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Excelência científica: instituições científicas do MCTI conquistam nota máxima na avaliação da Capes

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Quatro instituições científicas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) receberam nota máxima no principal indicador da qualidade do ensino superior brasileiro. A avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) reconheceu que os programas de pós-graduação dessas entidades têm inserção internacional consolidada e que a produção acadêmica delas é de alta relevância.  

Receberam nota 7 a organização social Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e as unidades de pesquisa Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF); Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict); e Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). 

Foram analisados critérios como produção intelectual, formação de mestres e doutores, impacto social e cooperação global. Com esses resultados, as instituições vinculadas do MCTI reafirmam seu papel estratégico na soberania científica e tecnológica do País e garantem que o conhecimento produzido nos laboratórios se transforme em soluções práticas para a sociedade brasileira. 

Agora, o desafio é sustentar o patamar de excelência por meio de parcerias com o setor privado e garantir o fomento para novos talentos. “Manter a nota 7 exige o aprimoramento contínuo em todas as frentes: da produção científica à cooperação internacional”, destaca o coordenador da Pós-Graduação do LNCC, Antônio Tadeu Azevedo Gomes. 

Sobre a avaliação da Capes 

Os programas de pós-graduação no Brasil são submetidos a um processo de avaliação quadrienal coordenado pela Capes. Durante o período, são coletadas informações sobre o destino dos egressos (distribuídos entre academia, indústria e organizações globais), a produção científica de alunos e docentes, além da eficácia do planejamento estratégico e da autoavaliação institucional. 

Um programa recebe nota 6 ou 7 quando tem boa inserção nacional, regional e internacional, além de boa produção científica e destino qualificado dos egressos. Essa classificação se traduz em produção científica publicada em periódicos de alto impacto; acordos de cooperação firmados com instituições globais; e formação de mestres e doutores capazes de atuar tanto na academia quanto na indústria de ponta. 

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No LNCC, por exemplo, os egressos são bem recebidos tanto na academia quanto no mercado. Também existem parcerias com instituições como o Instituto de Matemática e Computação Francês, o Barcelona Supercomputer Center e a Academia de Ciências Chinesa. Há cinco docentes incluídos entre os 2% mais influentes cientistas do mundo, de acordo com levantamento feito pela Universidade de Stanford 

Conheça as vinculadas nota 7 do MCTI

– Instituto de Matemática Pura e Aplicada 

Referência mundial, o Impa mantém a nota 7 desde o início da implementação do atual sistema de avaliação da pós-graduação no Brasil. Portanto, o instituto tem o primeiro programa de pós-graduação em Matemática no Brasil a atingir o nível de excelência internacional reconhecido pela Capes. 

A organização social se destaca também por ser a única instituição da América Latina com um pesquisador laureado com a Medalha Fields, o Arthur Avila. A condecoração é considerada o Nobel da Matemática. 

O instituto é o pilar da matemática avançada no Brasil e forma pesquisadores que ocupam posições de liderança nas melhores universidades do globo. Recentemente, a instituição expandiu sua atuação com o Impa Tech. 

– Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia 

O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do Ibict consolidou-se como referência na área. Segundo o diretor da unidade de pesquisa, Tiago Braga, receber a nota máxima na avaliação da Capes representa o esforço coletivo de todas as pessoas que passaram pelo curso ao longo dos anos. “Somos a casa da informação no Brasil, e cabe a nós sermos referência no ensino e na pesquisa na área. Acredito que temos muito a contribuir para o País e essa nota nos permitirá alcançar ainda mais pessoas”, avalia o diretor do Ibict. 

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– Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas 

O coordenador da Pós-Graduação da CBPF, Roberto Sarthour, destaca que “esse resultado é fruto de um acompanhamento contínuo das atividades acadêmicas, do planejamento coletivo e do compromisso com a formação de qualidade”. Para ele, a nota é fruto do trabalho conjunto de docentes, discentes, técnicos e analistas. 

Para os doutorandos Munique Eva de Araújo e Matheus Balbino (dois entre os mais de cem alunos regularmente matriculados), o resultado reflete uma experiência construída no cotidiano do CBPF. “Os alunos contribuem diariamente, no contato com pesquisadores e colaboradores, exercendo pesquisa de alto nível. Isso acarreta e contribui para uma instituição forte e de referência na comunidade científica.” 

– Laboratório Nacional de Computação Científica 

O LNCC opera o Supercomputador Santos Dumont, o maior da América Latina. O laboratório tem hoje 50 alunos de doutorado e 42 de mestrado. Por ano, ingressam na unidade cerca de 16 doutorandos e 20 mestrandos.  

O diretor do LNCC, Fábio Borges, explica que uma das principais missões da unidade é formar recursos humanos na área de computação científica. “A nossa produção tem impacto na vida das pessoas e alcança diferentes áreas do conhecimento, como bioinformática, inteligência artificial, computação de alto desempenho”, afirma.  

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente

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O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.

Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.

Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.

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Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.

A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Painéis temáticos

No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.

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O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.

No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.

No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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