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Agro

Preço do Boi Gordo Segue Estável em São Paulo e Outras Regiões com Arroba em Cerca de R$ 320

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Mercado do Boi Gordo Mantém Estabilidade no Início da Semana

O mercado do boi gordo iniciou a semana com preços praticamente estáveis nas principais praças pecuárias do país. Segundo dados da Scot Consultoria e do CEPEA/ESALQ, a arroba do boi gordo em São Paulo é negociada entre R$ 318,00 e R$ 322,00, sem variações significativas em relação à semana anterior.

O ritmo lento de negócios e a oferta restrita de animais têm mantido o mercado em equilíbrio, com poucos negócios fechados e frigoríficos atuando de forma seletiva nas compras.

Pouca Oferta e Escalas Curtas Sustentam os Preços

Em São Paulo, as escalas de abate atendem, em média, de sete a oito dias, o que reflete o volume limitado de oferta. No Sudeste de Rondônia, a situação é semelhante — parte dos frigoríficos ainda está fora das compras, fator que colabora para a manutenção das cotações.

De acordo com analistas, os pecuaristas continuam cautelosos nas vendas, aguardando sinais mais claros de movimentação no mercado para o restante do mês.

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Mercado de Carne Bovina Mostra Menor Giro no Atacado

No atacado, o comportamento do mercado de carne bovina segue dentro do padrão esperado para o período. Com o consumo mais contido após as festas de fim de ano, houve redução nos pedidos de reposição de estoques e menor ritmo de vendas.

A carcaça casada do boi capão manteve-se estável, enquanto a carcaça do boi inteiro registrou alta de 1,6%, equivalente a R$ 0,35/kg. Entre as fêmeas, a carcaça da vaca valorizou 0,7% (+R$ 0,15/kg), e a carcaça da novilha teve leve recuo de 0,5% (-R$ 0,10/kg).

Esse equilíbrio entre oferta e demanda tem evitado movimentos bruscos nos preços, reforçando o cenário de estabilidade do setor.

Carnes Alternativas Têm Queda nas Cotações

O mercado de carnes alternativas apresentou queda nos preços nesta semana. O frango médio recuou 3,6%, uma baixa de R$ 0,25/kg, enquanto o suíno especial teve desvalorização de 4,8%, ou R$ 0,60/kg.

Com a menor demanda no varejo e a concorrência com a carne bovina, os preços dessas proteínas seguem pressionados em todo o país.

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Expectativas: Mercado Deve Permanecer Estável no Curto Prazo

A Scot Consultoria projeta que o cenário de estabilidade continue nos próximos dias, com poucos pedidos de reposição e ritmo moderado de negócios. A segunda quinzena de janeiro costuma apresentar menor movimentação na ponta final da cadeia, o que tende a manter os preços firmes, porém sem tendência de alta no curto prazo.

A expectativa é de que as negociações ganhem força apenas em fevereiro, conforme o consumo interno se recupera e os frigoríficos ajustam suas escalas de abate.

Contexto Global Pode Influenciar o Setor

Embora o mercado interno siga equilibrado, analistas apontam que o desempenho das exportações e as relações comerciais com a China devem continuar sendo fatores determinantes para a precificação do boi gordo ao longo de 2026. O setor monitora atentamente possíveis mudanças nas regras de importação chinesas, que podem afetar o escoamento da carne brasileira nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

STF valida mudança em parque nacional e libera avanço da Ferrogrão com exigências ambientais

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O Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade da Lei 13.452/2017, que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir o avanço da Ferrogrão (EF-170), projeto ferroviário considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola brasileira entre o Mato Grosso e os portos do Pará.

A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade. O processo teve relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Construção da Ferrogrão dependerá de licenciamento ambiental

A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator e concluiu que não houve irregularidade no processo legislativo que resultou na aprovação da lei.

Apesar de validar a norma, o STF estabeleceu que a construção da Ferrogrão permanece condicionada ao cumprimento de todas as exigências legais e ambientais, incluindo a obtenção de licenças ambientais e medidas de proteção às terras indígenas localizadas na área de influência do empreendimento.

A decisão também autoriza o Poder Executivo Federal a editar decreto para compensação ambiental da área retirada do parque nacional.

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Lei retirou área do Parque Nacional do Jamanxim

A Lei 13.452/2017 excluiu aproximadamente 862 hectares do Parque Nacional do Jamanxim para implantação dos leitos ferroviários e das faixas de domínio da Ferrogrão e da BR-163.

O projeto ferroviário prevê ligação entre importantes regiões produtoras do Mato Grosso e os corredores logísticos do Pará, ampliando a capacidade de transporte de grãos destinados à exportação.

AGU destaca avanço logístico e redução de emissões

Durante o julgamento, a Advocacia-Geral da União destacou que os estudos relacionados ao empreendimento foram atualizados, incluindo análises de viabilidade técnica, econômica e ambiental.

A AGU argumentou ainda que, respeitadas as exigências legais, a Ferrogrão pode representar avanço relevante para a infraestrutura logística nacional, com potencial de geração de empregos, aumento da competitividade do agronegócio e redução de custos no transporte de cargas.

Outro ponto defendido pela União foi a possibilidade de diminuição do fluxo de caminhões na BR-163, fator que poderia reduzir impactos sobre a malha rodoviária e contribuir para menor emissão de gases de efeito estufa.

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Ferrogrão segue no centro do debate ambiental e logístico

Considerada uma das principais obras de infraestrutura planejadas para o setor agropecuário, a Ferrogrão continua cercada de debates envolvendo desenvolvimento econômico, preservação ambiental e impactos sobre comunidades indígenas.

O projeto é visto pelo setor produtivo como peça estratégica para ampliar a eficiência logística do corredor de exportação do Norte do país, especialmente para soja, milho e farelo produzidos no Centro-Oeste brasileiro.

Ao mesmo tempo, organizações ambientais e representantes indígenas seguem cobrando garantias relacionadas à preservação da floresta amazônica e ao cumprimento rigoroso da legislação socioambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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