Agro
Produtores Gaúchos Reclamam de Nova Queda no Preço do Leite Pago ao Produtor
O preço do leite voltou a gerar preocupação entre os produtores do Rio Grande do Sul. A Associação de Criadores de Gado Holandês do Estado (Gadolando) informou ter recebido diversas queixas de produtores sobre novas reduções no valor pago pelas indústrias, mesmo com o mercado nacional e internacional apontando para estabilidade ou leve alta nas cotações.
Queda no preço preocupa produtores
Segundo relatos encaminhados à entidade, o valor pago pelo litro de leite sofreu cortes que variam entre R$ 0,10 e R$ 0,20 nas últimas semanas. De acordo com o presidente da Gadolando, Marcos Tang, os produtores estão inconformados com a situação.
“Os produtores estão questionando, com todo o mérito e justiça, por que o preço continua baixando neste mês. Isso acontece justamente quando as reuniões do Conseleite e o mercado internacional indicam estabilidade e até aumento nas negociações”, destacou Tang.
A redução vem em um momento em que os produtores esperavam recuperação das margens, após meses de instabilidade e custos elevados.
Dificuldades no campo agravam situação financeira
Tang lembra que o setor lácteo gaúcho atravessa um período de extrema dificuldade. Nos últimos anos, os produtores foram afetados por estiagens severas e, mais recentemente, enchentes que impactaram diretamente a produção.
“O produtor vem enfrentando uma fase muito delicada, praticamente sem margem de manobra financeira. Diante desse contexto, fica difícil compreender a lógica de novas reduções no preço pago pelo leite”, observou o dirigente.
A combinação de custos altos, queda no preço e perdas climáticas tem colocado pressão sobre a sustentabilidade da atividade leiteira no estado.
Gadolando pede diálogo entre produtores e indústrias
A Gadolando reforçou sua preocupação com o impacto econômico das reduções e defendeu a necessidade de diálogo entre produtores e indústrias para restabelecer o equilíbrio na cadeia produtiva.
“Produtor e indústria precisam sentar, conversar e se entender. É necessário um convívio pacífico e equilibrado, porque um depende enormemente do outro para que a cadeia funcione de forma sustentável”, afirmou Tang.
A entidade pretende acompanhar de perto a movimentação do mercado e buscar articulação com o Conseleite-RS e demais instituições do setor para compreender as causas e cobrar medidas que garantam previsibilidade e estabilidade aos produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.
No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.
A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.
O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.
No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.
Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.
A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.
No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.
O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.
No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.
Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.
O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.
Fonte: Pensar Agro
-
Política Nacional4 dias agoConfira o que pode e o que não pode até o dia da votação
-
Esportes7 dias agoCRB goleia o Cuiabá por 3 a 0 e entra na briga direta pelo G6 da Série B
-
Esportes7 dias agoCBF define calendário com semifinais da Copa do Brasil e rodadas do Brasileirão
-
Agro4 dias agoChuva trava colheita enquanto mercado internacional paga mais pelo produto
-
Política Nacional6 dias agoChega ao Congresso projeto que torna crime a exploração de bets
-
Brasil5 dias agoNovo Caged: Emprego formal gera 165,8 mil vagas em agosto e acumula 1,13 milhão de postos no ano
-
Esportes5 dias agoBrasil vira sobre a Austrália e vence por 4 a 2 em amistoso
-
Brasil5 dias agoDiamantina: cidade entre montanhas preserva um Patrimônio Mundial em Minas Gerais
