Agro
China elimina incentivos fiscais e projeta alta de preços em pesticidas exportados
A China anunciou o cancelamento dos reembolsos de impostos sobre a exportação de pesticidas, medida que passa a valer a partir de 1º de abril de 2026 e que deve afetar o mercado internacional de defensivos agrícolas. A informação foi divulgada pelo pesquisador independente Jinlong Zhang, com base em comunicado conjunto do Ministério das Finanças e da Administração Tributária do Estado da China.
Produtos afetados e expectativa de aumento de preços
Entre os pesticidas atingidos estão moléculas de amplo uso global, como:
- Glufosinato e L-glufosinato
- Acefato
- Malathion
- Profenofós
- Etefom
- Fosetil-alumínio
- Triclorfom
Com o fim do benefício fiscal, o preço FOB desses defensivos tende a subir cerca de 9%, impactando diretamente importadores e distribuidores.
Antecipação de pedidos e formação de estoques
A expectativa é que compradores estrangeiros acelerem pedidos antes da implementação da medida, formando estoques estratégicos, especialmente de moléculas como o glufosinato. Fabricantes com estrutura de armazenagem internacional de baixo custo podem também optar por exportar volumes antecipadamente, buscando reduzir os efeitos do aumento tributário.
Efeitos de curto prazo e oportunidades de mercado
No curto prazo, essa mudança pode gerar distorções temporárias na oferta e na demanda, exigindo atenção por parte de compradores que dependem desses produtos. Entretanto, o cancelamento do reembolso não afeta pesticidas formulados, mantendo a competitividade da China nesse segmento e fortalecendo sua presença no mercado global de defensivos agrícolas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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