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Com recorde de visitantes, Paraná acumula alta de 5,5% no turismo em 2025

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Impulsionado por um volume recorde de visitantes, as empresas ligadas ao setor de turismo no Paraná acumulam uma alta de 5,5% no volume de atividades entre janeiro e novembro de 2025, no comparativo com o mesmo período de 2024. Os dados constam na mais recente Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cujos dados para o setor são analisados de forma segmentada.

O desempenho do Paraná no último ano supera a média nacional, que foi de 5%, assim como os estados vizinhos de São Paulo (4,5%) e Santa Catarina (2,5%). Também foi maior do que estados com forte tradição turística, como Rio Grande do Norte (5,1%), Pernambuco (3,8%), Alagoas (0,7%) e Minas Gerais (-3,9%).

No comparativo entre novembro de 2025 com o mesmo mês do ano anterior, houve crescimento de 4,7% nas atividades turísticas no Paraná. A variação representa mais do que o dobro do desempenho nacional no mesmo recorte, que foi de apenas 2,1%.

Um dos fatores que ajudam a explicar o bom momento do turismo paranaense é o fluxo de turistas estrangeiros. Dados da Embratur, Ministério do Turismo e Polícia Federal apontam que 2025 foi marcado com o maior número de turistas internacionais da história do Paraná: 1.064.416 pessoas. O volume superou em 5,4% o registrado em 2019, que era o melhor ano até então, e em 16,6% o fluxo turistas estrangeiros para o Estado de 2024.

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Os visitantes de outros países, somados aos de outros estados e o fluxo interno de pessoas dentro do Paraná, fizeram com que o faturamento das empresas do setor crescesse 10,5% nos 11 primeiros meses de 2025. Apenas entre novembro de 2024 e 2025 a alta foi de 8,2% no índice de receita nominal, que mede o valor total das vendas em termos monetários, incluindo os efeitos da inflação, sem ajuste de preços.

Segundo um levantamento feito pelo Viaje Paraná, órgão de promoção vinculado à Secretaria do Turismo (Setu), em parceria com os municípios, mais de 10 milhões de pessoas visitaram algum dos 42 principais atrativos turísticos do Estado no ano passado. Entre os mais visitados, estão o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu; o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa; e a Ilha do Mel, em Paranaguá.

MAIS EMPREGOS – Com o aumento das receitas, as empresas de turismo também estão contratando mais. Até novembro do ano passado, o Paraná registrou um saldo positivo de 7.830 empregos com carteira assinada gerados no setor, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

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Para o secretário estadual do Turismo, Leonaldo Paranhos, os números refletem a consolidação do turismo como vetor estratégico da economia paranaense. “O turismo tem mostrado capacidade real de gerar emprego, renda e oportunidades em todas as regiões do Paraná. Esses dados comprovam que o setor está estruturado, crescendo de forma consistente e cumprindo um papel importante no desenvolvimento econômico e social do Estado”, afirmou.

Fonte: Governo PR

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Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação

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Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.

O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).

A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.  

“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual. 

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A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca. 

O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina. 

Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação. 

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GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.

ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.

Fonte: Governo PR

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