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Açúcar enfrenta barreira técnica em Nova York, enquanto etanol mantém preços firmes no Brasil

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Mercado internacional do açúcar esbarra em limitações técnicas

O mercado de açúcar encerrou a semana com um comportamento contido, influenciado por fatores técnicos e macroeconômicos. Segundo levantamento da StoneX, os contratos do açúcar bruto negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) voltaram a encontrar resistência em níveis estratégicos, impedindo novas altas.

O contrato mais negociado do açúcar bruto (NY #11) registrou queda de 1,54% na semana, encerrando a sexta-feira (23) cotado a US¢ 14,73 por libra-peso, uma desvalorização de 23 pontos. Apesar de ter testado novamente a faixa dos US¢ 15 por libra-peso, o ativo não teve força para sustentar um movimento consistente de valorização.

De acordo com a análise, o mercado passa por um período de estabilidade nos fundamentos, com influência maior de variáveis externas. Entre os principais fatores, destaca-se a valorização do real frente ao dólar, o que reduz a competitividade do açúcar brasileiro no mercado internacional e pressiona as exportações.

Etanol mantém alta com oferta restrita e influência tributária

Enquanto o açúcar enfrenta limitações, o mercado de etanol segue apresentando preços firmes no Brasil. Em Ribeirão Preto (SP), principal polo produtor do país, o etanol hidratado foi negociado a R$ 3,75 por litro, mantendo a tendência de alta observada nas últimas semanas.

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Esse movimento de sustentação é reflexo da entressafra da cana-de-açúcar na região Centro-Sul, período de menor disponibilidade do biocombustível. Os estoques reduzidos, próximos das mínimas históricas, reforçam a limitação da oferta no curto prazo.

Além da escassez sazonal, o aumento recente do ICMS sobre combustíveis tem influenciado os preços da gasolina, o que, por sua vez, amplia a competitividade do etanol e ajuda a sustentar suas cotações em níveis elevados.

Cenário segue de atenção para o curto prazo

Com o açúcar travado por barreiras técnicas e o etanol fortalecido pela entressafra e pela tributação, o setor sucroenergético mantém um cenário de cautela e monitoramento constante. Especialistas indicam que a retomada das usinas e as variações cambiais devem definir o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço da maçã cai nas Ceasas em abril, enquanto cenoura, cebola e tomate seguem em alta

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Os preços da maçã continuaram em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento. De acordo com o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela estatal, a fruta apresentou redução média ponderada de 8,06% no atacado durante abril.

O movimento de baixa foi impulsionado pelo aumento da oferta da variedade fuji, em plena fase de colheita, ampliando a disponibilidade do produto nas unidades atacadistas. Em Goiás, os preços chegaram a ficar até 35% menores no período.

Além da maçã, a alface também voltou a registrar retração após meses consecutivos de valorização. Segundo o levantamento, os preços médios da hortaliça caíram 5,94% em abril, enquanto a laranja teve leve recuo de 0,98%, mantendo a tendência de estabilidade observada nos últimos meses.

Oferta maior pressiona preços da maçã e da alface

A Conab destaca que o avanço da colheita e o aumento da oferta explicam a pressão sobre os preços da maçã nas Ceasas brasileiras. No caso da alface, fatores climáticos e melhora das condições de produção favoreceram a produtividade e a qualidade da hortaliça.

As maiores quedas da alface foram registradas no Rio de Janeiro, com retração de 19,11%, e em São Paulo, principal produtor nacional, onde os preços recuaram 18,32%.

Por outro lado, a central de abastecimento de Recife apresentou a maior alta da folhosa, com avanço de 48,89%, refletindo fatores regionais de oferta e demanda.

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Melancia dispara e lidera altas entre as frutas

Entre as frutas analisadas no boletim, a melancia apresentou a maior valorização percentual no atacado. A média ponderada subiu 24,36% em abril, impulsionada pela redução da oferta no mercado.

As maiores altas foram verificadas nas Ceasas de Recife e Goiânia, onde os preços avançaram 45% e 44%, respectivamente.

O mamão também registrou leve valorização de 0,56%, influenciado pela menor disponibilidade da variedade papaya nas principais regiões produtoras. Já a banana teve aumento médio de 1,97%, sustentada pelo aquecimento da demanda e melhora no escoamento da produção, especialmente em Minas Gerais.

Tomate, cebola e cenoura mantêm forte valorização

No grupo das hortaliças, a tendência predominante foi de alta nos preços. Batata e tomate apresentaram elevação semelhante, de 12,53% e 12,55%, respectivamente.

No caso da batata, a valorização foi puxada pela redução da oferta durante a transição de safras, principalmente da produção oriunda do Paraná. As maiores altas ocorreram nas Ceasas de Curitiba e Goiânia.

Já o tomate segue em trajetória de valorização desde dezembro. Em Ceará, os preços chegaram a subir 23,66%, reflexo da menor oferta e da transição entre as safras de verão e inverno.

A cebola também apresentou alta em todas as Ceasas monitoradas, com avanço médio de 23,03%. Apesar da valorização, a Conab avalia que a oferta tende a crescer nos próximos meses, especialmente com o aumento da produção em Santa Catarina, principal fornecedor nacional, que registrou safra 13,1% superior à anterior.

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A cenoura foi a hortaliça com maior alta percentual no período. A média ponderada subiu 48,58% em abril, mantendo preços elevados em todas as centrais analisadas. Os maiores aumentos ocorreram em Belo Horizonte e Vitória, pressionados pela forte demanda sobre a oferta mineira.

Exportações de frutas crescem e faturamento supera US$ 532 milhões

O boletim da Conab também mostra avanço nas exportações brasileiras de frutas e hortaliças no primeiro quadrimestre de 2025.

O volume exportado cresceu 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, gerando faturamento de US$ 532,3 milhões. Apenas em abril, o Brasil embarcou 456 mil toneladas de produtos hortigranjeiros para mercados da Europa, Ásia e Estados Unidos.

Entre os principais destaques das exportações aparecem maçã, melão, manga, melancia, abacate e banana, reforçando a competitividade da fruticultura brasileira no mercado internacional.

Conab destaca papel das Ceasas no abastecimento e controle da inflação dos alimentos

Nesta edição do boletim, a Conab também ressalta a importância das Ceasas e das políticas de abastecimento na mitigação dos efeitos da inflação dos alimentos no país.

Segundo a Companhia, o monitoramento dos mercados atacadistas e a ampliação da eficiência logística têm papel estratégico para garantir maior equilíbrio entre oferta, demanda e preços ao consumidor final.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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