Connect with us


Agro

“Harmonização à Brasileira”: novo conceito une vinhos e gastronomia nacional

Publicado em

Vinícola Madre Terra lança e-book inovador

A Vinícola Madre Terra, de Flores da Cunha (RS), lançou o e-book “Harmonização à Brasileira — Casando a sociobiobrasilidade com vinhos Madre Terra”, escrito por Tainá Zaneti, enóloga, sommelier internacional e pós-doutora em Antropologia. A obra propõe um novo olhar para a harmonização de vinhos nacionais com a diversidade gastronômica brasileira, rompendo com referências europeias e valorizando ingredientes, sabores e tradições locais.

O e-book pode ser acessado gratuitamente pelo link: https://tr.ee/V0qxRKXB7r.

Sociobiobrasilidade: conceito central da obra

A autora desenvolveu o conceito de sociobiobrasilidade, que interpreta a relação entre biomas, ingredientes, modos de vida e expressões culinárias do Brasil. Combinando sensibilidade e rigor técnico, o livro analisa como sabores típicos — do tucupi amazônico ao dendê baiano, do pequi do Cerrado à rapadura — podem dialogar com a diversidade crescente dos vinhos nacionais.

Além disso, a obra oferece um panorama histórico e antropológico da alimentação no Brasil, abordando temas como:

  • Sincretismo culinário;
  • Formação das cozinhas regionais;
  • O “jeitinho brasileiro” à mesa;
  • Desafios para consolidar uma harmonização genuinamente brasileira em um país de dimensões continentais.
Leia mais:  Azeite de oliva do Rio Grande do Sul ganha destaque no South Summit Brazil 2026
13 chefs, 13 receitas e 13 vinhos

O projeto homenageia 13 chefs brasileiras que têm ressignificado a gastronomia nacional, incluindo nomes como Ana Luiza Trajano, Helena Rizzo, Roberta Sudbrack e Manu Buffara. Tainá recria receitas emblemáticas dessas chefs e harmoniza cada prato com rótulos da Vinícola Madre Terra, resultando em combinações que unem técnica, afeto e território.

Alguns destaques das receitas incluem:

  • Peixe marinado com mel nativo e melancia;
  • Curau de milho com chantilly de canela;
  • Gaspacho de acerola com lagostim;
  • Caviar de quiabo com creme de açafrão;
  • Moqueca de peixe com espumante gaúcho;
  • Brigadeiro de capim santo.

Cada preparo é acompanhado de explicações didáticas sobre escolhas de harmonização, sempre conectadas ao sensorial e à brasilidade.

Manifesto por uma harmonização brasileira

O e-book funciona como um manifesto, afirmando que a harmonização à brasileira não deve ser uma adaptação de métodos europeus, mas sim um sistema próprio, construído a partir da história, clima, sociabilidade e diversidade de ingredientes do país.

A obra propõe aproximações inéditas, como:

  • Espumantes gaúchos com a acidez do tucupi;
  • Syrah do semiárido com baião de dois;
  • Chardonnay da Serra catarinense com a densidade do dendê.
Leia mais:  Café em 2026: mercado prevê pressão nos preços com expectativa de safra maior no Brasil
Vinícola Madre Terra e a valorização do território

A Madre Terra, localizada na Capela São João, em Flores da Cunha, integra em sua filosofia de produção energia feminina, agricultura regenerativa e microvinificações. Com o e-book, a vinícola fortalece seu propósito de unir vinho, cultura e território, oferecendo experiências de enoturismo e gastronomia que destacam ingredientes nativos e técnicas regionais.

O material está disponível gratuitamente no site e nas redes sociais da vinícola, reforçando a visão de uma enogastronomia brasileira autêntica e inovadora.

Baixe o Livro

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

Published

on

O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

Leia mais:  Produção de Peixes no Paraná Cresce 10,4% em 2024

A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

Leia mais:  Azeite de oliva do Rio Grande do Sul ganha destaque no South Summit Brazil 2026

Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262