Agro
Preços do Boi Gordo Sobem com Oferta Restrita e Demanda Aquecida
Alta no mercado físico impulsionada por oferta limitada
O mercado físico do boi gordo registrou elevação de preços ao longo da Semana de Carnaval, em um cenário marcado pela restrição de oferta. Segundo o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a indústria frigorífica enfrenta dificuldades para compor suas escalas de abate, o que pressiona os preços da arroba para cima.
“As pastagens estão em boas condições em várias regiões do país, permitindo que os pecuaristas cadenciem suas negociações. Além disso, a demanda continua aquecida, apoiada pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina neste início de ano”, destacou Iglesias.
Na semana, os preços da arroba chegaram a:
- São Paulo: R$ 350
- Mato Grosso: R$ 326
- Minas Gerais: R$ 336
No mercado atacadista, os preços da carne bovina também se mantiveram firmes. No entanto, para a próxima semana, a expectativa é de menor sustentação devido à reposição mais lenta em um cenário de consumo fraco. Iglesias alerta que a carne bovina ainda perde competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.
Exportações brasileiras de carne bovina apresentam forte crescimento
As exportações de carne bovina brasileira – incluindo produtos frescos, congelados ou refrigerados – alcançaram US$ 765,369 milhões em fevereiro até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 76,537 milhões.
O volume total exportado chegou a 136,8 mil toneladas, média diária de 13,68 mil toneladas, com preço médio da tonelada de US$ 5.594,80.
Em comparação a fevereiro de 2025, os dados apontam:
- Alta de 63,1% no valor médio diário exportado
- Crescimento de 43,7% na quantidade média diária
- Avanço de 13,5% no preço médio
Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), refletindo a forte demanda internacional e a boa performance da carne bovina brasileira nos mercados externos.
Perspectivas para o mercado interno
Apesar da firmeza nos preços, o mercado interno deve acompanhar com atenção a relação de oferta e demanda. A combinação de oferta restrita, pastagens em bom estado e exportações aquecidas mantém a pressão altista, mas oscilações no consumo e a competitividade com outras proteínas podem limitar novas altas no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Cooxupé lidera projeto inédito e viabiliza venda de créditos de carbono na cafeicultura brasileira
Cooxupé avança na comercialização de créditos de carbono no café
A Cooxupé alcançou um marco inédito no agronegócio brasileiro ao viabilizar a produção e comercialização de créditos de carbono gerados na cadeia produtiva do café.
A iniciativa faz parte do Projeto de Cafeicultura Regenerativa, estruturado pela cooperativa, e posiciona o Brasil na vanguarda de um modelo produtivo que integra sustentabilidade, inovação e geração de valor ao produtor rural.
Projeto piloto gera renda e captura carbono nas lavouras
O projeto piloto envolveu 12 cooperados, abrangendo uma área de 43,27 hectares, com a implementação de sistemas regenerativos e corredores de árvores nas lavouras cafeeiras.
Como resultado, foram sequestradas 649,94 toneladas de carbono. A iniciativa também gerou retorno financeiro direto aos produtores, com a distribuição de R$ 104.601,59 entre os participantes.
Além disso, foram doadas 5 mil mudas, contribuindo para o aumento da biodiversidade nas propriedades.
Modelo de insetting impulsiona sustentabilidade na cadeia do café
A comercialização dos créditos foi realizada por meio do modelo de insetting, no qual a própria cadeia produtiva investe na redução das emissões de carbono em sua origem.
A operação contou com a parceria de um cliente da cooperativa, que adquiriu os créditos gerados. Os recursos foram integralmente repassados aos cooperados, consolidando uma nova fonte de renda associada à sustentabilidade.
Segundo Natalia Fernandes Carr, gerente ESG da cooperativa, o projeto demonstra que é possível conciliar produtividade, qualidade e responsabilidade ambiental em um único sistema.
Ciência e inovação fortalecem a cafeicultura regenerativa
Estruturado ao longo de 2024, o projeto foi desenvolvido com base técnica e científica. A cooperativa firmou parceria com a pesquisadora Madelaine Venzon, da EPAMIG.
A iniciativa inclui o uso de plantas com nectários extraflorais — como ingá, erva-baleeira, fedegoso, fedegosinho e eritrina — que contribuem para atrair inimigos naturais de pragas e ampliar a biodiversidade nas lavouras.
Outras organizações também participam do projeto:
- A GrowGrounds, responsável pela estruturação e comercialização dos créditos
- A Clima Café, que atua na recomendação de espécies arbóreas e suporte técnico
O monitoramento e a certificação utilizam tecnologias como imagens de satélite, drones e georreferenciamento, com validação em campo a cada cinco anos.
Novo modelo produtivo amplia sustentabilidade no campo
Mais do que uma ação pontual, o projeto representa uma mudança estrutural na produção cafeeira, com a integração de árvores às lavouras por meio de sistemas regenerativos.
A prática contribui para:
- Melhor equilíbrio ecológico
- Aumento da resiliência climática
- Ganhos ambientais e produtivos
Os cooperados participantes estão distribuídos em diferentes regiões produtoras, sendo sete no Sul de Minas, três no Cerrado Mineiro e dois nas Matas de Minas, demonstrando o potencial de replicação do modelo.
Expansão do projeto mira novos mercados de carbono
A iniciativa entra agora em uma nova fase, com a abertura de edital para adesão de novos cooperados e a participação da certificadora internacional Gold Standard.
Com isso, os créditos também poderão ser comercializados no modelo de offsetting, ampliando o alcance para além da cadeia produtiva do café.
Sustentabilidade gera competitividade para o café brasileiro
O projeto de Cafeicultura Regenerativa reforça o papel do produtor como agente central na construção de soluções sustentáveis, ao mesmo tempo em que atende às exigências do mercado internacional.
A iniciativa cria novas oportunidades de renda, fortalece a competitividade da cafeicultura brasileira e marca um avanço ao conectar campo, ciência e mercado em um modelo inovador e sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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