Brasil
Operação coordenada pelo MJSP garante deslocamento seguro de 7,5 mil torcedores para Brasília
Brasília, 05/02/2026 – A atuação integrada das forças de segurança pública, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), garantiu o deslocamento seguro de cerca de 7,5 mil torcedores organizados do Flamengo e do Corinthians para Brasília (DF), no último fim de semana. Não houve registro de ocorrências graves, como confrontos, mortes ou agressões.
A operação mobilizou aproximadamente 150 ônibus e acompanhou um público estimado em 15 mil pessoas durante a partida realizada na Arena BRB – Mané Garrincha, em 1º de fevereiro.
A ação foi coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Coordenação-Geral de Operações Integradas (CGOI) e da Coordenação-Geral de Inteligência (CGI), no âmbito do Projeto Estádio Mais Seguro, em processo de ampliação para o eixo Torcedor Seguro.
O deslocamento teve início em 31 de janeiro, nos estados de São Paulo (SP) e do Rio de Janeiro (RJ), com passagem por Minas Gerais (MG) e Goiás (GO), até a chegada ao Distrito Federal (DF). Desde a fase de planejamento, foram definidas estratégias para reduzir riscos e evitar o encontro entre torcidas rivais ao longo do trajeto.
A operação contou com a participação das polícias militares dos estados envolvidos, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Cada Unidade da Federação elaborou plano próprio de monitoramento viário, alinhado às diretrizes pactuadas de forma integrada. A atuação incluiu monitoramento permanente, definição de rotas específicas, controle de horários e articulação entre os órgãos, o que garantiu a fluidez do tráfego e a segurança dos torcedores, dos usuários das rodovias e da população local.
Planejamento integrado e atuação coordenada
Com base em estudos técnicos e na troca de informações entre os órgãos de segurança, foram definidos itinerários distintos para cada comboio. A medida reduziu de forma significativa o risco de encontros fortuitos, confrontos, emboscadas e outros episódios de violência.
A experiência reforça que a ausência de planejamento, escolta e controle de fluxo em deslocamentos de torcidas organizadas aumenta a possibilidade de conflitos, bloqueios de vias, vandalismo, furtos e, em situações extremas, mortes, inclusive fora do perímetro do evento esportivo.
No caso da operação realizada na capital federal, a atuação antecipada da Senasp permitiu a organização detalhada das rotas, dos pontos de parada, dos horários de deslocamento e das responsabilidades de cada órgão envolvido.
Além da chegada ao Distrito Federal, o retorno também foi acompanhado. A chamada logística reversa começou logo após o fim da partida, com o deslocamento das caravanas de volta às cidades de origem ao longo do dia 2 de fevereiro, igualmente sem registro de incidentes relevantes.
Modelo para eventos de grande porte
A operação está alinhada às políticas públicas de Aperfeiçoamento da Atividade de Inteligência de Segurança Pública e de Gestão e Inovação em Segurança Pública, que orientam a atuação integrada e baseada em dados para prevenir conflitos e reduzir a violência.
A ação também fortalece o Projeto Estádio Mais Seguro, que amplia a atuação do poder público para além do perímetro dos estádios e incorpora o conceito de Torcedor Seguro desde o deslocamento até o retorno às cidades de origem.
A experiência servirá de referência para futuras operações em eventos esportivos de grande porte, especialmente em partidas com torcidas organizadas e histórico de rivalidade. O modelo consolida práticas de cooperação federativa, uso estratégico da inteligência e atuação preventiva.
Para o MJSP, o resultado da operação demonstra que o planejamento conjunto, a articulação institucional e o monitoramento contínuo são essenciais para garantir a segurança, preservar vidas, reduzir impactos no trânsito e assegurar o direito ao lazer com tranquilidade para toda a população.
