Agro
Algodão inicia 2026 com negócios pontuais e retração no óleo em Mato Grosso
Negócios de curto prazo marcam o mercado físico de algodão
O mercado físico de algodão iniciou 2026 com ritmo moderado e negociações pontuais. Segundo levantamento da Safras Consultoria, as tradings concentraram suas operações em contratos de curto prazo, com prazos médios de até 30 dias, enquanto a indústria manteve postura cautelosa, realizando apenas compras imediatas para atender à demanda corrente — o que o setor chama de atuação “da mão para a boca”.
Em São Paulo, o algodão posto foi cotado a R$ 3,53 por libra-peso, representando alta semanal de 0,57% em relação à quinta-feira anterior (R$ 3,51/lb). Na comparação mensal, o avanço foi de 0,28%, frente à cotação de R$ 3,52 registrada há 30 dias.
Já em Rondonópolis (MT), a pluma foi indicada a R$ 109,62 por arroba, acumulando ganho semanal de R$ 0,40 e valorização de R$ 0,55 no mês. Apesar das leves altas, o mercado segue sem tendência firme de expansão, com negociações travadas entre produtores e compradores.
Óleo de algodão perde valor com menor demanda e concorrência da soja
O mercado de óleo de algodão em Mato Grosso apresentou queda nas cotações em janeiro, revertendo a valorização observada no final de 2025. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que o preço médio nas três primeiras semanas de janeiro ficou em R$ 5.889,10 por tonelada, o que representa retração de 3,21% frente ao mesmo período de dezembro.
Com esse movimento, as cotações retornaram aos níveis registrados entre agosto e setembro de 2025. A queda é atribuída à redução na demanda das refinarias de biodiesel, que vinham sustentando o preço do produto nos meses anteriores.
Colheita de soja pressiona o óleo de algodão
Outro fator que tem influenciado o mercado é o avanço da colheita da soja no Centro-Oeste. A entrada do óleo de soja no mercado aumenta a oferta de derivados vegetais e intensifica a concorrência com o óleo de algodão, provocando pressão adicional sobre os preços.
O cenário é de atenção para as próximas semanas, já que o comportamento da demanda das refinarias e o ritmo da colheita da oleaginosa devem determinar se o algodão manterá estabilidade ou enfrentará novas quedas no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil e Honduras discutem parceria estratégica para modernizar a agricultura e fortalecer a segurança alimentar
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, nesta quinta-feira (4), missão oficial em Honduras com avanços na agenda de cooperação bilateral em pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, desenvolvimento rural e segurança alimentar. A programação também resultou em encaminhamentos voltados ao fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.
A missão foi liderada pelo secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e contou com a participação da embaixadora do Brasil em Honduras, Andrea Watson; da adida agrícola Priscila Rech; da chefe de gabinete da Secretaria-Executiva, Erika Ferraz; e do representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Cristian Fischer.
A programação teve início com reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária de Honduras, Moisés Molina. Durante o encontro, as autoridades discutiram oportunidades de atuação conjunta em áreas estratégicas para o desenvolvimento do setor agropecuário, incluindo planejamento agrícola, inovação tecnológica, melhoramento genético e transferência de conhecimento.
A delegação brasileira também se reuniu com representantes da Dirección de Ciencia y Tecnología Agropecuaria (Dicta), principal instituição de pesquisa agropecuária hondurenha. Na ocasião, foram debatidas ações voltadas ao fortalecimento institucional, à formação de recursos humanos e à modernização dos sistemas de inovação. As discussões evidenciaram oportunidades de intercâmbio em áreas como pesquisa agropecuária, assistência técnica, sanidade animal e vegetal e adaptação às mudanças climáticas, com potencial contribuição de instituições brasileiras como a Embrapa e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No campo comercial, a missão também avançou em tratativas relacionadas a produtos de interesse bilateral, com destaque para farinhas de origem animal, carne de aves e carne suína. Os temas integram a agenda de ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e Honduras.
O encerramento da missão ocorreu na Presidência da República de Honduras, em reunião que reafirmou o interesse dos dois governos em aprofundar o diálogo técnico e institucional. O encontro destacou a convergência de prioridades em temas como segurança alimentar, inovação, desenvolvimento rural e modernização da agricultura.
A missão contou com o apoio do IICA, parceiro estratégico na articulação institucional e na identificação de oportunidades de trabalho conjunto. Os resultados da agenda reforçam o compromisso do Brasil com a promoção do desenvolvimento agropecuário sustentável e com o fortalecimento das relações com os países da América Central.
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