Educação
MEC vistoria obras da Universidade Federal do Norte do Tocantins
O Ministério da Educação (MEC) visitou, nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, as obras de construção da primeira ala do bloco de salas de aula do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). A construção, que estava parada e foi retomada em 2024, recebeu investimentos do MEC no valor de R$ 5,2 milhões. O bloco terá três pavimentos que totalizam uma área de mais de 2 mil m². A previsão de inauguração é maio de 2026 — a universidade aguarda apenas a instalação dos equipamentos necessários.
O CCA dispõe de uma infraestrutura acadêmica e produtiva consolidada, que inclui a fazenda escola, setores de produção animal, além da clínica veterinária universitária e de laboratórios especializados, equipados para atender às atividades de ensino, pesquisa e extensão. Parte desses espaços desempenha função social, prestando serviços diretos à comunidade.
Durante a visita às obras, o ministro da Educação, Camilo Santana, destacou o papel estratégico da universidade no desenvolvimento regional e na formação de profissionais qualificados. “A presença de uma universidade na região muda a realidade do ponto de vista econômico e do ponto de vista da formação dos profissionais, principalmente nessa região, que está se desenvolvendo e tem uma vocação muito grande para o agronegócio e a agroindústria. Então, precisamos formar profissionais para atender esse mercado e esse crescimento da região”, afirmou.
Estão em fase de estudos a implantação de novos cursos, como agronomia, engenharia agrícola e engenharia florestal, o que demandará a ampliação de espaços físicos e o fortalecimento da infraestrutura existente. Atualmente, o centro oferta graduação em medicina veterinária e zootecnia.
O CCA integrava o Campus Araguaína da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e foi incorporado durante a criação da UFNT, contribuindo para a formação específica de profissionais qualificados, voltados às demandas produtivas do norte do Tocantins.
UFNT – Criada em 2019 e implantada em 2020, a Universidade Federal do Norte do Tocantins é, hoje, a mais nova entre as federais. Fruto do desmembramento dos campi Araguaína e Tocantinópolis, da UFT, a instituição atende cerca de 5 mil estudantes. A universidade oferta mais de 20 cursos de graduação, 11 de mestrado e quatro de doutorado. Para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, conta com um quadro de aproximadamente 330 docentes efetivos e 240 técnicos administrativos.
A UFNT possui três centros universitários, uma faculdade de ciências da saúde, uma editora, dois restaurantes universitários, uma clínica veterinária universitária, uma fazenda escola, além do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), ligado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Além disso, estão em andamento mais de 100 projetos de extensão e mais de 80 projetos de pesquisa em diversas áreas do conhecimento. A UFNT já admitiu mais de 300 estudantes autodeclarados indígenas e mais de 400 quilombolas e já firmou parcerias com diversas universidades no exterior, como a Universidade de Tyumen, na Rússia.
A universidade tem investimentos de R$ 20 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). São duas obras no Campus Araguaína, que somam R$ 13 milhões, e uma no Campus Tocantinópolis, no valor de R$ 7 milhões.
Agenda – A visita à UFNT faz parte de uma série de agendas que o ministro da Educação, Camilo Santana, cumpriu no Tocantins. Nesta quinta-feira (5), ele também esteve no Campus Palmas e visitou a exposição de projetos de inovação do Instituto Federal do Tocantins (IFT). Na quarta-feira (4), na capital do estado, Santana participou da solenidade de posse da professora Maria Santana Ferreira dos Santos Milhomem no cargo de reitora da UFT.
Resumo | Mais educação para o Tocantins
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados
As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop.
A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.
A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação.
Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares.
Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná.
Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo.
O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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