Connect with us


Agro

Produtores Gaúchos Reclamam de Nova Queda no Preço do Leite Pago ao Produtor

Publicado em

O preço do leite voltou a gerar preocupação entre os produtores do Rio Grande do Sul. A Associação de Criadores de Gado Holandês do Estado (Gadolando) informou ter recebido diversas queixas de produtores sobre novas reduções no valor pago pelas indústrias, mesmo com o mercado nacional e internacional apontando para estabilidade ou leve alta nas cotações.

Queda no preço preocupa produtores

Segundo relatos encaminhados à entidade, o valor pago pelo litro de leite sofreu cortes que variam entre R$ 0,10 e R$ 0,20 nas últimas semanas. De acordo com o presidente da Gadolando, Marcos Tang, os produtores estão inconformados com a situação.

“Os produtores estão questionando, com todo o mérito e justiça, por que o preço continua baixando neste mês. Isso acontece justamente quando as reuniões do Conseleite e o mercado internacional indicam estabilidade e até aumento nas negociações”, destacou Tang.

A redução vem em um momento em que os produtores esperavam recuperação das margens, após meses de instabilidade e custos elevados.

Dificuldades no campo agravam situação financeira

Tang lembra que o setor lácteo gaúcho atravessa um período de extrema dificuldade. Nos últimos anos, os produtores foram afetados por estiagens severas e, mais recentemente, enchentes que impactaram diretamente a produção.

“O produtor vem enfrentando uma fase muito delicada, praticamente sem margem de manobra financeira. Diante desse contexto, fica difícil compreender a lógica de novas reduções no preço pago pelo leite”, observou o dirigente.

A combinação de custos altos, queda no preço e perdas climáticas tem colocado pressão sobre a sustentabilidade da atividade leiteira no estado.

Leia mais:  Presidente do IA participado do 23° Congresso Brasileiro da Agronomia no RS
Gadolando pede diálogo entre produtores e indústrias

A Gadolando reforçou sua preocupação com o impacto econômico das reduções e defendeu a necessidade de diálogo entre produtores e indústrias para restabelecer o equilíbrio na cadeia produtiva.

“Produtor e indústria precisam sentar, conversar e se entender. É necessário um convívio pacífico e equilibrado, porque um depende enormemente do outro para que a cadeia funcione de forma sustentável”, afirmou Tang.

A entidade pretende acompanhar de perto a movimentação do mercado e buscar articulação com o Conseleite-RS e demais instituições do setor para compreender as causas e cobrar medidas que garantam previsibilidade e estabilidade aos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa

Published

on

Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).

Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.

A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.

Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.

Leia mais:  Feijão carioca rompe R$ 300 e mercado testa limite de consumo no Brasil

Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.

Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.

No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.

Leia mais:  Estoques de café na Europa caem ao menor nível desde 2024, aponta Hedgepoint

Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.

No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.

A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.

O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262