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Fávaro apresenta oportunidades do agro brasileiro no India-Brazil Business Forum, em Nova Délhi

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, liderou neste sábado (21), em Nova Délhi, um painel no India–Brazil Business Forum e destacou a retomada das relações entre Brasil e Índia. Segundo o ministro, inicia-se uma nova etapa de cooperação estratégica baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Ao lado de empresários e autoridades dos dois países, Fávaro apresentou oportunidades de ampliação do comércio bilateral, investimentos e inovação tecnológica no setor agropecuário.

O fórum integra a agenda oficial que a comitiva do governo brasileiro cumpre na Índia nesta semana. A visita ocorre a convite do primeiro-ministro Narendra Modi e é liderada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado por ministros e parlamentares, além de uma grande comitiva de empresários brasileiros.

Segundo Fávaro, Brasil e Índia compartilham o compromisso com o desenvolvimento sustentável, a segurança alimentar e a estabilidade global. O ministro também ressaltou que a transformação da agropecuária brasileira nas últimas décadas foi impulsionada por ciência, tecnologia e governança, com papel central da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na adaptação de soluções aos trópicos e no aumento consistente da produtividade.

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Fávaro apresentou exemplos concretos desse avanço. Citou a eficiência da produção de carne de frango no Brasil, estruturada em modelo de integração com pequenas propriedades e padrões sustentáveis. Mencionou ainda o melhoramento genético do girolando, tecnologia já negociada com o mercado indiano, e os ganhos de qualidade em feijões e pulses, segmento com potencial de cooperação entre os dois países.

O ministro ainda destacou a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono, a conservação do solo, a liderança brasileira no uso de bioinsumos, a recuperação de áreas degradadas no âmbito do Caminho Verde Brasil, a modernização do parque de máquinas e o desenvolvimento de moléculas biodegradáveis e seletivas.

Ao tratar das perspectivas comerciais, Fávaro defendeu a ampliação do intercâmbio com base na reciprocidade e lembrou que o agro brasileiro abriu 538 mercados internacionais nos últimos anos. Ele também destacou que quem deseja vender precisa comprar, reforçando a importância do equilíbrio nas relações comerciais.

O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil apontou ainda a possibilidade de cooperação em inovação, com desenvolvimento conjunto de produtos biológicos, parcerias em agricultura regenerativa, atração de investimentos e ampliação da presença de empresas brasileiras na Índia, especialmente no processamento de alimentos. Também mencionou o interesse de empresas indianas em investir no Brasil nas áreas de tecnologia, inteligência artificial e bioinsumos.

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Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. No encerramento da participação no fórum, Fávaro reforçou o compromisso brasileiro com previsibilidade regulatória e ambiente seguro para investimentos como base para parcerias de longo prazo.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

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A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

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Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

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