Brasil
Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas abre inscrições até 16 de março
Estão abertas as inscrições para a 21ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Instituições de ensino públicas e particulares de todo o País podem se inscrever até 16 de março no site www.obmep.org.br. A competição é voltada a estudantes a partir do 6º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio.
A Obmep é a maior olimpíada científica do Brasil. Em 2025, a primeira fase da competição atingiu o maior número de escolas e municípios da história. Foram 57.222 unidades de ensino em 5.566 cidades, o que representa 99,93% do País. Mais de 18,5 milhões de estudantes participaram da iniciativa.
A competição é promovida anualmente pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), organização social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com recursos do MCTI e do Ministério da Educação. O objetivo é promover o ensino da matemática, melhorar a qualidade da educação básica no País e reconhecer jovens talentos.
Premiação
O diretor-adjunto e gerente de Olimpíadas do Impa, Jorge Vitório Pereira, destaca a quantidade de premiações neste ano. “Em 2026, serão distribuídas 8.450 medalhas nacionais, sendo 650 de ouro, 1.950 de prata e 5.850 de bronze. Além disso, vamos distribuir mais de 50 mil certificados de menção honrosa”, afirma.
Os alunos de escolas públicas premiados nacionalmente são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), que incentiva o desenvolvimento acadêmico e oferece uma bolsa por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Como se inscrever
As inscrições são feitas diretamente pelas escolas no site da Obmep. O regulamento e todas as informações também estão na página.
Etapas
A Obmep tem duas fases. A primeira consiste em uma prova objetiva com 20 questões, que será aplicada pelas escolas em 9 de julho. Os estudantes mais bem colocados são classificados para a fase seguinte, marcada para 17 de outubro. Nessa fase, os estudantes passam por uma prova composta por seis questões discursivas em local a ser definido.
As provas são elaboradas de acordo com o grau de escolaridade dos alunos:
Nível 1: 6º e 7º anos do Ensino Fundamental
Nível 2: 8º e 9º anos do Ensino Fundamental
Nível 3: Ensino Médio
Brasil
Centro de Informação em Saúde e Clima passa a operar em Porto Alegre (RS) e reforça o monitoramento de riscos climáticos e sanitários
O Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC) de Porto Alegre (RS) passou a operar nesta sexta-feira (10). A unidade monitora riscos relacionados a eventos climáticos, incluindo os impactos associados ao El Niño, por meio da integração de informações climáticas, epidemiológicas, demográficas e socioeconômicas. As análises subsidiam a preparação e a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos órgãos de proteção e defesa civil em períodos de maior risco.
Porto Alegre integra uma rede de oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs), que também contará com unidades em Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Santarém (PA) e Salvador (BA). Na Amazônia Legal, o monitoramento é realizado pelo Centro de Informação em Clima e Saúde da Fiocruz, em Porto Velho (RO), com atuação voltada especificamente para a região
“O Centro de Informação em Saúde e Clima de Porto Alegre, integrado a essa rede nacional, vai produzir informações que permitirão aos profissionais de saúde se prepararem melhor. Também ajudará no planejamento das unidades de saúde e permitirá que a população compreenda como o clima pode afetar a saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os centros monitoram eventos como ondas de calor, chuvas intensas, inundações, estiagens, secas, incêndios florestais e períodos de baixa umidade do ar. As informações produzidas permitem identificar áreas mais vulneráveis e apoiar o planejamento de ações de vigilância, a organização dos serviços de saúde e a comunicação de riscos.
Em Porto Alegre, o acompanhamento será voltado principalmente para chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa, níveis dos rios e episódios de calor extremo. As atividades também buscam reduzir o tempo entre a identificação de um risco e a resposta, com mobilização mais rápida de equipes, insumos e ações de comunicação para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.
A metodologia utilizada pelos CISCs tem como referência experiências brasileiras de integração entre saúde e clima, como o Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro, desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O modelo foi adaptado às características e às necessidades de cada território.
El Niño deve intensificar eventos climáticos extremos no Brasil
O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, já está em curso e tem previsão de permanência até o início de 2027. De acordo com a NOAA (agência meteorológica dos Estados Unidos), há mais de 90% de chance de o fenômeno continuar nos próximos meses, com possibilidade de atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Para o trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, as previsões indicam chuvas acima da média na Região Sul e abaixo do esperado no Centro-Norte do país, além de temperaturas mais elevadas que o normal em praticamente todo o território nacional. O cenário aumenta a possibilidade de ocorrência de ondas de calor, períodos de estiagem e maior risco de incêndios florestais em áreas mais secas.
No Sul do país, incluindo Porto Alegre, a previsão indica maior probabilidade de chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa e episódios de calor extremo. Por isso, o monitoramento realizado pelo CISC considera indicadores como precipitação acumulada, níveis dos rios, risco hidrológico e excesso de calor para apoiar o planejamento das ações de saúde.
Historicamente, episódios de El Niño provocam alterações no padrão de chuvas e temperaturas no Brasil, mas os impactos variam conforme a intensidade do fenômeno e a região afetada. Nos últimos eventos, como em 2023/2024, foram observados períodos de calor extremo e déficit de chuvas em grande parte do país, enquanto o Sul enfrentou episódios de chuvas intensas e enchentes de grande magnitude.
Entre as ferramentas que apoiam esse monitoramento no Brasil está o Painel de Excesso de Calor do Ministério da Saúde, que acompanha diariamente as condições térmicas nos municípios brasileiros. As informações produzidas pelo painel auxiliam na identificação de áreas com maior risco para a saúde e apoiam a emissão de alertas e o planejamento de ações de vigilância e assistência durante períodos de calor intenso.
Amanda Milan
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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