Agro
FPA Reage e Derruba MP que Aumentava Impostos sobre o Agronegócio no Congresso Nacional
Bancada do Agro Mobiliza o Congresso contra Aumento de Impostos
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) liderou, em 2025, uma das mais amplas mobilizações no Congresso Nacional para impedir o avanço da Medida Provisória 1303/2025, proposta pelo governo federal. A MP previa mudanças nas alíquotas do Imposto de Renda e a tributação de instrumentos essenciais ao crédito rural, como Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), Fiagros e debêntures incentivadas.
Desde o início da tramitação, a bancada ruralista se posicionou unida e contrária à medida, argumentando que a proposta aumentaria o custo do financiamento agrícola, reduziria investimentos e comprometeria a competitividade do setor produtivo.
“Defender o produtor rural é proteger emprego, renda e segurança alimentar. Essa MP era um ataque direto à produtividade do campo e à soberania econômica do país”, afirmou o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR).
Senado Soa o Alarme sobre Impactos no Crédito Rural
No Senado, a vice-presidente da FPA, senadora Tereza Cristina (PP-MS), foi uma das primeiras a alertar para os riscos da medida. Segundo ela, a defesa do agro é inegociável e qualquer mudança tributária deveria preservar os mecanismos que sustentam o financiamento do setor.
“A MP 1303 trouxe um alerta grave. Precisamos impedir que o produtor seja penalizado com mais impostos sobre instrumentos que garantem o crédito privado no campo”, afirmou a senadora, citando a importância das LCAs e LCIs para o acesso a recursos.
Tereza Cristina ressaltou que a retirada dos incentivos fiscais para esses instrumentos poderia prejudicar não apenas os produtores, mas também a política de crédito agrícola nacional.
Câmara Classifica Medida como Prejudicial à Economia
Na Câmara dos Deputados, a articulação ganhou força sob a liderança de Pedro Lupion e apoio de diversos parlamentares da FPA. A proposta original previa taxação de 5% sobre as LCAs, responsáveis por quase 40% do crédito privado do agronegócio, superando o volume de financiamento oferecido pelo Plano Safra.
“Mecanismos como LCA, CRA, Fiagros e debêntures são vitais para que o Brasil continue crescendo e batendo recordes de produção e exportação”, destacou Lupion.
Mesmo com ajustes no texto substitutivo — que retirou a tributação sobre CRAs, Fiagros e debêntures —, a bancada manteve firme oposição à elevação da alíquota das LCAs para 7,5%, por entender que a mudança encareceria o crédito e afastaria investidores.
O deputado Domingos Sávio (PL-MG) classificou a medida como “terrível e injusta”, afirmando que seus efeitos atingiriam toda a sociedade, especialmente os consumidores mais vulneráveis.
“Essa tributação penalizaria os pequenos e médios produtores. Falta responsabilidade fiscal e social ao governo”, criticou.
Na mesma linha, Pezzenti (MDB-SC) destacou que o sucesso do agro depende da previsibilidade e da segurança jurídica, que seriam ameaçadas com a aprovação da MP.
Articulação Técnica e Política da Bancada
A reação da FPA foi coordenada em várias frentes. A bancada apresentou 290 emendas à MP 1303/2025, buscando preservar os instrumentos de financiamento e mitigar o impacto fiscal sobre o crédito rural.
O vice-presidente da FPA na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apontou que o governo insistia em elevar impostos em vez de enfrentar o desequilíbrio estrutural das contas públicas.
“Com a Selic alta, qualquer novo tributo tornaria o custo do capital ainda mais proibitivo. O problema está no gasto público, não no produtor”, afirmou.
O deputado Tião Medeiros (PP-PR), coordenador de Infraestrutura da FPA, também alertou que a MP poderia elevar os juros “no balcão”, prejudicando diretamente produtores e cooperativas agrícolas.
Audiências e Pressão no Congresso
Durante as audiências públicas da Comissão Mista que analisou a MP, os parlamentares da FPA cobraram explicações do Ministério da Fazenda e questionaram os impactos econômicos das mudanças propostas.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) lembrou que a Coalizão de Frentes Parlamentares já havia pedido a devolução da MP, alertando para o risco de insegurança jurídica e fuga de investimentos.
Vitória do Setor: MP Retirada da Pauta
A mobilização política e técnica da FPA resultou em vitória expressiva para o setor agropecuário. Diante da forte resistência no Congresso, o governo retirou a MP 1303/2025 da pauta da Câmara dos Deputados, impedindo que a proposta seguisse adiante.
Para Pedro Lupion, a retirada confirma a força da bancada ruralista e o compromisso com a defesa do setor produtivo.
“Sempre fomos contra qualquer aumento de impostos. O agro mostrou mais uma vez sua união e sua importância para o Brasil”, declarou.
A senadora Tereza Cristina celebrou o desfecho e criticou o que chamou de “obsessão arrecadatória” do governo. Já Arnaldo Jardim reforçou que o argumento de equilíbrio fiscal não se sustentava, já que a restituição do IOF pelo STF já garantia aumento de arrecadação.
Conclusão
A derrota da MP 1303/2025 no Congresso foi considerada uma vitória estratégica para o agronegócio brasileiro, que manteve a segurança jurídica e o acesso a instrumentos de financiamento essenciais. O episódio reforçou a força política da FPA e a importância do diálogo técnico no enfrentamento de medidas que impactam diretamente a produção agrícola e a economia nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%
O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.
Compradores aguardam maior oferta da safrinha
Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.
A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.
Clima segue no radar dos agentes do mercado
As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.
O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.
Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.
Relatório do USDA influencia expectativas globais
No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.
A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.
Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam
Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.
A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.
Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:
- Alta de 57,9% na receita média diária;
- Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
- Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.
O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.
Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.
Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:
- Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
- Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
- Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
- Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.
A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.
Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses
O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.
Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.
Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Paraná6 dias agoAlunos paranaenses do ensino médio participam da Genius Olympiad, nos EUA
-
Agro7 dias agoDesenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar
-
Esportes6 dias agoSeleção Feminina vence Estados Unidos em amistoso preparatório para o Mundial
-
Educação6 dias agoMEC Idiomas: aprenda inglês e espanhol gratuitamente
-
Agro5 dias agoCom custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
-
Esportes5 dias agoAntonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial
-
Polícial7 dias agoComandante-Geral da PMPR recebe o Secretário de Segurança Pública e encontro é marcado por entrega de condecorações
-
Esportes6 dias agoEndrick brilha e Brasil supera Egito em último teste antes do Mundial
