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Agro

Mercado do Café: Robusta Passa por Realização de Lucros Enquanto Arábica Avança nas Bolsas Internacionais

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Cotações do Café Mostram Movimentos Divergentes Nesta Terça-feira (27)

O mercado internacional de café iniciou a terça-feira (27) com direções distintas nas bolsas. Enquanto o café arábica manteve trajetória de valorização em Nova York, o robusta registrou queda em Londres, refletindo um movimento de realização de lucros após várias sessões de alta.

A volatilidade permanece como marca do setor, influenciada por fatores climáticos e geopolíticos que seguem no radar dos investidores e exportadores.

Arábica Mantém Alta e Sustenta Ganhos nos Principais Vencimentos

Por volta das 9h20 (horário de Brasília), os contratos futuros do arábica apresentavam ganhos expressivos na Bolsa de Nova York:

  • Março/26: +425 pontos, cotado a 360,50 cents/lbp;
  • Maio/26: +340 pontos, negociado a 341,50 cents/lbp;
  • Julho/26: +305 pontos, valendo 334,35 cents/lbp.

Os avanços reforçam o bom momento da variedade arábica, sustentada por preocupações com a oferta global e variações cambiais que favorecem o mercado internacional.

Robusta Reverte Altas Recentes e Passa por Ajustes Técnicos

Na Bolsa de Londres, o robusta operava em queda, em um movimento de correção após ganhos consecutivos:

  • Março/26: -US$ 14, cotado a US$ 4.183/tonelada;
  • Maio/26: -US$ 9, valendo US$ 4.104/tonelada;
  • Julho/26: -US$ 2, negociado a US$ 4.022/tonelada.
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Segundo analistas, o movimento reflete ajustes técnicos naturais e a busca de investidores por realização de lucros, em meio à falta de novos fundamentos no curto prazo.

Clima e Geopolítica Continuam a Guiar as Tendências do Setor

Relatório recente do Itaú BBA aponta que os preços do café devem permanecer altamente sensíveis ao clima irregular no Brasil e ao contexto geopolítico internacional.

O documento destaca que o período atual é decisivo para o desenvolvimento da granação nas lavouras brasileiras, e que a instabilidade em cenários internacionais — como tensões diplomáticas e restrições temporárias de vistos — pode adicionar volatilidade às negociações e impactar as relações comerciais.

Perspectiva de Curto Prazo: Mercado Deve Seguir Volátil

A combinação de incertezas climáticas, ajustes técnicos e fatores externos mantém o mercado de café em constante oscilação. Analistas reforçam que o comportamento dos preços seguirá condicionado às previsões meteorológicas e à evolução das relações comerciais entre grandes produtores e consumidores globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

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O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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