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Agro

Marco Lessa e a Revolução do Cacau Brasileiro: Como o Chocolate se Tornou Potência Econômica e Turística

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Da crise à oportunidade: o início da trajetória no cacau

Nos anos 1990, o Brasil enfrentava os efeitos da vassoura-de-bruxa, praga que devastou plantações de cacau na Bahia, enquanto o país iniciava sua abertura comercial. Foi nesse cenário desafiador que Marco Lessa, nascido em Guanambi (BA), começou sua trajetória no setor.

Mudou-se ainda adolescente para Ilhéus, no sul baiano, e encontrou no cacau uma paixão que se somou à formação em publicidade. Experiências profissionais, como visitar Gramado – referência em chocolate – e integrar a equipe de produção da novela Renascer (1993), consolidaram seu interesse pelo fruto e pelo potencial econômico do chocolate brasileiro.

MVU Empreendimentos e o nascimento de eventos icônicos

No final dos anos 1990, Marco fundou a MVU Empreendimentos, empresa dedicada a eventos e negócios voltados ao cacau. A primeira edição do Chocolat Festival, em 2009, teve apenas 13 estandes em Ilhéus, mas marcou o início de uma revolução: transformar o cacau de commodity em produto de alto valor agregado.

Hoje, o Chocolat Festival é o maior evento do setor na América Latina, com 44 edições realizadas, mais de 500 marcas e 1,2 milhão de visitantes ao longo dos anos. O impacto de Marco Lessa no agronegócio nacional foi reconhecido pela Revista Agroworld, que o incluiu três vezes entre os 100 empresários mais influentes do setor.

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Origem Week: unindo turismo e agricultura familiar

Além do chocolate, Marco Lessa ampliou o alcance do cacau com o Origem Week, evento que promove a cadeia produtiva da agricultura familiar e o turismo nas regiões produtoras. Realizado na Bahia, Brasília, Altamira, Portugal e Bélgica, o projeto evidencia produtos nacionais de alta qualidade, como castanha do Pará, guaraná, café especial e charutos.

Segundo Lessa:

“O cacau deixou de ser coadjuvante. Nosso objetivo é mostrar ao mundo a diversidade de produtos brasileiros e incentivar novos negócios.”

Internacionalização e turismo gastronômico

Para reforçar a presença do chocolate brasileiro no mercado global, Marco lidera Missões Internacionais, conectando produtores locais a chefs, especialistas e compradores estrangeiros. A mais recente ocorreu em Paris, no Salon du Chocolat 2025, onde o Brasil foi País de Honra e negócios potenciais atingiram 5 milhões de euros.

Além de oportunidades comerciais, essas ações promovem turismo de negócios e gastronômico, destacando roteiros como a Estrada do Chocolate, na Bahia, e a Rota Transamazônica, no Pará, com experiências imersivas em fazendas, colheitas e fábricas de chocolate, beneficiando famílias da agricultura rural.

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Bahia no mapa global do chocolate

Líder em exportação e segundo maior produtor de cacau do Brasil, a Bahia deixou de ser apenas fornecedora e hoje promove beneficiamento completo do produto, incluindo chocolate, manteiga, cacau em pó, nibs e derivados cosméticos e farmacêuticos.

O crescimento do setor de chocolates finos, com centenas de marcas locais adotando o processo bean-to-bar, aliado a eventos como Chocolat Festival e Origem Week, consolidou o país como referência internacional, valorizando práticas sustentáveis, desenvolvimento social e conservação ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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