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Frete rodoviário inicia 2026 em alta e atinge média de R$ 7,61 por km, aponta Edenred Repom

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Custo do transporte segue em trajetória de alta no início do ano

O valor médio do frete rodoviário por quilômetro rodado no Brasil começou 2026 em elevação, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred Repom. Em janeiro, o preço médio atingiu R$ 7,61, registrando alta de 2,28% em relação a dezembro de 2025 — o terceiro aumento consecutivo.

De acordo com o levantamento, o avanço é reflexo direto do reajuste no ICMS dos combustíveis, que elevou os custos do diesel e manteve a pressão sobre o setor de transporte.

Impacto dos combustíveis pesa sobre o preço do frete

Mesmo com o anúncio da Petrobras de redução no preço-base do combustível às distribuidoras, o efeito tributário acabou anulando a queda, impedindo que o alívio chegasse aos postos.

Esse cenário resultou em custos mais altos de abastecimento, impactando diretamente o valor final do frete em todo o país.

Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o preço médio nacional do diesel comum subiu 0,97% em janeiro, sendo vendido a R$ 6,25, enquanto o diesel S-10 registrou alta de 0,80%, alcançando R$ 6,27 por litro.

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Reajuste do piso mínimo contribui para pressão nos custos

Outro fator que influenciou o aumento foi a nova tabela do piso mínimo do frete, publicada em 20 de janeiro, com reajuste superior a 3% e alterações na metodologia de cálculo.

De acordo com Vinicios Fernandes, a medida começou a valer apenas na segunda quinzena do mês, mas já contribuiu para o movimento de alta e deve ter efeito mais forte a partir de fevereiro.

“O reajuste da tabela do piso mínimo e o aumento nos custos operacionais mantêm a pressão sobre o preço do frete. A tendência é de que o impacto seja mais significativo nos próximos meses”, explica Fernandes.

Perspectivas para o transporte rodoviário

O início de 2026 confirma um cenário de custos elevados e margens pressionadas para o transporte de cargas. A expectativa do setor é que, mesmo com possíveis ajustes no preço dos combustíveis, a carga tributária e as novas regras de cálculo continuem influenciando os valores praticados.

A análise da Edenred Repom reforça a importância do monitoramento constante dos custos logísticos e da gestão eficiente de fretes, especialmente em um contexto de volatilidade tributária e instabilidade nos preços dos combustíveis.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio respondeu por 45,7% das exportações brasileiras em junho

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Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que o agronegócio foi responsável por 45,7% de todas as exportações brasileiras em junho, totalizando R$ 85,77 bilhões — um avanço de 14% na comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, o setor exportou R$ 450,25 bilhões, alta de 6,2%.

Mais do que índices macroeconômicos, esse desempenho define o horizonte para os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros). Em um momento em que a exportação flui — impulsionada pela soja (R$ 32,36 bilhões em junho) e pela carne bovina, que teve a China consolidada como principal destino após compras na casa dos R$ 33,50 bilhões — a capacidade de pagamento do produtor rural e das empresas da cadeia produtiva é reforçada, criando um cenário favorável para a originação de crédito de melhor qualidade.

A força das exportações do agro não está concentrada apenas nos grandes polos. Os dados da CNM indicam que 1.497 municípios brasileiros registraram exportações do setor em junho, com Mato Grosso (R$ 15,61 bilhões) e São Paulo (R$ 12,66 bilhões) liderando a ponta.

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Fonte: Pensar Agro

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