Connect with us


Agro

Produção de arroz no Rio Grande do Sul segue em bom desenvolvimento, mas área plantada pode cair

Publicado em

Cultura do arroz mantém desenvolvimento positivo no RS

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a maior parte das lavouras de arroz no Rio Grande do Sul está em fase vegetativa, com situação fitossanitária adequada e expectativa positiva de produtividade.

Apesar do bom desenvolvimento, a baixa cotação do cereal no mercado e dificuldades de acesso a crédito podem levar a uma redução da área efetivamente plantada, impactando a produção total do estado.

Chuvas regulares garantem disponibilidade hídrica

As precipitações frequentes têm mantido volumes satisfatórios nos reservatórios e rios, essenciais para o manejo da água durante a fase de alta evaporação.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, os cultivos de ciclo intermediário e tardio receberam:

  • Capina e adubação nitrogenada em cobertura;
  • Manejo intensivo da água nos tabuleiros;
  • Tratos culturais regulares, garantindo o bom desenvolvimento vegetativo.

A área total destinada ao arroz no estado está estimada em 920.081 hectares, com produtividade inicial prevista de 8.752 kg/ha, segundo projeção da Emater/RS-Ascar e dados do Irga.

Desempenho por regiões administrativas
  • Bagé:
    • Lavouras implantadas mais cedo já estão na fase reprodutiva;
    • Dias nublados e chuvosos aumentam risco de doenças fúngicas, exigindo fungicidas, principalmente contra brusone;
    • Barragens de Quaraí permanecem com capacidade máxima.
  • Uruguaiana:
    • Alguns produtores optaram por várzeas próximas ao Rio Uruguai, considerando a previsão de La Niña;
    • Ocorreram alagamentos pontuais, mas a maioria das lavouras mantém bom aspecto e expectativa de produtividade.
  • Pelotas:
    • Cerca de 90% das lavouras ainda estão em desenvolvimento vegetativo;
    • Produtores realizam irrigação, adubação, controle de plantas daninhas e aplicação de defensivos fitossanitários.
  • Porto Alegre (Santo Antônio da Patrulha):
    • Lavouras em fase reprodutiva, com produtividade estimada positiva;
    • Colheita prevista para abril;
    • Mananciais abastecidos permitem manejo adequado da lâmina d’água.
  • Santa Maria:
    • Área inicialmente estimada em 124.415 hectares pode ser menor;
    • Crédito rural restrito e baixa rentabilidade levam produtores a reduzir plantio;
    • Lavouras: 76% vegetativo, 19% floração, 5% início de enchimento de grãos.
  • Soledade:
    • Lavouras: 75% vegetativo, 15% florescimento;
    • Condução das lavouras e manejo nutricional e fitossanitário seguem dentro do esperado.
Leia mais:  Cacau 360° aposta em gestão integrada para transformar a cadeia produtiva de cacau no Brasil
Perspectivas para a safra 2026

Apesar de alguns fatores limitantes, a produção de arroz no Rio Grande do Sul mantém bom potencial produtivo, apoiada por condições climáticas favoráveis e manejo adequado. A expectativa é que, com tratos culturais corretos e atenção fitossanitária, a produtividade prevista possa ser alcançada, mesmo que a área total plantada sofra redução em algumas regiões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Encefalites equinas ameaçam rebanhos no Brasil e reforçam importância da vacinação preventiva

Published

on

Com um rebanho estimado em cerca de 5,8 milhões de equinos, o Brasil figura entre os maiores criadores de cavalos do mundo. A atividade movimenta bilhões de reais anualmente e desempenha papel estratégico em segmentos como esporte, lazer, trabalho e reprodução. Nesse cenário, a prevenção de doenças que afetam a saúde dos animais é considerada fundamental para a sustentabilidade da equideocultura nacional.

Entre os principais desafios sanitários do setor estão as encefalites equinas, enfermidades virais que afetam o sistema nervoso central e podem causar sérios prejuízos aos criadores. As doenças exigem atenção permanente de proprietários, médicos-veterinários e profissionais ligados à cadeia produtiva dos equinos.

Encefalites equinas representam risco para a saúde animal

As principais enfermidades desse grupo incluem a Encefalite Equina do Leste (EEE), a Encefalite Equina do Oeste (WEE) e a Encefalite Equina Venezuelana (VEE). Todas são transmitidas principalmente pela picada de mosquitos dos gêneros Culex e Aedes, que atuam como vetores dos vírus causadores da doença.

Os animais infectados podem apresentar sintomas neurológicos graves, alterações comportamentais, perda de coordenação motora, dificuldade de locomoção e redução significativa do desempenho físico. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para óbito.

Leia mais:  Feijão registra preços variados entre regiões e desânimo no plantio da primeira safra, aponta Cepea

Por se tratar de enfermidades que afetam diretamente o sistema nervoso, especialistas alertam para a importância da adoção de medidas preventivas contínuas ao longo de todo o ano.

Cavalos de competição exigem atenção redobrada

Animais que participam regularmente de provas, exposições, leilões e competições equestres estão entre os mais expostos aos riscos sanitários.

O deslocamento frequente para diferentes regiões aumenta o contato com ambientes variados e pode elevar a exposição aos mosquitos transmissores, especialmente em locais com condições favoráveis à proliferação dos insetos.

Raças de grande relevância para a equideocultura brasileira, como o Quarto de Milha e o Mangalarga Marchador, somam mais de 700 mil animais registrados no país e movimentam mais de R$ 9 bilhões por ano em atividades relacionadas ao setor.

Diante desse cenário, a manutenção de protocolos sanitários rigorosos é considerada essencial para preservar a saúde e o desempenho dos animais.

Vacinação é a principal ferramenta de prevenção

Especialistas destacam que a vacinação continua sendo a medida mais eficiente para reduzir os riscos associados às encefalites equinas.

Além da imunização, outras práticas de manejo sanitário contribuem para o controle da doença, como a eliminação de criadouros de mosquitos, o controle de insetos nas propriedades, a drenagem de áreas com água parada e o acompanhamento rigoroso do calendário sanitário dos animais.

Leia mais:  Produção brasileira de amendoim cresceu 60% nos últimos 3 anos

Segundo Chester Batista, gerente técnico de Equinos da Zoetis Brasil, a prevenção deve ser tratada como prioridade dentro das propriedades.

“A vacinação associada a um manejo sanitário adequado contribui para proteger a saúde dos equinos, preservar seu desempenho e garantir o bem-estar dos animais ao longo de toda a vida produtiva”, ressalta.

Sanidade fortalece a competitividade da equideocultura

O avanço da equideocultura brasileira tem aumentado a necessidade de investimentos em sanidade animal, especialmente em um mercado cada vez mais profissionalizado e exigente.

A adoção de programas preventivos, aliada ao acompanhamento veterinário constante, reduz riscos sanitários, minimiza perdas econômicas e contribui para o desenvolvimento sustentável da atividade.

Além de proteger os animais contra enfermidades de alto impacto, a prevenção fortalece a segurança sanitária dos plantéis e ajuda a manter a competitividade do setor, que segue entre os mais relevantes da pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262