Paraná
R$ 21,1 milhões: governador anuncia construção de trincheira na BR-277, em Cascavel
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta segunda-feira (08), durante o Show Rural Coopavel, a construção de uma trincheira na BR-277, interligando os bairros Região do Lago e Cascavel Velho. A obra é uma demanda histórica da região Sul do município do Oeste paranaense e traz uma solução definitiva para um dos pontos mais críticos de mobilidade urbana da rodovia.
O Governo do Estado vai investir R$ 21,1 milhões na construção da trincheira, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL). Para Ratinho Junior, a obra representa o fim de um gargalo logístico na principal cidade do Oeste do Estado. “Estamos comemorando este dia de Show Rural com grandes anúncios, como a ligação entre a Cascavel Velha e a cidade moderna, superando a divisão causada pela rodovia”, afirmou.
“Tenho a certeza de que estamos deixando um estado organizado, preparado para ser referência no Brasil e para cuidar das pessoas, onde colocamos o Paraná em um novo patamar. Saímos de R$ 400 bilhões para quase R$ 800 bilhões de PIB, fruto de um time organizado, planejado, que trabalhou junto com a iniciativa privada e o agronegócio, sem perder tempo com brigas políticas, possibilitando que tirássemos grandes obras como essa do papel”, completou.
A intervenção prevê a implantação de uma passagem inferior, com trincheira e duplicação da rodovia, garantindo mais segurança viária no trecho, que possui um alto índice de acidentes. A medida busca reduzir conflitos no trânsito, melhorar o fluxo de veículos e aumentar a segurança de quem utiliza diariamente a BR-277 para se deslocar entre bairros e regiões da cidade.
A trincheira do Cascavel Velho é considerada uma das intervenções prioritárias para a mobilidade urbana do município, tanto pelo volume de tráfego quanto pelo histórico de acidentes no local. Atualmente, o principal acesso da região é feito pelo Trevo do Portal, que já não consegue atender de forma eficiente o fluxo intenso de veículos, especialmente nos horários de pico.
“Estamos concluindo o governo com todos os compromissos cumpridos e assinando mais um: a construção da trincheira no Cascavel Velho, que vai trazer mobilidade e salvar vidas. Uma obra que faz jus à história de Cascavel, por onde passou o desenvolvimento da cidade”, ressaltou o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.
A obra vai conectar a Rua Munique, no bairro Cascavel Velho, à Rua Waldemar Casagrande, na região do Lago Municipal. O sistema também contará com alças de acesso à rodovia, facilitando a entrada e saída de veículos. Ela deve impactar diretamente mais de 65 mil moradores da região sul de Cascavel, que há anos convivem com congestionamentos, dificuldades de acesso e riscos no trânsito.
O secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, afirmou que a obra faz parte de um planejamento integrado, pensando o Estado para as próximas décadas. “Estamos falando de novos portos, mais rodovias e infraestrutura urbana. Tudo isso está sendo planejado e executado para que o Paraná não perca ritmo e continue crescendo com fôlego. Hoje anunciamos um grande investimento para a região Sul de Cascavel, uma reivindicação antiga que é a construção de um viaduto”, lembrou.
“Estive com o prefeito Renato Silva logo no início do mandato, inclusive na concessionária, porque esse trecho estava previsto no contrato, mas não podíamos esperar tanto tempo. É uma obra que integra o município. As grandes cidades do Paraná, especialmente as metropolitanas e polos regionais, vivem um momento especial, com necessidade crescente de infraestrutura. O Paraná está sendo pensado e planejado dessa forma, com obras que fazem parte dessa nova etapa de desenvolvimento do nosso Estado”, finalizou.
O prefeito de Cascavel, Renato Silva, celebrou o anúncio da trincheira. “Obrigado pelo carinho e pela dedicação que vocês têm demonstrado com a nossa cidade. O anúncio dessa trincheira no Cascavel Velho, tão sonhada e tão difícil de sair do papel, é uma grande conquista. Sabemos o quanto é demorado o processo até que uma obra seja aprovada e executada. Por isso, hoje é um dia de comemoração”, disse.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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