Agro
Exportações de Milho Crescem Aceleradas em Fevereiro/26 com Volume Próximo ao do Ano Passado
Embarques de milho em fevereiro/2026 avançam rapidamente
O Brasil exportou 992.697,1 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) nos primeiros 10 dias úteis de fevereiro de 2026, conforme relatório parcial divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Esse volume já representa 69,93% das 1,419 milhão de toneladas embarcadas em todo o mês de fevereiro de 2025, indicando um ritmo de exportação acelerado no início do mês.
O desempenho sugere que os exportadores brasileiros estão adiantando os embarques, possivelmente puxados pela demanda internacional e pela disponibilidade de grãos nos portos.
Média diária de embarques sinaliza alta forte
Nos primeiros 10 dias úteis de fevereiro/26, a média diária de milho exportado foi de 99,27 mil toneladas, um crescimento de 39,9% em comparação com a média de 70,97 mil toneladas por dia útil observada em fevereiro de 2025.
Esse resultado revela um ritmo mais intenso de saída de grãos, contribuindo para a expectativa de volumes totais mais elevados ao longo do mês.
Receita de exportação cresce, mas ainda abaixo de fevereiro/25
Apesar do forte ritmo de embarques, a receita acumulada até aqui em fevereiro de 2026 foi de US$ 222,337 milhões, abaixo dos US$ 321,944 milhões arrecadados ao longo de todo o mês de fevereiro de 2025.
No entanto, a média diária de receita subiu 38,1%, passando de US$ 16,097 milhões por dia útil em 2025 para US$ 22,233 milhões em 2026, refletindo maior volume exportado por dia no início do mês.
Preços médios por tonelada têm leve retração
Apesar do aumento de embarques e de receita diária, o preço médio por tonelada de milho exportado apresentou ligeira queda de 1,2%. Em fevereiro de 2026, o valor ficou em US$ 224,00 por tonelada, contra US$ 226,80 em fevereiro de 2025.
Essa redução pode ser influenciada por fatores como a dinâmica de oferta global de milho e a competição nos mercados externos, embora o ritmo de exportações siga acima do ano anterior.
Perspectivas do mercado e contexto macroeconômico
Os números iniciais de exportação refletem um início de mês robusto para o setor de milho, que compõe uma das principais commodities do agronegócio brasileiro. De acordo com projeções de embarques totais para fevereiro/26, os volumes podem continuar elevados em relação a fevereiro de 2025, alinhando-se com as estimativas mais amplas de comércio exterior do grão.
No cenário macroeconômico mais amplo, o Banco Central do Brasil (BCB) tem mantido a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, com foco em controlar a inflação e garantir estabilidade econômica. Essa política monetária restritiva influencia o custo de crédito e o câmbio, fatores que podem afetar as exportações ao longo de 2026, tanto em custos logísticos quanto na competitividade dos preços brasileiros no mercado global.
Conclusão
Os dados parciais de fevereiro/2026 apontam para um ritmo de exportação de milho significativamente mais acelerado que no mesmo período de 2025, com alta expressiva na média diária de embarques e na receita por dia útil, apesar de preços médios levemente menores. A tendência sinaliza um cenário de forte atuação do Brasil no comércio internacional de milho, com expectativa de volume total de embarques ainda competitivo ao longo do mês.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas
Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.
O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.
Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade
A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.
Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas
No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.
O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.
Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.
A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.
Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado
Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.
A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.
Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.
Desafios estruturais e competitividade
Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.
A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.
Cenário político e limites do acordo
Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.
Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.
Perspectivas para o agro brasileiro
A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.
A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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