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Brasil e Equador divulgam nota conjunta sobre avanços na agenda agrícola bilateral

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Os governos do Brasil e do Equador divulgaram nota conjunta após reunião oficial realizada em Quito. O encontro deu continuidade aos entendimentos firmados durante a visita do presidente equatoriano ao Brasil, em 2025, e tratou de avanços comerciais e cooperação técnica no setor agropecuário:

NOTA CONJUNTA  

MINISTÉRIO DE AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL E MINISTÉRIO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E PESCA DO EQUADOR 

11 de fevereiro de 2026 

O Ministro de Agricultura, Pecuária e Pesca do Equador, Juan Carlos Vega, e o Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, Luís Rua, mantiveram reunião oficial, em Quito, Equador. O objetivo do encontro foi dar seguimento aos entendimentos alcançados por ocasião da visita do Presidente da República do Equador, Daniel Noboa Azín, ao Brasil, em julho de 2025. Nesse contexto, as autoridades abordaram os principais pontos da agenda agrícola bilateral: 

No âmbito comercial, anunciaram a abertura do mercado brasileiro a pimentões, limões e peles de animais bovinos provenientes do Equador; e de farinhas de sangue bovino e de vísceras de aves produzidas pelo Brasil ao mercado equatorianoAdicionalmente, avançaram discussões técnicas relativas ao acesso equatoriano ao mercado brasileiro de camarões e bananas; bem como ao acesso ao Equador de produtos brasileiros como feijões e aqueles provenientes da suinocultura. Acordaram, nesse sentido, seguir trabalhando de maneira célere em favor da abertura de seus mercados a produtos de interesse de cada país. 

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Em relação à cooperação técnica no âmbito agrícola, manifestaram interesse conjunto em fortalecer a cooperação entre o Instituto Nacional de Pesquisas Agropecuárias (INIAP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), inclusive por meio da negociação de Memorando de Entendimento entre as partes, para abordar temas como melhoramento genético de animais e cultivos; combate a enfermidades em cultivos como banana e cacau; fixação de nitrogênio no solo; e intercâmbio de melhores práticas em termos de governança e de avaliações de impacto. O Secretário Luís Rua estendeu convite ao Diretor-Executivo do INIAP, Raúl Jaramillo Velástegui, para visitar o Brasil junto a sua equipe com vistas a concretizar esses entendimentos.  

Ao final da reunião, o Secretário Luís Rua agradeceu ao Ministro Juan Carlos Vega pela hospitalidade dispensada durante sua estada na cidade de Quito e manifestou intenção de recebê-lo, em Brasília, no mês de março de 2026, por ocasião da LARC-39, período de sessões da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe. 

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Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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IGP-M registra deflação de 0,50% em junho; queda nas commodities reduz preços ao produtor e alivia inflação

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,50% em junho, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Após avançar 0,84% em maio, o indicador voltou ao campo negativo impulsionado, principalmente, pela queda dos preços das commodities energéticas, minerais e de importantes produtos agropecuários.

Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 3,27% no ano e 3,16% nos últimos 12 meses, indicando uma desaceleração da inflação medida pelo índice amplamente utilizado no reajuste de contratos de aluguel, tarifas e diversos serviços.

Commodities e agronegócio puxam queda do IPA

O principal responsável pela deflação do IGP-M foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que apresentou queda de 0,97% em junho, revertendo a alta de 0,91% registrada no mês anterior.

Segundo a FGV, a normalização dos preços internacionais das commodities energéticas e minerais, após o alívio das tensões no Estreito de Ormuz, contribuiu para reduzir os custos ao produtor.

No setor agropecuário, mesmo diante das preocupações relacionadas ao clima e ao aumento dos custos de produção, as principais culturas continuam apresentando desempenho positivo em 2026. Esse cenário favoreceu a redução dos preços de produtos importantes, como:

  • Cana-de-açúcar;
  • Café em grãos.
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De acordo com o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, parte dessa queda já começa a chegar ao consumidor final, especialmente nos preços da gasolina, do etanol e do café em pó.

Matérias-primas registram maior recuo

Entre os estágios de produção analisados pelo IPA, o maior destaque foi a forte retração das matérias-primas brutas, que passaram de alta de 0,43% em maio para queda de 2,76% em junho.

Já os bens finais desaceleraram para alta de apenas 0,23%, enquanto os bens intermediários avançaram 0,45%, ambos com ritmo significativamente inferior ao observado no mês anterior.

O comportamento evidencia uma redução das pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva, especialmente nos setores ligados ao agronegócio e às commodities.

Inflação ao consumidor perde força

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também mostrou desaceleração em junho, ao subir 0,47%, abaixo dos 0,61% registrados em maio.

Cinco das oito classes de despesas pesquisadas apresentaram redução no ritmo de alta:

  • Habitação;
  • Alimentação;
  • Saúde e Cuidados Pessoais;
  • Transportes;
  • Vestuário.

A desaceleração dos alimentos reforça o impacto positivo da maior oferta agrícola e da redução dos preços em diversas cadeias produtivas, beneficiando o consumidor.

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Por outro lado, os grupos Despesas Diversas, Educação, Leitura e Recreação e Comunicação registraram aceleração no período.

Construção civil mantém pressão sobre custos

Na contramão dos demais indicadores, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou para 0,85% em junho, acima dos 0,77% registrados em maio.

O principal fator foi o avanço dos custos com mão de obra, cuja variação passou de 0,43% para 0,91%.

Já os grupos Materiais e Equipamentos e Serviços apresentaram desaceleração, embora permaneçam contribuindo para a elevação dos custos da construção civil.

Cenário favorece controle da inflação

O desempenho do IGP-M em junho reforça um cenário de menor pressão inflacionária na economia brasileira, especialmente nos preços ao produtor. A combinação entre recuo das commodities internacionais, boa evolução das principais safras agrícolas e redução nos preços de combustíveis contribui para aliviar parte da inflação ao consumidor.

Para o agronegócio, o resultado sinaliza um ambiente de maior estabilidade nos custos de produção em diversas cadeias, embora fatores climáticos e geopolíticos continuem sendo monitorados por produtores, indústrias e investidores ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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