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Travessia de Guaratuba encerra programação da semana com recorde de participação

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A tradicional Travessia de Guaratuba foi realizada neste domingo (25) e encerrou a programação esportiva semanal com grande participação de atletas e público no litoral paranaense. Integrante do calendário esportivo do Verão Maior Paraná, a competição reuniu 563 atletas, com vagas esgotadas no mesmo dia da abertura das inscrições.

Promovida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Esporte, em parceria com a Paraná Esporte e a Federação de Desportos Aquáticos do Paraná, a travessia contou com quatro distâncias: 5 km, 2,2 km, 800 metros e 400 metros, contemplando atletas de diferentes faixas etárias, níveis técnicos, além de categorias específicas para pessoas com deficiência (PCD) e bombeiros.

As provas ocorreram em pontos estratégicos da orla de Guaratuba, com largadas e chegadas concentradas na praia em frente ao Hotel VillaReal Guaratuba Caieiras e, no caso da prova de 2,2 km, largada a partir da região do Morro do Cristo. A estrutura montada garantiu segurança, organização e conforto aos participantes e ao público que acompanhou as disputas ao longo da manhã.

Nos resultados, destaque para Lucas Davesac Machado, que venceu as provas masculinas de 5 km (01:01:28) e 2,2 km (00:23:08). No feminino, os títulos ficaram com Morghana Mariott Oliveira nos 5 km (01:07:22) e Pietra Ruschel Carvalho nos 2,2 km (00:28:19). Nos 800 metros, venceram Maria Cecília Zampieri (00:17:41) no feminino e Gustavo de Santos (00:14:44) no masculino. Já nos 400 metros, os campeões foram Lara de Ezaki (00:06:31) e Ian Metzger Berger (00:05:21).

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Para o presidente da Federação de Desportos Aquáticos do Paraná, Alexandre Inoue, a travessia reforça a relevância do evento. “Esse é um evento muito importante, não só para o Verão Maior Paraná. A Travessia de Guaratuba é tradicional, realizada há mais de seis décadas, e acontece com o apoio da Paraná Esporte, árbitros de outros estados e do Paraná. A equipe esteve muito bem preparada, com estrutura adequada e condições climáticas favoráveis, o que contribuiu para o sucesso do evento”, destacou.

Entre os participantes da prova de 5 km, a jovem atleta Isis de Miranda, de 14 anos, ressaltou a relação de longa data com a modalidade. “Eu nado desde os seis anos e a natação faz parte da minha vida. Comecei ainda criança, influenciada pela minha mãe, e com nove anos passei a nadar no mar. É algo que eu não sei explicar, eu simplesmente adoro nadar”, afirmou.

A competição também reuniu atletas experientes, como Carlos Trautwein, de 61 anos, participante da prova de 2,2 km. Praticante da modalidade desde 1989, ele destacou a importância da natação como atividade de baixo impacto. “Eu pratico natação há mais de 30 anos e é o esporte que mais me identifiquei. Já participei da Travessia de Guaratuba seis ou sete vezes. Gosto muito desse formato, ainda mais por ser uma prova tradicional, que sai de um ponto e chega em outro”, explicou. 

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Paranaense de origem, Carlos ressaltou ainda a organização do evento. “Sempre foi muito bem organizado, sempre bacana. Mesmo morando hoje em Joinville, faço questão de voltar para participar”, afirmou.

Os resultados completos estão disponíveis nesta plataforma, na aba Paraná.

Com mais uma edição concluída com sucesso, a Travessia de Guaratuba reafirma o compromisso do Governo do Estado em fortalecer o esporte, incentivar a prática de atividades físicas e promover o turismo esportivo no litoral paranaense, integrando ações do Verão Maior Paraná aos Jogos de Aventura e Natureza e ampliando o acesso da população a eventos esportivos de qualidade.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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