Educação
MEC visita obras do novo Campus Sete Lagoas do IFTM
O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, uma visita técnica às obras de implantação do Campus Sete Lagoas do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM). A nova unidade integra o plano de expansão que prevê mais de 100 novos campi de institutos federais pelo Brasil, com investimento de R$ 2,5 bilhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal. A agenda integra os compromissos oficiais do ministro Camilo Santana no estado.
A unidade de Sete Lagoas (MG) está recebendo investimento de R$ 25 milhões. As obras do campus foram iniciadas em janeiro de 2025 e a previsão de entrega é para o final de abril de 2026. De acordo com o ministro Camilo Santana, já estão sendo feitas a nomeação e a lotação de professores e servidores para o novo campus, que já conta com 60% da obra concluída. “Nós vamos começar as aulas com o ensino médio integrado ao técnico a partir do dia 23 de fevereiro, logo depois do carnaval. O novo campus terá duas turmas que terão aulas em uma área alugada pela prefeitura para receber os 70 alunos que já foram selecionados. Eles farão curso de automação e outro na área de desenvolvimento de sistemas, na área de tecnologia. Portanto, são dois cursos importantes” afirmou.
Os primeiros estudantes do Campus Sete Lagoas do IFTM cursarão o ensino médio integrado ao técnico em automação industrial e ensino médio integrado ao técnico em desenvolvimento de sistemas, com 35 alunos em cada turma.
A nova unidade terá blocos de salas de aula, biblioteca, espaços destinados ao apoio administrativo e laboratórios de informática e multiuso para disciplinas como física, química e biologia. Atualmente o IFTM possui nove campi e um polo de inovação. No total, o instituto oferta 146 cursos com 5,8 mil vagas anuais, tem 11,3 mil matriculados e conta com quadro técnico de 616 docentes e 513 técnicos administrativos em educação. O atual reitor, Marcelo Ponciano da Silva, ocupa o cargo desde 2023.
Consolidação – O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,4 bilhão. Essa ação visa aos campi que ainda não têm infraestrutura completa. As prioridades do investimento na consolidação são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFTM, são R$ 32,7 milhões de investimentos na ação de consolidação. Entre 2023 e 2025, foram repassados R$ 20,6 milhões. Até 2026, estão previstos outros R$ 12,1 milhões.
Agenda – Nesta quarta (11), o ministro Camilo Santana também visita o campus Sete Lagoas da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), que recebe investimento de R$ 25,3 milhões do Novo PAC, para obras de melhoria dos campi. Só para o campus de Sete Lagoas (MG), são R$ 7,9 mi para construção de complexo esportivo e/ou cultural, salas de aula e restaurante universitário.
Já na quinta (12), Santana inaugurará o restaurante estudantil do Campus Machado do Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS), além de realizar visita técnica às obras da Faculdade de Odontologia e participar da cerimônia de inauguração de um conjunto de obras que contemplam os campi de Alfenas e Poços de Caldas da Universidade Federal de Alfenas (Unifal).
Resumo | Mais educação para Minas Gerais
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte
De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.
Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.
“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.
O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.
Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda.
O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.
Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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