Agro
Exportações do agronegócio somam US$ 10,7 bilhões em janeiro e recuam 23% frente a dezembro
Desempenho do setor
As exportações do agronegócio brasileiro começaram 2026 em ritmo mais moderado. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o país embarcou US$ 10,7 bilhões em produtos agropecuários em janeiro, o que representa uma queda de 23% em relação a dezembro de 2025 e retração de 2,2% frente ao mesmo mês do ano anterior.
Complexo soja impulsiona resultados
O complexo soja foi o principal destaque positivo do mês. As exportações de soja em grãos alcançaram 1,9 milhão de toneladas, um crescimento expressivo de 75% em comparação a janeiro de 2025. O preço médio de exportação subiu para US$ 442,8 por tonelada, avanço de 9,2%.
No farelo de soja, os embarques somaram 1,9 milhão de toneladas, alta de 13%, com preços estáveis em US$ 356/t. Já o óleo de soja registrou 146 mil toneladas exportadas, aumento de 66%, com o preço médio de US$ 1.101,4/t, 7% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. No total, o complexo movimentou US$ 1,66 bilhão em receita.
Carne bovina mantém preços elevados
O setor de proteínas animais apresentou desempenho consistente.
As exportações de carne bovina in natura somaram 231,8 mil toneladas, alta de 29% em relação a janeiro de 2025. O preço médio permaneceu elevado, atingindo US$ 5.573,2/t, aumento de 11% na comparação anual.
A carne de frango manteve estabilidade, com 396 mil toneladas exportadas, alta de 3,7%, e preço médio de US$ 1.918,3/t.
Já a carne suína in natura teve avanço de 14%, com 100 mil toneladas embarcadas e preço médio de US$ 2.515,8/t, crescimento de 2,6% frente ao mesmo período do ano passado.
Setor sucroenergético sofre retração nas vendas externas
O complexo sucroenergético foi o principal responsável pela queda no desempenho geral das exportações em janeiro.
As vendas externas de etanol registraram forte recuo de 76% frente a janeiro de 2025, totalizando 44 mil m³, com preço médio de US$ 543,8/m³, redução de 3%.
O açúcar VHP teve queda de 2%, com 1,6 milhão de toneladas exportadas a US$ 357,8/t, preço 25% menor em relação ao ano anterior. O açúcar refinado também caiu 2,4%, somando 323 mil toneladas, com preço médio de US$ 373,1/t, queda de 30% na comparação anual.
Milho avança e algodão registra queda
As exportações de milho cresceram 18% frente a janeiro de 2025, totalizando 4,2 milhões de toneladas, com preços estáveis em US$ 218,7/t.
Por outro lado, o algodão em pluma apresentou retração de 24%, com 317 mil toneladas embarcadas e preço médio 10% inferior, a US$ 1.543,5/t.
Café em retração e celulose estável
Entre os demais produtos, o café verde teve queda expressiva de 42% no volume exportado, totalizando 141 mil toneladas, apesar da alta de 33% nos preços médios, que atingiram US$ 7.172,6/t.
A celulose manteve desempenho estável, com 1,9 milhão de toneladas exportadas e leve valorização de 2% nos preços.
O suco de laranja concentrado (FCOJ) teve resultado neutro, com volumes estáveis e queda de 41% nos preços médios.
Panorama anual de 2025
No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, o agronegócio brasileiro apresentou crescimento relevante em setores como carne bovina (+21%), óleo de soja (+11%) e celulose (+13%).
Em contrapartida, houve retrações nas exportações de açúcar refinado (-10%), café verde (-18%) e trigo (-18%).
Análise e perspectivas
Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o desempenho de janeiro reflete a sazonalidade natural do setor e a volatilidade dos preços internacionais.
A instituição destaca que a demanda global permanece sólida, especialmente nos mercados asiáticos, e que a soja seguirá como um dos principais motores das exportações brasileiras em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Paraná amplia área de milho e pode registrar safra histórica na segunda safra de 2026
O Paraná registra forte expansão na área destinada ao milho na primeira safra de 2025/26, com crescimento de 31% em relação ao ciclo anterior. O avanço consolida o cereal como uma das principais culturas do Estado e reforça a expectativa de uma segunda safra recorde, com potencial de ultrapassar 21 milhões de toneladas somando os dois ciclos.
Os dados são do relatório mensal de safra do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e refletem mudanças importantes no comportamento do produtor diante do cenário de mercado.
