Connect with us


Agro

Produção de morango tem oscilações no Rio Grande do Sul, aponta Emater/RS-Ascar

Publicado em

Produção de morango varia entre as regiões gaúchas

A produção de morango no Rio Grande do Sul apresenta comportamentos distintos entre as regiões produtoras, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (15). As diferenças envolvem variações na produtividade, presença de pragas e valores de comercialização, com destaque para oscilações em Caxias do Sul, Lajeado, Pelotas e Santa Maria.

Caxias do Sul mantém boa produtividade, mas com recuo na colheita

Na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente em Nova Petrópolis, o volume colhido recuou em relação à semana anterior, embora permaneça em nível elevado. A redução das temperaturas favoreceu o cultivo, estimulando a floração e a frutificação das plantas, além de proporcionar ótima atividade de insetos polinizadores, como as abelhas.

Em Gramado, houve registro de mosca-das-frutas em algumas lavouras, mas o controle tem sido eficaz por meio de retirada de frutos maduros, uso de armadilhas e manejo químico. Parte dos produtores iniciou reformas e construção de novas estufas, se preparando para o próximo ciclo de plantio.

Leia mais:  3ª Exposição Virtual do Simental Brasileiro movimenta pecuária com julgamento online e vendas de touros

Os preços pagos aos produtores permanecem estáveis, variando conforme o canal de venda e o tipo de embalagem.

Lajeado encerra colheita com queda no tamanho dos frutos

Na região de Lajeado, especialmente no município de Feliz, a colheita está em fase final. A Emater/RS-Ascar aponta redução no calibre dos frutos, comportamento considerado normal para o período.

Produtores que cultivam em solo estão finalizando as colheitas, enquanto aqueles com sistemas em bancadas elevadas mantêm a produção por mais tempo.

Com as altas temperaturas, a produtividade tem caído gradualmente.

Os preços variam entre R$ 20 e R$ 25 por quilo, conforme o local e a qualidade do produto.

Pelotas enfrenta forte incidência de pragas e queda na produção

Na região de Pelotas, a produção de morango segue em queda, afetada por forte ataque de pragas, principalmente mosca-das-frutas, mosca-da-asa-manchada (Drosophila suzukii) e tripes.

Essas ocorrências têm prejudicado o desempenho das lavouras e reduzido a oferta do produto.

Os preços de comercialização variam entre os municípios, refletindo diferenças de oferta e demanda locais.

Leia mais:  Índia elimina tarifa de importação de algodão por cinco meses e movimenta mercado internacional
Santa Maria mantém níveis produtivos estáveis

Em Santa Maria, a colheita das cultivares de dias neutros continua, com condições climáticas e de manejo favoráveis à manutenção da produtividade.

O boletim ressalta, no entanto, grande variação nos preços praticados em Agudo, influenciada pelo canal de comercialização e pelo ponto de venda.

Os valores mais altos são observados em estabelecimentos próximos à BR-287, onde há maior fluxo de consumidores e escoamento mais rápido da produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre

Published

on

As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.

No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.

Embarques crescem mais de 32% em um ano

De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.

O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.

O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.

Leia mais:  Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa
Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico

O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.

Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.

Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.

China responde por mais de 60% das compras

A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.

O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.

A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.

Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações

Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.

Leia mais:  Mercado global de açúcar mantém tendência de queda com expectativa de superávit em 2025/26

Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.

Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.

Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção

O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.

Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.

Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262