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Pacto pela Inovação: Estado entrega R$ 3,8 milhões a três municípios do Norte Pioneiro

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Jaboti, Siqueira Campos e Carlópolis, no Norte Pioneiro, receberam nesta quinta-feira (22) R$ 3,8 milhões do Governo do Estado para impulsionar a inovação nas cidades. O investimento faz parte da iniciativa da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial, o Pacto Pela Inovação e Fundo a Fundo.

O programa tem como objetivo ampliar a capacidade dos municípios de desenvolver políticas públicas voltadas à inovação e tecnologia. Ao todo, são 48 municípios contemplados pelo Pacto Pela Inovação e Fundo a Fundo, com um aporte financeiro  de R$ 55 milhões.

Destinado a garantir suporte para o desenvolvimento de projetos de modernização, ciência, tecnologia e inovação nos municípios, os recursos são oriundos do Fundo Paraná a partir da aplicação da Lei nº 22.107/2024. O novo modelo permite que sejam feitas transferências de recursos do Estado para os municípios sem necessidade de convênios, tornando o processo mais ágil e acessível.

O secretário de Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, ressaltou a importância da iniciativa para fortalecer a política de inovação em todo o Estado. “Essa iniciativa está dentro do pacto da Inovação, que lançamos em fevereiro de 2025, e a ideia era de levar inovação para todos os municípios do Paraná e para que eles pudessem desenvolver ações dentro das suas cidades. É com certeza um programa muito importante que vai poder transformar a vida dos moradores dessas cidades e fazer com que o nosso Estado seja cada vez mais inovador.”

O Tribunal de Contas do Paraná (TCE) atua como parceiro na fiscalização e acompanhamento das etapas seguintes após o repasse do investimento para os municípios, como execução dos projetos por parte das cidades e prestação de contas.

O aporte pode ser utilizado pelas cidades para compra de equipamentos como notebooks, telas interativas, impressora 3D, entre outros, além de serem utilizados para estruturação de ambiente de inovação para fomentar o empreendedorismo inovador, como a criação de hubs e laboratórios. Os municípios também poderão usar o investimento para viabilizar programas, projetos e desafios de inovação, difusão científica, inclusão digital e transformação de serviços públicos.

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Para serem contemplados, os municípios precisavam obrigatoriamente dispor de uma Lei Municipal de Inovação, possuir um fundo municipal com CNPJ próprio, possuir um conselho municipal ativo e assinar o termo de adesão do Pacto Pela Inovação. A análise para escolha dos municípios considerou os aspectos técnicos e documentais de habilitação.

Com uma população de pouco mais de 5 mil pessoas, Jaboti possui uma base econômica fortemente ligada à produção agrícola e pecuária, além de ser reconhecida pelo cultivo de morango e café. O município recebeu R$ 1.359.775,73 pelo Fundo a Fundo, que será destinados à melhoria de tecnologias no setor do agronegócio. “Estamos vendo a possibilidade de montar um processo inovador na parte do café, na parte do morango também. Parte desse recurso será utilizado numa escola que a gente vai colocar em curso de robótica e inteligência artificial para as nossas crianças também”, explica o prefeito do município, Regis William Siqueira Rodrigues.

Siqueira Campos se destaca por ter um ambiente propício para criação de novos negócios, principalmente ligados a pequenos empreendimentos e também pelo potencial de crescimento econômico. Segundo o prefeito do município, Luiz Henrique Germano, o aporte de R$ 1.128.011,45 será usado para montar um centro de inovação e investir na cultura de inovação local. “Nós temos aqui a Inovasiq, que é uma feira de inovação, e com esse recurso nós vamos poder montar um centro de inovação na cidade que vai ajudar todas as pessoas que estão engajadas na área de inovação e mais aqueles que têm interesse no assunto”, aponta o prefeito.

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Localizada na divisa que separa o Paraná de São Paulo, Carlópolis se destaca pelas belas paisagens e grande potencial turístico devido a Represa da Usina Hidrelétrica, que atrai turistas e pescadores. O município recebeu R$ 1.359.775,73 pelo Fundo a Fundo, que será destinado ao desenvolvimento de atividades de ciência e tecnologia. “Vamos ter um espaço todo dedicado ao desenvolvimento da ciência, da tecnologia, um local com coworking, também faremos um trabalho de desenvolvimento de startups. A ideia é trazer a possibilidade de conexão com as tecnologias e com o avanço da ciência na área da tecnologia e inovação, desde os mais jovens, até adultos e idosos”, falou o vice-prefeito de Carlópolis, Fabiano Barbosa. 

ENTREGA DE PREMIAÇÕES – Durante o evento em Jaboti, a SEIA realizou também a entrega das premiações referentes a Olimpíada Nacional de Inovação (ONIA) para dois alunos uma escola da região do Norte Pioneiro. A ação integra o reconhecimento aos 65 alunos do Estado que se destacaram na competição, que aconteceu durante o ano de 2025. 

Ambos os alunos são estudantes da Escola Dr. Sebastião Paraná, de Wenceslau Braz, receberam um notebook como premiação do desempenho durante a ONIA. Guilherme Ferreira também foi premiado com a medalha de prata, e Maria Clara Fabro recebeu um certificado de Menção Honrosa.

