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Mercado do trigo apresenta recuperação internacional e expectativas de alta no Brasil

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O mercado global e nacional de trigo mostra sinais de recuperação e expectativas positivas para os próximos meses. Enquanto as bolsas internacionais registram alta impulsionada por fatores climáticos e técnicos, o mercado brasileiro segue com ritmo lento, mas com projeções de valorização a partir do segundo trimestre, especialmente no Sul, onde a qualidade do cereal tende a influenciar diretamente os preços.

Sul do Brasil: mercado de trigo avança com expectativa de alta nos preços

De acordo com análise da TF Agroeconômica, os moinhos do Sul do país permanecem bem abastecidos, o que mantém o ritmo de negociações em compasso lento. Contudo, há expectativa de recuperação de preços a partir de abril, impulsionada pela oferta mais restrita e pela valorização do trigo de melhor qualidade.

No Rio Grande do Sul, os preços seguem estáveis entre R$ 1.150 e R$ 1.200 por tonelada nas indústrias, enquanto o valor pago ao produtor em Panambi gira em torno de R$ 54,00 por saca. A tendência de alta é reforçada pela limitação da oferta argentina e pela retenção dos produtores, que priorizam a venda de soja e milho no momento. Além disso, o embarque de 66 mil toneladas de trigo gaúcho para o Nordeste destaca a competitividade e qualidade do produto nacional.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado, concentrado no segmento de sementes. Poucos vendedores estão dispostos a negociar, e os preços seguem em torno de R$ 1.200 FOB para trigo-pão e R$ 1.300 para melhorador, valores ainda pouco atrativos aos moinhos. O trigo gaúcho e o paraguaio têm chegado com preços mais competitivos, e produtores já avaliam reduzir a área plantada na próxima safra, migrando parte da produção para o milho.

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No Paraná, há sinais de leve aumento na demanda e pequenas altas regionais nos preços. Ainda assim, o mercado físico continua pressionado pela forte competitividade do trigo gaúcho e paraguaio, com destaque para as regiões dos Campos Gerais, Norte e Oeste.

Trigo tem alta nas bolsas internacionais, mesmo com melhora climática

No mercado internacional, o trigo encerrou o pregão em alta nas bolsas norte-americanas, mesmo diante da melhora nas condições climáticas em importantes regiões produtoras. O avanço foi impulsionado pela valorização da soja e do milho, além de ajustes técnicos realizados por operadores.

Em Chicago, o contrato de março do trigo brando (SRW) subiu 1,61%, fechando a US$ 5,35 por bushel, enquanto o vencimento de maio avançou 1,45%, a US$ 5,44. Em Kansas, o trigo duro (HRW) valorizou 1,56%, encerrando a US$ 5,38, e em Minneapolis, o trigo de primavera (HRS) teve alta de 0,62%, cotado a US$ 5,69 por bushel. Já na Europa, o trigo para moagem recuou levemente, a 193,50 euros por tonelada.

Segundo a TF Agroeconômica, a valorização ocorre mesmo com exportações consideradas medianas e melhora do clima nas planícies americanas e na região do Mar Negro. Ainda assim, a seca persistente em áreas dos EUA e a expectativa de novas compras de grãos pela China ajudaram a sustentar os preços.

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Recuperação técnica e expectativa de relatório do USDA sustentam o mercado

A Bolsa de Chicago (CBOT) também registrou movimento de recuperação técnica, após quedas anteriores, com suporte em vendas sólidas do trigo norte-americano.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas de trigo da safra 2025/26 totalizaram 373,9 mil toneladas na semana encerrada em 29 de janeiro, com destaque para 90,9 mil toneladas destinadas às Filipinas.

O mercado aguarda agora a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, prevista para o dia 10 de fevereiro, que trará atualizações sobre estoques dos EUA e do mundo. As estimativas indicam estoques finais norte-americanos de 916 milhões de bushels, e globais de 278,3 milhões de toneladas, sinalizando estabilidade nos níveis de oferta.

Perspectivas: qualidade e logística serão determinantes

Com a recuperação dos preços internacionais e a expectativa de restrição de oferta nos principais estados produtores, o mercado de trigo deve ganhar fôlego nos próximos meses.

No Brasil, o destaque ficará por conta da qualidade do cereal do Sul e da capacidade logística de atender às demandas regionais e externas. Já no cenário internacional, o foco segue nas condições climáticas, nas vendas norte-americanas e nas decisões da China, que podem influenciar diretamente a direção dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pastejo diferido cresce na pecuária como solução para reduzir custos e garantir alimento ao rebanho na seca

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Com a chegada do período de estiagem em grande parte do Brasil, pecuaristas intensificam a busca por alternativas que garantam alimentação ao rebanho sem comprometer os custos de produção. Nesse cenário, o pastejo diferido vem se consolidando como uma das principais estratégias para assegurar oferta de forragem durante a seca, preservar o desempenho animal e aumentar a eficiência da pecuária.

