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Safra de soja do Paraná se aproxima de recorde e reforça otimismo no agronegócio, aponta Deral

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Soja paranaense caminha para resultado histórico

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), divulgou novo Boletim Conjuntural nesta quinta-feira (15) indicando forte desempenho da soja na safra 2025/2026.

De acordo com o levantamento, 90% das lavouras estão em boas condições, o melhor índice dos últimos oito ciclos e superior ao da semana anterior. O bom cenário climático e o avanço do manejo em campo sustentam a expectativa de uma produção de cerca de 22 milhões de toneladas, número muito próximo ao recorde estadual de 22,3 milhões, registrado na safra 2022/2023.

Colheitas iniciais confirmam produtividade elevada

As primeiras colheitas, concentradas na região Oeste do estado, já indicam bons resultados de produtividade, embora representem uma pequena parcela da área total plantada. O Deral avalia que o Paraná deve manter cerca de 13,5% de participação na produção nacional de grãos em 2025, consolidando-se como um dos maiores produtores de soja do país.

Apesar do otimismo, o órgão ressalta que é preciso cautela, pois boa parte das lavouras ainda passará por etapas críticas de desenvolvimento. Já na comercialização, o mercado permanece pressionado por dois fatores: a estabilidade das cotações internacionais e a valorização do real, o que mantém o preço da saca da soja em níveis semelhantes aos do início do ano.

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Mão de obra estrangeira cresce na suinocultura

O boletim do Deral também abordou o mercado de trabalho no agronegócio, com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O levantamento mostra que, até o fim de 2024, os trabalhadores imigrantes representavam 15,6% dos empregos formais em frigoríficos de abate de suínos no Brasil.

No Paraná, essa participação chegou a 8,4%, com destaque para haitianos, venezuelanos e paraguaios. Já no segmento de criação de suínos, a presença de estrangeiros é menor, mas o estado lidera nacionalmente as contratações, sobretudo de trabalhadores paraguaios.

Segundo o Deral, o movimento reforça a importância social e econômica da suinocultura, especialmente diante dos fluxos migratórios internacionais que têm impactado a oferta de mão de obra rural no país.

Fruticultura brasileira supera 1,3 milhão de toneladas exportadas

O boletim também destacou o desempenho da fruticultura nacional em 2025. O setor exportou mais de 1,3 milhão de toneladas, um crescimento de quase 20% em volume em relação a 2024. A receita totalizou US$ 1,56 bilhão, alta de 12,8% na comparação anual, mesmo com a queda de 5,7% no preço médio da tonelada.

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O resultado reafirma o fortalecimento das frutas brasileiras no mercado internacional, consolidando o setor como um dos mais competitivos do agronegócio nacional e garantindo exportações acima de US$ 1 bilhão pelo segundo ano consecutivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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