Fonte: Governo PR

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Paraná ganha cooperativa inédita para transformar ciência em negócios inovadores

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O Paraná terá a primeira cooperativa científica do Brasil reunindo empresários e cientistas com o objetivo de transformar pesquisas acadêmicas em produtos e serviços para a população. A Cooperativa de Ciência, Tecnologia e Negócios Inovadores (CTNI Coop) foi lançada nesta terça-feira (9), no Palácio Iguaçu, com o objetivo de transformar conhecimento científico em novos negócios.

A iniciativa, coordenada pelo Instituto CTNI – Centro de Tecnologia, Negócios e Inovação, conta com apoio da Fundação Araucária e busca integrar pesquisadores, empresários, executivos e especialistas das áreas financeira e jurídica em um modelo cooperativista voltado à criação de negócios inovadores baseados em ciência, tendo como foco inicial a bioeconomia.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou do lançamento e ressaltou que, além de transformar conhecimento em riqueza, a CTNI Coop vai oferecer novas oportunidades aos pesquisadores e consolidar o Paraná como referência nacional em inovação. “Já somos o estado que, per capita, mais investe em ciência e tecnologia no Brasil, e a ideia é que esse investimento retorne para a sociedade”, afirmou.

“Queremos que o setor produtivo possa estar próximo das nossas universidades e vice-versa. E a proposta de criação de uma cooperativa vai nesse caminho, para que pesquisadores e cientistas possam estar próximos das nossas indústrias e do setor produtivo desenvolvendo novos produtos e inovações”, salientou Ratinho Junior. “Isso permite que o Estado tenha cada vez mais soluções que possam ganhar mercado e melhorar os processos de quem gera emprego para o Paraná”.

A ideia é que a cooperativa desenvolva soluções principalmente para setores estratégicos da economia paranaense, como água, energia e produção de alimentos, tendo em vista a transformação digital e o desenvolvimento sustentável.

SISTEMA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além de um forte setor cooperativista, o Estado tem também um sistema robusto de ciência e tecnologia, com 11 universidades públicas, sete delas estaduais, e dezenas de Parques Tecnológicos e institutos de pesquisa.

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A CTNI Coop vai integrar esse ativo, atendendo a dois desafios centrais: a transformação da pesquisa em negócios e a ampliação das oportunidades para os pesquisadores, aproximando ciência, inovação e empreendedorismo. Apesar de já existirem outras cooperativas de pesquisadores no País, ela é a primeira a reunir empresários e cientistas com o objetivo de transformar pesquisa de laboratório em novos negócios.

Segundo o diretor-presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, apesar da elevada produção científica brasileira, ainda existe dificuldade na academia em converter resultados de pesquisa em produtos e serviços para a sociedade e o mercado. “Precisamos, cada vez mais, fazer a transformação da pesquisa científica, da ciência e tecnologia, em produtos e inovação. Precisamos que isso vá para o mercado e crie riquezas para a sociedade paranaense em diversas áreas”, disse.

O Paraná conta atualmente com aproximadamente 26 mil doutores e forma centenas de novos pesquisadores todos os anos – grande parte desses profissionais atua no setor público ou depende de bolsas financiadas pelo poder público. “A Fundação Araucária tem acesso a esse contingente de doutores através de uma plataforma que nos diz quem são eles, onde estão e quais são suas áreas de pesquisa”, explicou Wahrhaftig.

“A ideia é trazê-los para essa cooperativa para que eles possam trabalhar em projetos que contem com apoio do empresariado, para desenvolver produtos para o mercado”, ressaltou. “O Paraná é muito forte no setor cooperativista e agora vai contar com uma cooperativa de cientistas e homens de negócios”.

IMPLANTAÇÃO – O Instituto CTNI, instituição sem fins lucrativos voltada à cooperação entre o setor produtivo, a ciência e o mercado internacional, dará todo o apoio à cooperativa nos três primeiros anos de funcionamento. Isso inclui suporte jurídico, contábil e operacional, além de oferecer espaços físicos como escritórios e salas de reuniões.

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A cooperativa é direcionada a cientistas, pesquisadores e doutores de diferentes áreas do conhecimento; empresários, empreendedores, executivos, especialistas em gestão financeira e em gestão jurídica e profissionais envolvidos com inovação e desenvolvimento de negócios.

A constituição oficial da cooperativa está prevista para as próximas semanas, com a participação de aproximadamente 20 membros-fundadores, entre cientistas e empresários. “Antes mesmo da constituição, vamos agregar à cooperativa cientistas de várias áreas, representando oito ecossistemas de inovação. Ela já vai iniciar com quatro projetos que já estão bem avançados e poderão ser finalizados nesse ambiente”, explicou o diretor do Instituto CTNI, Atilano de Oms Sobrinho.

“O Paraná tem um sistema de ciência muito consolidado, mas muitas vezes a academia tem dificuldade em passar do projeto científico para o um produto ou sistema que traga resultados para sociedade”, salientou ele. “Aí que vão entrar os empresários nessa conexão, para fazer aquele projeto retornar em benefício à sociedade”.

PRESENÇAS — Também participaram do lançamento o vice-governador Darci Piana; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; os secretários estaduais da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm; da Indústria, Comércio e Serviços, Felipe Flessak; e da Comunicação, Cleber Mata; o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado; o deputado federal Sandro Alex; os ex-governadores Mário Pereira e João Elísio Ferraz de Campos; acadêmicos, cientistas, empresários e demais autoridades.

Fonte: Governo PR

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