Agro
Produtividade da cana-de-açúcar varia conforme volume de chuvas no Noroeste do RS
Clima irregular influencia rendimento da cana-de-açúcar
A produtividade das lavouras de cana-de-açúcar na região administrativa de Santa Rosa (RS) tem apresentado variações significativas em 2026, conforme as condições climáticas locais. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, a área cultivada com a cultura soma 2.179 hectares, com produtividade média de 54 toneladas por hectare.
O boletim destaca que o comportamento irregular das chuvas, somado às altas temperaturas registradas nas últimas semanas, tem impactado o desenvolvimento das plantações em diversas localidades.
Estresse hídrico afeta lavouras em áreas com pouca chuva
De acordo com o levantamento, em regiões que enfrentaram períodos prolongados de calor intenso e baixos volumes de precipitação, foram observados sinais de estresse hídrico nas lavouras, comprometendo o crescimento e o vigor das plantas.
Por outro lado, áreas que receberam chuvas mais regulares apresentaram melhor desempenho vegetativo, refletindo o papel essencial da umidade no ciclo produtivo da cana-de-açúcar.
Preço ao produtor mantém estabilidade
O informativo também aponta que o preço médio pago ao produtor pela cana-de-açúcar na região está em torno de R$ 136,60 por tonelada, valor que indica estabilidade nas negociações nos últimos meses, mesmo diante da variação climática e dos impactos sobre a produtividade.
Perspectivas para o setor
Com o avanço do ciclo produtivo e a previsão de novas frentes de instabilidade climática no estado, a expectativa da Emater/RS-Ascar é de que as lavouras possam recuperar parte do potencial produtivo nas regiões onde as chuvas se normalizarem.
No entanto, o órgão reforça a importância de monitoramento constante e manejo adequado do solo e da irrigação para reduzir os impactos das oscilações climáticas sobre a cultura da cana.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia
O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.
O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.
Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.
O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.
Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.
Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.
Fonte: Pensar Agro
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