A técnica consiste em vedar áreas de pastagem ainda durante o período chuvoso para permitir o acúmulo de massa forrageira, que será utilizada nos meses de menor disponibilidade de pasto. A prática ganha força especialmente em regiões onde a redução das chuvas impacta diretamente a produtividade das pastagens e eleva os gastos com suplementação alimentar.

Segundo Robson Luiz Slivinski Dantas, técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, o pastejo diferido oferece maior segurança nutricional ao rebanho justamente no período mais crítico do ano.

“O produtor consegue garantir alimento mesmo quando o pasto perde qualidade e disponibilidade. Isso evita queda no ganho de peso dos animais e reduz significativamente os custos com volumosos”, explica.

Planejamento é decisivo para o sucesso do manejo

Para alcançar bons resultados, o planejamento deve começar meses antes da seca. A definição das áreas que serão vedadas, a escolha das cultivares forrageiras e a avaliação das condições do solo são fatores fundamentais para o sucesso da estratégia.

De acordo com o especialista, o ideal é iniciar o preparo entre dois e três meses antes da pré-seca, selecionando piquetes com boa drenagem, fertilidade adequada e histórico positivo de manejo.

“O planejamento antecipado reduz riscos relacionados a pragas, excesso de material fibroso e baixa produtividade da forragem”, destaca.

Além disso, o manejo adequado permite maior acúmulo de biomassa e melhora a eficiência de utilização do pasto durante a estiagem.

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Economia pode chegar a 60% nos custos com alimentação

Entre os principais benefícios do pastejo diferido estão a redução dos custos com alimentação, a manutenção do ganho de peso do rebanho e a melhoria da saúde animal.

Segundo Robson Dantas, o custo dos volumosos durante a seca pode variar entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por quilo de matéria seca, enquanto o pasto diferido utiliza forragem produzida dentro da própria fazenda.

“Dependendo do sistema de produção, o pecuarista pode reduzir as despesas com alimentação entre 40% e 60%, liberando recursos para outros investimentos na propriedade”, afirma.

Além da economia, a técnica também contribui para a sustentabilidade da atividade pecuária, favorecendo a conservação do solo e a recuperação mais rápida das pastagens após o retorno das chuvas.

Escolha do capim influencia diretamente o desempenho do sistema

A definição das áreas destinadas ao diferimento deve considerar fatores como fertilidade do solo, facilidade de acesso para suplementação, histórico de pastejo e capacidade de drenagem.

Especialistas recomendam reservar entre 10% e 20% da área total da fazenda para o sistema de pastejo diferido.

Entre as espécies mais indicadas para a prática estão:

  • Brachiaria brizantha cv. Marandu
  • Brachiaria humidicola
  • Brachiaria decumbens
  • Capim-tifton 85

Essas gramíneas apresentam boa capacidade de acúmulo de biomassa e adaptação às condições climáticas da seca.

Manejo correto evita perdas e melhora produtividade

O momento da vedação da pastagem é um dos fatores mais importantes para garantir elevada produção de forragem.

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Entre os principais cuidados recomendados estão:

  • Vedar o pasto com altura entre 40 e 60 centímetros;
  • Realizar adubação nitrogenada entre 100 e 200 kg de nitrogênio por hectare;
  • Fazer controle preventivo de pragas, especialmente lagartas;
  • Utilizar cerca elétrica temporária para otimizar o manejo;
  • Evitar excesso de sombreamento nas áreas vedadas.

Mesmo com o diferimento, o especialista ressalta que a qualidade nutricional do pasto tende a cair durante a seca. Por isso, a suplementação proteica e mineral continua sendo indispensável para manter o desempenho do rebanho.

Falhas no manejo podem comprometer a estratégia

Entre os erros mais frequentes na adoção do pastejo diferido estão a vedação fora da época ideal, ausência de adubação, falta de controle de pragas e o sobrepastejo na entrada dos animais.

Esses fatores reduzem a produção de forragem e comprometem a eficiência do sistema durante a estiagem.

“Quando o manejo é bem executado, o pastejo diferido contribui para manter ganhos médios de peso superiores na seca, reduzir custos de produção e acelerar a recuperação das pastagens no retorno das chuvas”, conclui Dantas.

Nossa Lavoura participa da Rondônia Rural Show 2026

A Rondônia Rural Show 2026 será realizada entre os dias 25 e 30 de maio de 2026, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná (RO).

Durante o evento, a Nossa Lavoura apresentará soluções voltadas para pastagem, nutrição e saúde animal, além de condições comerciais especiais para produtores da região Norte. Robson Luiz Slivinski Dantas também participará da programação técnica, orientando pecuaristas sobre manejo eficiente de pastagens e estratégias para o período seco.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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