Milho ganha espaço com preços mais estáveis e menor atratividade da soja
Na primeira safra, o milho ocupou 364,9 mil hectares no Paraná, contra 278,3 mil hectares registrados no ciclo anterior. O crescimento foi atribuído principalmente à maior estabilidade dos preços do cereal em comparação à soja, que enfrentou menor atratividade comercial no período.
Segundo técnicos do Deral, o cenário de preços levou muitos produtores a migrarem para o milho, que apresenta maior previsibilidade de produtividade e retorno em relação à oleaginosa em determinados momentos do mercado.
A produção da primeira safra superou 4 milhões de toneladas, reforçando o peso da cultura no planejamento agrícola estadual.
Segunda safra de milho deve ser a maior da história no Paraná
A segunda safra de milho também registra avanço expressivo, com 2,9 milhões de hectares cultivados, alta de 7% em relação ao ciclo anterior e maior área já registrada no estado.
A expansão ocorreu, principalmente, sobre áreas tradicionalmente ocupadas pelo trigo, refletindo o fortalecimento do cereal no sistema produtivo paranaense.
A projeção do Deral indica que, em condições climáticas normais, a produção da segunda safra pode superar 17,5 milhões de toneladas. Somadas as duas safras, o Paraná pode ultrapassar a marca de 21 milhões de toneladas de milho em 2026.
Clima e geadas ainda são fatores de atenção
Apesar do cenário positivo, o desempenho da segunda safra depende das condições climáticas nos próximos meses. Geadas recentes causaram impactos pontuais em regiões do Sul do estado, sem comprometimento relevante para a cultura do milho, segundo técnicos.
A preocupação agora se concentra na possibilidade de novos eventos climáticos nas próximas semanas, que podem interferir no potencial produtivo das lavouras em fase de definição.
Trigo mantém bom desenvolvimento no campo paranaense
A cultura do trigo apresenta bom desempenho no Paraná, com mais de 61% da área já semeada. A estimativa total para a safra 2026 é de 722 mil hectares, com produção projetada em 2,4 milhões de toneladas.
De acordo com técnicos do Deral, as condições climáticas do inverno tendem a ser influenciadas por um possível El Niño mais intenso no segundo semestre, o que pode resultar em temperaturas mais amenas e maior volume de chuvas, favorecendo tanto o trigo quanto o planejamento da próxima safra de verão.
Batata registra queda e clima impacta colheita da segunda safra
A primeira safra de batata foi concluída com redução de área e produção em comparação ao ciclo anterior. Já a segunda safra enfrenta dificuldades devido ao excesso de chuvas, que prejudicou o ritmo de colheita.
A produção estimada recuou cerca de 2%, enquanto a produtividade apresentou queda de 6%, segundo o Deral.
Cebola tem retração de área, mas produtividade avança com tecnologia
A área cultivada com cebola segue em queda no Paraná, refletindo o cenário nacional de excesso de produção nos últimos anos e pressão sobre os preços ao produtor.
Para a safra 2026/27, já foram plantados 212 hectares, o equivalente a 9% da área prevista de 2,4 mil hectares. A produção estimada é de 93,3 mil toneladas, com início de colheita previsto para outubro, dependendo das condições climáticas.
Apesar da retração na área, a cultura apresenta forte avanço tecnológico. O uso de híbridos, semeadura direta e irrigação elevou a produtividade de 26.092 kg/ha em 2018 para 39.075 kg/ha na safra atual.
O Paraná respondeu por 5,6% da produção nacional de cebolas em 2024, ocupando a sétima posição entre os estados produtores, com destaque para as regiões de Guarapuava, Irati e Curitiba.
Leite e avicultura mostram desempenho positivo no boletim do Deral
O boletim semanal do Deral aponta valorização na cadeia do leite no Paraná, impulsionada pela redução na captação industrial. O preço do leite cru pago ao produtor registrou alta de 13% em relação à média de abril, refletindo maior equilíbrio entre oferta e demanda.
Na avicultura, o Paraná mantém liderança absoluta nas exportações brasileiras. No primeiro quadrimestre, o estado embarcou 791,1 mil toneladas de carne de frango, com faturamento de US$ 1,43 bilhão.
O desempenho representa crescimento no volume exportado e aumento da receita, sustentado principalmente pela forte demanda de mercados como China e Japão, que seguem como principais destinos da proteína paranaense.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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