiro para o país, contribuindo para uma relativa estabilidade do real frente ao dólar.

Mercado financeiro mantém cautela com dólar e bolsa brasileira

Na sexta-feira anterior, o dólar havia recuado 0,98%, cotado a R$ 5,17, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão com alta de 1,06%, aos 190.534 pontos.

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Nesta segunda, o movimento se inverteu: o Ibovespa operava em leve queda de 0,02%, aos 190.493 pontos, refletindo o ambiente externo mais cauteloso e o ajuste dos investidores às novas informações econômicas.

Os acumulados do período mostram:

  • Dólar: -1,02% na semana, -1,37% no mês e -5,70% no ano;
  • Ibovespa: +2,18% na semana, +5,06% no mês e +18,25% no ano.
Expectativas para o câmbio e perspectivas econômicas

Mesmo com as pressões externas, a cotação do dólar tem se mantido dentro de uma faixa estreita, entre R$ 5,17 e R$ 5,23, refletindo equilíbrio entre fatores domésticos e internacionais. A continuidade da política monetária brasileira, aliada à entrada de capital estrangeiro, tende a conter movimentos mais abruptos na taxa de câmbio.

Contudo, o avanço das tarifas americanas e as tensões geopolíticas ainda representam riscos ao mercado, podendo impactar a inflação, o comércio exterior e o fluxo de investimentos nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja oscila após forte alta em Chicago, mas clima nos EUA, demanda aquecida e dólar sustentam preços no Brasil

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A soja iniciou esta sexta-feira (26) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), devolvendo parte dos ganhos expressivos registrados na sessão anterior. O movimento é considerado uma realização técnica de lucros por parte de fundos e investidores, após o mercado avançar quase 2% na quinta-feira (25), impulsionado por fatores climáticos nos Estados Unidos, forte demanda externa e desempenho positivo dos derivados.

Apesar da correção nos contratos futuros, o cenário permanece favorável para a oleaginosa no médio prazo. As atenções seguem voltadas para as condições climáticas no cinturão agrícola norte-americano e para os próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que serão divulgados na próxima semana e poderão redefinir as expectativas para a safra 2026/27.

Clima nos Estados Unidos continua sendo o principal fator de sustentação

Na quinta-feira, os contratos futuros encerraram em forte valorização. O vencimento julho fechou cotado a US$ 11,27 por bushel, com alta de 1,69%, enquanto agosto avançou 1,81%, alcançando US$ 11,37 por bushel.

O mercado reagiu às previsões de temperaturas elevadas em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos, elevando as preocupações sobre possíveis impactos no desenvolvimento das lavouras durante uma fase considerada decisiva para a cultura.

Além do calor intenso, áreas do Meio-Oeste americano continuam apresentando condições de seca moderada, enquanto outras regiões registram excesso de umidade, mantendo o mercado atento à evolução do clima nas próximas semanas.

Exportações fortes e aproximação entre EUA e China reforçam o mercado

Outro fator importante para a valorização observada na sessão anterior foi o desempenho das exportações norte-americanas.

As vendas semanais divulgadas pelo USDA superaram as expectativas do mercado, sinalizando demanda internacional consistente pela soja dos Estados Unidos.

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Também contribuiu para o avanço das cotações a retomada das conversas entre Estados Unidos e China sobre possíveis reduções tarifárias, movimento que alimenta expectativas de fortalecimento do comércio agrícola entre as duas maiores economias do mundo.

Mercado realiza lucros nesta sexta-feira

Após a expressiva valorização da quinta-feira, investidores passaram a realizar parte dos ganhos nesta sexta.

Os contratos mais negociados registravam perdas entre 7 e 8 pontos durante a manhã, com o vencimento julho sendo negociado próximo de US$ 11,20 por bushel e novembro em torno de US$ 11,49.

Os derivados também acompanharam o movimento corretivo.

O óleo de soja liderava as baixas, pressionado pela queda do petróleo, enquanto o farelo devolvia parte da valorização registrada na sessão anterior, quando havia sido impulsionado pelas preocupações envolvendo possíveis paralisações no setor industrial da Argentina.

Mercado aguarda relatórios decisivos do USDA

Além do comportamento climático, os investidores começam a concentrar suas atenções nos importantes levantamentos que serão divulgados pelo USDA na próxima terça-feira (30).

O mercado aguarda os novos dados sobre a área efetivamente plantada da safra norte-americana 2026/27, além dos estoques trimestrais de grãos existentes em 1º de junho.

Os números poderão provocar elevada volatilidade nas bolsas internacionais, dependendo da confirmação ou não das expectativas atuais de oferta.

Brasil mantém preços firmes com apoio do dólar e dos prêmios

Mesmo com a realização de lucros em Chicago, o mercado físico brasileiro continua apresentando sustentação.

A valorização do dólar frente ao real aumenta a competitividade das exportações brasileiras e reduz parte do impacto negativo provocado pela queda dos contratos internacionais.

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Os prêmios de exportação seguem fortalecidos, acima dos 100 pontos em diversos embarques, oferecendo suporte adicional aos preços nos portos e nas principais regiões produtoras.

Na quinta-feira, o Porto de Rio Grande registrou soja cotada a R$ 134 por saca, enquanto Paranaguá também alcançou R$ 134, refletindo um mercado de exportação bastante aquecido.

Em Santa Catarina, São Francisco do Sul permaneceu em R$ 132 por saca, enquanto no Mato Grosso do Sul diversas praças registraram novas altas, com destaque para Sidrolândia.

No Mato Grosso, o preço médio semanal atingiu R$ 106,73 por saca, o maior valor nominal registrado em 2026.

Comercialização segue limitada por gargalos logísticos

Apesar da melhora nos preços, a comercialização permanece relativamente lenta em várias regiões produtoras.

Produtores continuam cautelosos diante dos elevados custos de frete, limitações de armazenagem e do elevado nível de endividamento rural.

Os custos logísticos seguem pressionando a rentabilidade, especialmente em estados do Centro-Oeste, onde o transporte até os portos continua onerando significativamente as operações de venda.

Perspectiva

O mercado da soja permanece sustentado por fundamentos positivos, especialmente diante das incertezas climáticas nos Estados Unidos, da demanda internacional consistente e da expectativa pelos próximos relatórios do USDA.

Embora movimentos de realização de lucros sejam naturais após fortes altas, analistas avaliam que a volatilidade deve permanecer elevada nos próximos dias. No Brasil, a combinação entre dólar valorizado, prêmios firmes e bom ritmo das exportações tende a continuar oferecendo suporte às cotações, enquanto produtores acompanham atentamente o cenário internacional para definir novas oportunidades de comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

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