Brasil
MJSP transforma Defensoria em Todos os Cantos em programa nacional e premia iniciativas de acesso à Justiça
Brasília, 20/5/2026 – No Dia do Defensor Público, celebrado na terça-feira (19), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou a entrega do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, em solenidade no Palácio da Justiça, na capital federal.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e busca reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por defensorias públicas que contribuam para a garantia de direitos e a redução das desigualdades, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o edital vai além de uma premiação ao reconhecer e fortalecer experiências transformadoras desenvolvidas pelas Defensorias Públicas da União, dos estados e do Distrito Federal.
“São iniciativas que enfrentam desigualdades estruturais, promovem justiça racial, fortalecem os direitos das mulheres, ampliam o uso da tecnologia no acesso à Justiça e atuam na proteção socioambiental, no sistema prisional, nas ouvidorias externas e em tantas outras frentes essenciais para a efetivação de direitos”, afirmou o ministro.
Durante a cerimônia, Wellington Lima assinou a portaria que institui oficialmente o Defensoria em Todos os Cantos como programa nacional.
O dispositivo de honra também contou com a presença da defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado; da presidente do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, Luziane Castro; da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Grando Bregolin; e da coordenadora da Plataforma Justa e integrante da banca de avaliação do projeto, Luciana Zafallon.
“O trabalho de defensoras e defensores públicos precisa ser reconhecido e fortalecido. Enquanto houver pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade no Brasil, a defensoria seguirá como instituição essencial para a garantia da justiça, dos direitos e da democracia”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

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Reconhecimento nacional
Ao todo, sete projetos foram vencedores, além de uma menção honrosa em cada eixo temático, que incluiu áreas como justiça criminal e sistema prisional, justiça racial, justiça socioambiental, enfrentamento à violência e direitos das mulheres. Cada iniciativa vencedora receberá prêmio de R$ 120 mil.
Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, as defensorias públicas exercem papel estratégico na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da cidadania.
“O projeto traduz uma ideia poderosa presente na Constituição: para ser justa, a Justiça precisa alcançar todas as pessoas, realidades e territórios do Brasil, e não apenas as grandes capitais”, destacou a titular da Senajus.
As premiações foram entregues por secretários do MJSP, entre eles André Garcia (Senappen), Marta Machado (Senad), Chico Lucas (Senasp) e Ricardo Morishita (Senacon); pelo diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan; pelo deputado federal Stélio Dener; pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Caroline Dias; além de representantes das defensorias públicas.
Confira a lista de vencedores e menções honrosas
Justiça Criminal e Sistema Prisional
* 1º lugar: Inspeções em Dias de Visita em Unidades Prisionais (SP)
* Menção honrosa: Alerta 180 (MT)
Enfrentamento às Desigualdades Estruturais
* 1º lugar: Central de Vagas em Creches da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
* Menção honrosa: Defensorias do Araguaia – Defensoras e Defensores Públicos pelos Povos Originários do Tocantins (TO), Mato Grosso (MT) e Goiás (GO)
Inovação e Tecnologia para Ampliação do Acesso à Justiça
* 1º lugar: Na Porta da Comunidade (CE)
* Menção honrosa: Pacifica.DEF (PR)
Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais
* 1º lugar: Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas (AM)
* Menção honrosa: Justiça socioambiental e climática: proteção dos territórios tradicionais, da Defensoria Pública do Estado do Pará (PA)
Justiça Racial
* 1º lugar: Ação Cidadã Infância sem Racismo: por uma Educação Antirracista (BA)
* Menção honrosa: Turma da Mel da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
Enfrentamento à Violência e Direitos das Mulheres
* 1º lugar: DefenDelas (SC)
* Menção honrosa: Projeto RenovAÇÃO Homens (DF)
Iniciativas das Ouvidorias Externas
* 1º lugar: Projeto Educação Escolar Indígena como Direito (RS)
* Menção honrosa: Projeto Ìmọ́lẹ: o direito à energia e à dignidade nos territórios tradicionais (MA)
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